             CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




MDULO I: CONTABILIDADE  NOES BSICAS

1    CONCEITO DE CONTABILIDADE
2    CAMPO DE APLICAO
3    OBJETO DE ESTUDO
4    CONCEITO DE PATRIMNIO
5    FINALIDADES DA CONTABILIDADE
6    USURIOS DA CONTABILIDADE
7    TCNICAS CONTBEIS
8    PRINCPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE
9    FUNO ADMINISTRATIVA DA CONTABILIDADE
10   FUNO ECONMICA DA CONTABILIDADE




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1.1   CONCEITO

      "Contabilidade  a cincia que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no
patrimnio das entidades com fins lucrativos ou no."

1.2   CAMPO DE APLICAO

      O das entidades econmico-administrativas, sejam de fins lucrativos ou no.

1.3   OBJETO DE ESTUDO DA CONTABILIDADE

      O patrimnio das entidades.

1.4   PATRIMNIO

      Conjunto de bens, direitos e obrigaes vinculados  entidade econmico administrativa.

1.5   FINALIDADES DA CONTABILIDADE

      Assegurar o controle do patrimnio administrado e fornecer informaes sobre a composio e as
variaes patrimoniais, bem como o resultado das atividades econmicas desenvolvidas pela entidade
para alcanar seus fins, que podem ser lucrativos ou meramente ideais.

     De acordo com o pargrafo acima, observamos duas funes bsicas na contabilidade. Uma  a
administrativa, e a outra  a econmica. Assim:

       Funo administrativa: controlar o patrimnio
       Funo econmica: apurar o resultado.

1.6   USURIOS DA CONTABILIDADE:

         Scios, acionistas, proprietrios;
         Diretores, administradores, executivos;
         Instituies financeiras;
         Empregados
         Sindicatos e associaes;
         Institutos de pesquisas
         Fornecedores
         Clientes
         rgos governamentais
         Fisco

1.7   TCNICAS CONTBEIS

      A contabilidade para atingir sua finalidade se utiliza das seguintes tcnicas.

1.7.1 Escriturao

       o registro de todos os fatos que ocorrem no patrimnio.


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1.7.2 Demonstraes Financeiras

      So demonstrativos expositivos dos fatos ocorridos num determinado perodo. Representam a
exposio grfica dos fatos. So elas:

         Balano Patrimonial
         Demonstrao do Resultado do Exerccio
         Demonstrao dos Lucros ou Prejuzos Acumulados
         Demonstrao das Mutaes do patrimnio Lquido
         Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos

1.7.3 Auditoria

       o exame e a verificao da exatido ou no dos procedimentos contbeis.

1.7.4 Anlise das Demonstraes Financeiras

      Analisa e interpreta as demonstraes financeiras.

1.8   PRINCPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE

      O Conselho Federal de Contabilidade, atravs da Resoluo Federal no 750/93, determinou os
seguintes princpios fundamentais de contabilidade.

         Entidade
         Continuidade
         Oportunidade
         Registro pelo Valor Original
         Atualizao Monetria
         Prudncia
         Competncia

1.9   FUNO ADMINISTRATIVA DA CONTABILIDADE

      Controlar o patrimnio.

      a. Patrimnio  conjunto de bens, direitos e obrigaes suscetveis de avaliao econmica,
         vinculados a uma entidade ou pessoa fsica.

      b. Bem  tudo aquilo que satisfaz as necessidades humanas e pode ser avaliado econmica-
         mente.

          1. Classificao dos bens:

          1.1 Bens tangveis, corpreos, concretos ou materiais  tm existncia fsica, existem como
              coisa ou objeto.

          1.2 Bens intangveis, incorpreos, abstratos ou imateriais  no possuem existncia fsica,
              porm representam uma aplicao de capital indispensvel aos objetivos da empresa, e
              cujo valor reside em direitos de propriedade que so legalmente que so legalmente
              conferidos aos seus possuidores.

     Exemplos de bens intangveis: direitos sobre marcas, patentes, direitos autorais, ponto
comercial, fundo de comrcio, aes ou quotas do capital de outras empresas, etc.


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     c. Direitos  valores de propriedade da entidade que se encontram em posse de terceiros.

      Exemplos: duplicatas a receber, clientes, contas a receber, dinheiro depositado no banco,
aplicaes financeiras, etc.

     d. Obrigaes: so dvidas ou compromissos de qualquer espcie ou natureza assumidos perante
        terceiros, ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse (uso).

      Exemplos: fornecedores, duplicatas a pagar, notas promissrias a pagar, impostos a recolher,
contas a pagar, ttulos a pagar, contribuies a recolher, etc.

     e. Composio Patrimonial: o patrimnio  dividido em trs partes.

        1a Parte  ATIVO (A) - parte positiva, composta de bens e direitos.

        2a Parte  PASSIVO EXIGVEL (PE) - parte negativa, composta das obrigaes com terceiros.

        3a Parte  PATRIMNIO LQUIDO (PL) ou SITUAO LQUIDA (SL)  parte diferencial entre
                   o ativo e o passivo exigvel. O patrimnio lquido representa as obrigaes da
                   entidade para com os scios ou acionistas (proprietrios) e indica a diferena entre
                   o valor dos bens e direitos (ativo) e o valor das obrigaes com terceiros (passivo
                   exigvel).

     Essa parte diferencial (PL/SL)  que vai medir ou avaliar a situao ou condio da entidade
sendo, portanto, considerado como PASSIVO NO EXIGVEL.

     f. Equao Fundamental do Patrimnio: PL/SL = A  PE

        Especificao da frmula: PL = Patrimnio Lquido, SL = Situao Lquida, A = Ativo, PE =
        Passivo Exigvel.

     g. Representao Grfica do Patrimnio

                                            PATRIMNIO
                                 ATIVO +     PASSIVO (-)
                                 Bens        Exigvel  Obrigaes
                                 Direitos    PL/SL
                                 TOTAL       TOTAL

     h. Situaes ou Estados Patrimoniais

        1. Situao favorvel: ocorre quando A > PE, determinando PL > 0. Assim, A = PE + PL.

        2. Situao plena ou propriedade total dos ativos: ocorre quando A > PE e PE = 0,
           determinando PL > 0. Assim, A = PL.

        3. Situao nula ou de equilbrio aparente: ocorre quando A = PE, determinando PL = 0. Assim,
           A = PE.

        4. Inexistncia de ativos: ocorre quando PE > A e A = 0, determinando PL < 0. Assim, PE =
           (PL).

        5. Situao desfavorvel: ocorre quando A < PE, determinando PL < 0.




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1.10 FUNO ECONMICA DA CONTABILIDADE: apurar o resultado (rdito)

1.10.1      Resultado

         Diferena entre o valor das Receitas e o valor das Despesas (D)

         O resultado pode ser:

         Positivo ou Lucro - quando o valor das receitas  superior ao das despesas;
         Negativo ou prejuzo  quando o valor das receitas  inferior ao das despesas;
         Nulo  quando o valor das receitas  igual ao valor das despesas.

1.10.2      Receitas

      So entradas de elementos para o ativo da empresa, na forma de bens ou direitos que sempre
provocam aumento da situao lquida.

1.10.3      Despesas

      gasto incorrido para, direta ou indiretamente, gerar receitas. As despesas podem diminuir o ativo
ou aumentar o passivo, mas sempre provocam diminuies na situao lquida ou patrimnio lquido.




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001. (ESAF-TTN/92) A palavra Azienda  comumente usada em Contabilidade como sinnimo de
     fazenda, na acepo de:

      a.   Conjunto de bens e haveres
      b.   Mercadorias
      c.   Finanas pblicas
      d.   Grande propriedade rural
      e.   Patrimnio, considerado juntamente com a pessoa que tem sobre ele poderes de administrao
           e disponibilidade

002. (ESAF-TFC/92) As aziendas so entidades econmico-administrativas, cuja existncia 
     reconhecida a partir da unio de trs elementos essenciais, os quais so:

      a.   a contabilidade, a administrao e o patrimnio
      b.   os rgos volitivos, diretivos e a executivos
      c.   o planejamento, a coordenao e o controle
      d.   a escriturao, a auditoria e o balano
      e.   o patrimnio, a administrao e o trabalho

003. (ESAF-AFC/92) A situao patrimonial em que os recursos aplicados no ativo so originrios, parte
     de riqueza prpria e parte de capital de terceiros,  representada pela equao:

      a.   A = PL; portanto P = 0
      b.   A = P; portanto PL = 0
      c.   A > P; portanto PL > 0
      d.   A < P; portanto PL < 0
      e.   P = - PL; portanto A = 0

Obs.: PL = Patrimnio Liquido
      A = Ativo
      P = Passivo (no inclui o PL)
      0 = Zero

004. (ESAF-TTN/92) O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na cidade do Rio de
     Janeiro, de 17 a 27 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para Contabilidade. Assinale a
     opo que indica esse conceito oficial.

      a. Contabilidade  a cincia que estuda o patrimnio do ponto de vista econmico e financeiro,
         observando seus aspectos quantitativo e especifico e as variaes por ele sofridas.
      b. Contabilidade  a cincia que estuda e pratica as funes de orientao, de controle e de
         registro relativas  Administrao Econmica.
      c. Contabilidade  a metodologia especial concebida para captar, registrar, reunir e interpretar os
         fenmenos que afetam as situaes patrimoniais, financeiras e econmicas de qualquer ente.
      d. Contabilidade  a arte de registrar todas as transaes de uma companhia que possam ser
         expressas em termos monetrios e de informar os reflexos dessas transaes na situao
         econmico-financeira dessa companhia.
      e. Contabilidade  a cincia que estuda e controla o patrimnio das entidades, mediante registro,
         demonstrao expositiva, confirmao, anlise e interpretao dos fatos nele ocorridos.


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005. (BD-ESAF) Assinale a alternativa que conceitue corretamente Contabilidade:


      a. Cincia que trata dos fenmenos relativos  produo, distribuio, acumulao e consumo dos
         bens materiais

      b. Tcnica que registra as ocorrncias que afetam o patrimnio de uma entidade

      c. Cincia que estuda e pratica as funes de orientao, controle e registro dos atos e fatos de
         uma administrao econmica

      d. Tcnica que consiste na decomposio, comparao e interpretao, dos demonstrativos do
         estado patrimonial e do resultado econmico de uma entidade

      e. Conjunto de princpios, normas e funes que tm por fim ordenar os fatores de produo e
         controlar a sua produtividade e eficincia, para se obter determinados resultados

006. (BD-ESAF) As tcnicas de que a Contabilidade se utiliza para alcanar os seus objetivos so:

      a.   Escriturao, planejamento, coordenao e controle
      b.   Escriturao, balanos, inventrios e oramentos
      c.   Contabilizao, auditoria, controle e anlise de balanos
      d.   Auditoria, anlise de balanos, planejamento e controle
      e.   Auditoria, escriturao, anlise de balanos e demonstrao

007. (BD-ESAF) Assinale a opo que no identifique uma tcnica contbil:

      a. Planejamento                                      d. Escriturao
      b. Anlise de balanos                               e. Auditoria
      c. Demonstraes contbeis

008. (ESAF-TTN/94)

      "O patrimnio, que a contabilidade estuda e controla, registrando todas as ocorrncias nele
      verificadas".

      "Estudar e controlar o patrimnio, para fornecer informaes sobre sua composio e variaes,
      bem como sobre o resultado econmico decorrente da gesto da riqueza patrimonial".

      As proposies indicam, respectivamente:

      a.   o objeto e a finalidade da contabilidade
      b.   a finalidade e o conceito da contabilidade
      c.   o campo de aplicao e o objeto da contabilidade
      d.   o campo de aplicao e o conceito da contabilidade
      e.   a finalidade e as tcnicas contbeis da contabilidade

009. (ESAF-TTN/94) Na maioria das empresas comerciais, o Ativo suplanta o Passivo (Obrigaes).
     Assim, a representao mais comum do patrimnio de uma empresa comercial assume a forma:

      a.   Passivo + Ativo = Patrimnio Liquido
      b.   Ativo + Patrimnio Liquido = Passivo
      c.   Ativo = Passivo + Patrimnio Liquido
      d.   Ativo Permanente + Ativo Circulante = Passivo
      e.   Ativo + Situao Liquida = Passivo

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010. (ESAF-TTN/92) Diz-se que a situao liquida  negativa quando o Ativo total :

      a.   maior que o Passivo Total
      b.   maior que o Passivo Exigvel
      c.   igual  soma do Passivo Circulante com o Passivo Exigvel a Longo Prazo
      d.   igual ao Passivo Exigvel
      e.   menor que o Passivo Exigvel

011. (ESAF-AFTN/85) Assinale a alternativa que indica situao patrimonial inconcebvel:

      a.   Situao Liquida igual ao Ativo
      b.   Situao Liquida maior que o Ativo
      c.   Situao Liquida menor que o Ativo
      d.   Situao Liquida maior que o Passivo Exigvel
      e.   Situao Liquida menor que o Passivo Exigvel

012. (ESAF-TTN/92)  funo econmica da Contabilidade:

      a. apurar lucro ou prejuzo                          d. controlar o patrimnio
      b. evitar erros e fraudes                            e. efetuar o registro dos fatos contbeis
      c. verificar a autenticidade das operaes

013. (ESAF-TTN/89) Considerando: CP = Capital Prprio; CTe = Capital de Terceiros; CN = Capital
     Nominal; CTo = Capital Total  disposio da empresa; PL = Patrimnio Lquido; SLp = Situao
     Lquida positiva e A = Ativo, pode-se afirmar que CTo  igual a:

      a. CP + CTe = SLp                                    d. A (-) SLp
      b. A + CTe                                           e. CP + CTe + CN
      c. CP + CTe

014. (ESAF-TTN/85)  Na maioria das empresas comerciais, o ATIVO suplanta o PASSIVO
     (Obrigaes). Assim, a representao mais comum do Patrimnio de uma empresa comercial
     assume a forma:

      a.   Ativo = Passivo + Patrimnio Liquido
      b.   Ativo + Patrimnio Liquido = Passivo
      c.   Passivo + Ativo = Patrimnio Liquido
      d.   Ativo Permanente + Ativo Circulante = Passivo
      e.   Ativo + Situao Lquida = Passivo

015. (FESP/9 1 ) - Considerando a equao fundamental da Contabilidade, a igualdade que indica um
     "PASSIVO A DESCOBERTO" :

      a. A = PE + SL                                       d. PE = A - SL
      b. PE = A + SL                                       e. A = SL + PE
      c. SL = A - PE

      onde: A = Ativo; PE = Passivo Exigvel; SL = Situao Lquida

016. (ESAF-TTN/92) A situao patrimonial denominada Passivo a Descoberto configura inexistncia
     de:

      a. bens e direitos                           d. capital de terceiros
      b. obrigaes                                e. capital a disposio da empresa
      c. capital prprio

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2.1   ASPECTO QUANTITATIVO

      Neste aspecto os elementos patrimoniais so considerados sob um aspecto homogneo, que  o
da traduo monetria de seus valores, formando por assim dizer um fundo de valores, representados de
um lado por valores positivos (ATIVO  bens e direitos) e de outro os valores negativos (PASSIVO -
obrigaes), tendo a seguinte classificao:

2.1.1 Ativo

      So os valores positivos (bens e direitos) do patrimnio e subdivide-se em:

2.1.1.1    Circulante (AC)

        Agrupa as disponibilidades, os direitos realizveis no curso do exerccio social subseqente e
as despesas antecipadas* (pagas e no incorridas).

          Exerccio Social   o espao de tempo de (12 meses), findo o qual as pessoas jurdicas apuram o
          resultado do exerccio; ele pode coincidir, ou no, com o ano-calendrio, de acordo com o que dispuser
          o estatuto ou o contrato social.

2.1.1.2    Realizvel a Longo Prazo (ARLP)

          Direitos realizveis aps o trmino do exerccio social subseqente, assim como, tambm, os
direitos derivados de vendas, adiantamentos ou emprstimos a sociedades coligadas ou controladas,
diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que no constituam negcios usuais no
objeto da explorao da companhia. OBS: independentemente do prazo.

                           CRITRIOS DE CLASSIFICAO QUANTO A PRAZOS

      1. Curto Prazo

         Classificam-se os bens, direitos e obrigaes, com prazo de vencimento ou realizao de um ano,
      ou seja, durante o curso do exerccio social seguinte; como por exemplo, as contas do Ativo Circulante
      e do Passivo Circulante.

      2. Longo Prazo

         Classificam-se os bens, os direitos e as obrigaes, com prazo de vencimento ou realizao
      superior a um ano, ou seja, aps o trmino do exerccio social seguinte; como por exemplo, as contas
      do Ativo Realizvel a Longo Prazo e do Passivo Exigvel a Longo Prazo.

      OBS.: na empresa em que o ciclo operacional tiver durao maior que o exerccio social, a
            classificao no circulante ou no longo prazo ter por base o prazo deste ciclo.

      3. Ciclo Operacional

        Representa a aplicao de recursos na atividade da entidade at a formao dos estoques que,
      mediante venda, voltaro a ser valores disponveis.

      4. Ciclo Operacional de Longo Prazo

         Somente ocorrer nas entidades onde o processo produtivo  demorado, como por exemplo:
      construo civil pesada, construo naval, construo de equipamentos de grande porte, etc.


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2.1.1.3   Permanente (AP)

           Agrega os bens da manuteno da empresa, bem como os bens de uso futuro e as despesas
diferidas. Subdivide-se em:

          a. Investimento (APInv)  aes, quotas de outras empresas adquiridas com a inteno de
             permanncia, os bens de uso futuro, e os direitos de qualquer natureza no classificveis no
             Ativo Circulante ou no Realizvel a Longo Prazo, e que no se destinem a manuteno da
             atividade da companhia, ou seja, bens ou direitos sem os quais a companhia poderia existir.

          b. Imobilizado (APImob)  bens e direitos da manuteno, ou seja, necessrios a atividade
             principal da empresa.

          c. Diferido (APDif)  compreende as aplicaes de recursos em despesas que contribuiro
             para a formao do resultado de mais de um exerccio social, so as chamadas despesas
             diferidas**, que so aquelas despesas que foram pagas e incorridas, mas com benefcios ao
             longo do tempo, exemplo: despesas pr-operacionais, despesas com pesquisas, despesas
             de implantao, despesas de reorganizao.

2.2.2 Passivo

      So os valores negativos (obrigaes) do patrimnio e subdivide-se em:

2.2.2.1   Circulante (PC)

      Agrupa as obrigaes vencveis no exerccio seguinte.

2.2.2.2   Exigvel a Longo Prazo (PELP)

      Agrupa as obrigaes com vencimento aps o trmino do exerccio seguinte.

2.2.3 Resultados de Exerccios Futuros (REF)***

      Agrupa as receitas de exerccios futuros que correspondem a valores recebidos antecipadamente,
diminudos de seus custos e despesas correspondentes, desde que essas receitas antecipadas no
impliquem ao recebedor a devoluo dos valores recebidos caso haja o distrato da operao.

2.2.2.4 Patrimnio Lquido (PL)

       Representa as obrigaes para com os scios, acrescidas das reservas e dos lucros (auferidos) ou
prejuzos (suportados). Subdivide-se em:

      a. Capital Social (CS): representa os bens ou direitos entregues ou a entregar pelos scios 
         empresa. Pode ser:

          1. Capital Social Subscrito (CSS) -  o comprometido pelos scios.
          2. Capital Social Realizado (CSR) -  o efetivamente entregue pelos scios  empresa
          3. Capital Social a Realizar (CSaR) -  a diferena entre o capital social subscrito e o capital
             social realizado.

      b. Reservas de Capital (RC): valores com os quais se aumentar o capital social ou se absorver
         os prejuzos, conforme dispe a lei das S/A.

      c. Reservas de Reavaliao (RR): representam aumento de valor do ativo permanente em
         virtude de novas avaliaes.

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       d. Reservas de Lucros (RL): formada pela reteno de lucros por parte da empresa. Podem ser:

           1.   Reserva Legal - obrigatria segundo a Lei
           2.   Reserva Estatutria - formada de acordo com os estatutos da empresa.
           3.   Reserva Para Contingncia - formada para absorver prejuzos futuros.
           4.   Reserva de Reteno de Lucros  formada para reinvestimentos na prpria em presa.
           5.   Reserva de Lucros a Realizar - opcional, de acordo com o estabelecido na Lei

       e. Lucros Acumulados (LAc): so a parte de lucro que a empresa ainda no deu destinao, ou

       f. Prejuzos Acumulados (Pac): so os prejuzos suportados pela empresa e ainda no
          absorvidos.

OBSERVAES:

* DESPESAS ANTECIPADAS

Exemplo: Pagamos  vista o seguro do nosso veculo, relativo a 01 ano. O seguro foi pago hoje (despesa
paga) e tal despesa no diz respeito to somente a data do pagamento (no incorrida)

INCORRIDA - significa dizer que: j se concretizou, materializou, formalizou.

** DESPESAS DIFERIDAS

Exemplo: Uma indstria automobilstica pagou despesas relativas a um projeto de desenvolvimento
tecnolgico para um novo modelo de veculo a ser lanado no mercado.

       Caractersticas do fato:

       1. a indstria pagou a despesa com o projeto  DESPESA PAGA
       2. o projeto foi realizado  DESPESA INCORRIDA
       3. quando no futuro o modelo for produzido em srie e lanado no mercado, trar retorno 
          BENEFCIOS AO LONGO DO TEMPO.

DESPESA DIFERIDA  significa: despesa adiada, postergada, levada para o futuro.

*** RESULTADOS DE EXERCCIOS FUTUROS

Exemplo: Se recebermos de algum o valor de $ 12.000,00 correspondente ao aluguel de 12 meses, sem
a obrigao de devolvermos, em havendo o distrato, estamos diante de uma receita de exerccios
futuros.

       Se para obter a receita, suportamos, muitas das vezes, custos e despesas a ela correspondentes,
estes sero classificados, tambm, como Resultados de Exerccios Futuros, isso porque a receita foi
classificada como tal.




Resultados de Exerccios Futuros = Receitas Despesas e Custos Correspondentes


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001. Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas:

      I. ... tratam-se do passivo propriamente dito, ou, na classificao da Lei no 6.404/76, do passivo
         circulante e passivo exigvel a longo prazo. Correspondente ao conceito de capital de terceiros.

      II. ... parte do ativo que abrange exclusivamente o dinheiro em espcie e outros haveres da
          empresa que possam ser convertidos imediatamente em dinheiro.

      III. ... pode ser resumido como sendo ativo que ser transformado em dinheiro, compreendendo
           basicamente os direitos e os estoques.

      IV. ... parcela do ativo que, representando inverses bsicas e permanentes na empresa, se
          compem de elementos que servem a vrios ciclos operacionais e, portanto, no se destinam 
          venda.

      a.   Exigibilidades   --   Disponibilidades   --   Realizaes         --   Imobilizaes
      b.   Exigibilidades   --   Realizaes        --   Disponibilidades    --   Imobilizaes
      c.   Realizaes      --   Disponibilidades   --   Exigibilidades      --   Imobilizaes
      d.   Realizaes      --   Imobilizaes      --   Disponibilidades    --   Exigibilidades

      Para as questes 002 e 003, marque a alternativa correta, aps assinalar no parntese:

      (A) para disponibilidades                                (C) para imobilizaes
      (B) para realizaes                                     (D) para exigibilidades

002. --    Imveis de uso ( )
     --    Mveis e utenslios em estoque, numa empresa que comercializa estes bens ( )
     --    Mveis e utenslios para uso da empresa ( )
     --    Direitos da empresa ( )
     --    Obrigaes da empresa ( )

      a. C  B  C  B  D                                     c. C  A  C  B  C
      b. A  A  C  D  B                                     d. C  C  C  B  D

003. --    Adiantamentos de clientes ( )
     --    Adiantamentos a empregados e a fornecedores ( )
     --    Aes para revenda ( )
     --    Imveis construdos e colocados  venda ( )
     --    Ttulos de liquidez imediata ( )

      a. D  B  A  B  A                                     c. D  B  B  B  A
      b. B  D  D  D  A                                     d. B  D  A  D  A

004. Marque a afirmativa incorreta:

      a. no patrimnio lquido, a conta Capital Social discriminar o montante subscrito e, por reduo,
         o capital a realizar
      b. no patrimnio lquido so classificadas as reservas e os lucros ou prejuzos acumulados
      c. as reservas so: de capital, de reavaliao e de lucros
      d. as aes em tesouraria devero ser destacadas no balano como aumento da conta do
         patrimnio lquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisio

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005. No  Ativo Circulante:

      a.   adiantamentos efetuados pela empresa a seus proprietrios
      b.   dinheiro em caixa e em bancos
      c.   ttulos e valores mobilirios para venda no exerccio social seguinte
      d.   ttulos de liquidez imediata

006. Os direitos oriundos de operaes com participantes dos lucros da empresa (administradores,
     proprietrios, etc.), quando no provenientes das operaes usuais da mesma, so classificados
     no:

      a.   Ativo Circulante
      b.   Realizvel a Longo Prazo
      c.   Ativo Imobilizado
      d.   faltam dados (prazo de vencimento)

007. Certa empresa possui um (1) terreno utilizado para estacionamento de seus clientes; outro,
     utilizado para depsito e mais um, que no  utilizado pela mesma e nem ela tenciona vende-lo.
     Assim, temos, respectivamente:

      a. os dois primeiros so classificados no Ativo Permanente e o terceiro no Ativo Realizvel a
         Longo Prazo
      b. os dois primeiros so classificados no Ativo Permanente e o terceiro no Ativo Circulante
      c. os trs so classificados no Ativo Permanente
      d. nenhuma afirmativa est correta

008. Imvel em construo, que ser a futura sede da empresa, deve ser classificado no:

      a.   Realizvel a Longo Prazo
      b.   Ativo Diferido
      c.   Ativo Imobilizado
      d.   Ativo Investimento

009. Despesas Pr-Operacionais so classificadas no Ativo:

      a.   Permanente -- Imobilizado
      b.   Permanente -- Investimento
      c.   Permanente -- Imobilizado
      d.   nada disto

010. Juros pagos aos acionistas na fase pr-operacional da empresa so classificados no:

      a.   Ativo Imobilizado
      b.   Ativo Investimento
      c.   Ativo Diferido
      d.   nada disto

011. Obrigaes a pagar aps o trmino do exerccio social seguinte so classificadas no:

      a.   Passivo Circulante
      b.   Exigvel a Longo Prazo
      c.   Ativo Circulante
      d.   Realizvel a Longo Prazo



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012. Emprstimos tomados junto a empresas coligadas e controladas, a longo prazo, so classificados
     no:

      a.   Passivo Circulante
      b.   Exigvel a Longo Prazo
      c.   Realizvel a Longo Prazo
      d.   Patrimnio Lquido

013. As receitas de exerccios futuros e as despesas e os custos a elas referentes so classificadas no:

      a.   Passivo Circulante
      b.   Passivo Exigvel a Longo Prazo
      c.   Resultado de Exerccios Futuros
      d.   nada disto

014. O capital, as reservas e os lucros retidos so classificados no:

      a.   Passivo Circulante
      b.   Exigvel a Longo Prazo
      c.   Ativo Permanente
      d.   Patrimnio Lquido

015. O capital prprio compreende o:

      a.   passivo total
      b.   passivo real
      c.   patrimnio lquido
      d.   ativo total




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    A contabilidade, para registrar as suas operaes, adota o MTODO DAS PARTIDAS
DOBRADAS.

3.1   PARTIDAS DOBRADAS

      A essncia deste mtodo,  que o registro de qualquer operao implica que um dbito em uma ou
mais contas deve corresponder um crdito equivalente, em uma ou mais contas, de forma que a soma
dos valores debitados seja sempre igual a soma dos valores creditados, ou simplificando:


                         NO H DBITO SEM CRDITO CORRESPONDENTE;
                          DBITO = CRDITO, OU ORIGENS = APLICAES


3.2   CONTAS

       Representam os registros de dbito e crdito da mesma natureza ou espcie identificadas por um
ttulo que qualifica os elementos do patrimnio (bem, direito, obrigao ou situao lquida) ou uma
variao patrimonial (receitas e despesas).

3.2.1 Elementos da Conta

      So seis os elementos de uma conta:

      Ttulo   o nome da conta.
      Data  marcao do tempo do fato (dia, ms e ano).
      Histrico   a narrao do fato ocorrido.
      Dbito  estado de dvida da conta
      Crdito  estado haver da conta
      Saldo   a diferena entre o dbito e o crdito. Pode ser:

              Devedor  quando dbito maior que crdito.
              Credor  quando dbito menor que crdito.
              Nulo  quando dbito igual a crdito.

3.2.2 Funo das Contas

     Representar graficamente o Patrimnio e suas variaes. A representao  feita atravs dos
chamados Razonetes ou Contas em forma de T, conforme abaixo demonstrado.


                                           NOME DA CONTA

            VALORES ESCRITURADOS A DBITO               VALORES ESCRITURADOS A CRDITO
            SALDO DEVEDOR                               SALDO CREDOR




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3.2.3 Termos Tcnicos das Contas

      So diversos os termos tcnicos utilizados no uso das contas, entre os quais podemos citar:

      1. Ttulo da conta -  a denominao da conta.  o nome da conta.
      2. Abrir uma conta - significa iniciar a sua escriturao.
      3. Debitar uma conta - significa registrar determinado valor em seu dbito.
      4. Creditar uma conta - significa registrar determinado valor em seu crdito.
      5. Conferir ou verificar uma conta - significa examinar a sua exatido.
      6. Tirar o saldo de uma conta ou balancear -  a diferena entre a soma do dbito e a do crdito;
          se o dbito for maior, o saldo ser devedor. Se o crdito for maior, o saldo ser credor.
      7. Reabrir uma conta - significa reiniciar a sua escriturao quando ela se acha encerrada, por no
          apresentar saldo.
      8. Transferir uma conta - significa levar o seu saldo a dbito ou a crdito de outra conta.

3.3   TEORIA DAS CONTAS

3.3.1 Teoria Personalista

      Nesta teoria cada conta assume o papel de uma PESSOA no seu relacionamento com a empresa
ou entidade. Assim, Caixa, Bancos, Duplicatas a Receber, Fornecedores, Capital, Receitas e Despesas,
representam pessoas com as quais a entidade mantm relacionamento de dbito e crdito.

       Assim, podemos concluir que as obrigaes (PE) e o Patrimnio Lquido (PL) so pessoas
credoras (representam aquelas pessoas que tm a receber da sociedade), enquanto que os bens e
direitos so pessoas devedoras em relao  sociedade.

      Classificao  nesta teoria as contas podem ser:

      Agentes Consignatrios  valores materiais e imateriais (so os bens da sociedade)

      Agentes Correspondentes  representam os direitos e obrigaes

      Proprietrio  so as contas do PL e suas variaes inclusive receitas e despesas.

3.3.2 Teoria Patrimonialista

      Esta teoria entende que o patrimnio  o objeto a ser administrado; desta forma, esta teoria separa
as contas que representam a situao esttica (patrimnio ou A = PE + PL) das contas que representam
a dinmica da situao (receitas e despesas):

      Contas Patrimoniais  representam a situao esttica, ou seja, o Patrimnio (os elementos ativos
e passivos), que so os bens, direitos, obrigaes com terceiros (PE) e o Patrimnio Lquido (PL).

      Contas de Resultado  representam a situao dinmica, as variaes patrimoniais, ou seja, as
contas que alteram o Patrimnio Lquido (PL), receitas e despesas e demonstram o resultado do
exerccio.

3.4 DBITO, CRDITO E SALDO

      Dbito de uma conta  situao de dvida de responsabilidade da conta. As contas que
representam: bens, direitos, despesas e custos tm saldo devedor.

      Crdito de uma conta  situao de direito de haver da conta. As contas que representam:
obrigaes (PE), Patrimnio Lquido (PL) e receitas, tm saldo credor.

Professores Andr e Biu                                                                               16
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       Saldo de uma conta - representa a diferena entre o valor do dbito e do crdito. Os saldo podem
ser: devedor, credor ou nulo.

        a. Devedor - quando o valor do dbito for superior ao do crdito (D > C);
        b. Credor - quando o valor do crdito for superior ao do dbito (D < C);
        c. Nulo - quando o valor do dbito for igual ao do crdito (D = C).

3.5 LANAMENTO CONTBIL  MECANISMO DO DBITO E DO CRDITO

      Lanamento  o registro dos fatos contbeis (aqueles que provocam mudanas na composio do
patrimnio da entidade), efetuados de acordo com o mtodo das partidas dobradas.  feito em ordem
cronolgica e obedecendo a determinada tcnica.

     O lanamento  feito nas contas Patrimoniais, pertencentes ao grupo do ATIVO, PASSIVO
EXIGVEL e PATRIMNIO LQUIDO, e nas contas de Resultado, representadas pelas RECEITAS, e
DESPESAS.

      As contas de ATIVO, por terem saldo devedor, so aumentadas de valor por DBITO e diminudas
por CRDITO.

      As contas de PASSIVO EXIGVEL e de PATRIMNIO LQUIDO, por apresentarem saldo credor,
so aumentadas de valor por CRDITO e diminudas por DBITO.

      As contas relativas s RECEITAS e DESPESAS, por afetarem diretamente o PL, so,
respectivamente, CREDITADAS (porque aumentam o PL) e DEBITADAS (porque diminuem o PL).

                                           Natureza                   Para o Saldo
                     Das Contas                        Do Saldo   Aumentar    Diminuir
                     Ativo = Bens e Direitos              D          D            C
                     Passivo = Obrigaes                 C          C            D
                     Patrimnio Lquido                   C          C            D
                     Receitas                             C          C            D
                     Despesas e Custos                    D          D            C
                     Contas Retificadoras do Ativo        C          C            D
                     Contas Retificadoras do Passivo      D          D            C




3.5.1    Passos para se Efetuar um Lanamento.

        Dado um fato contbil, devemos seguir alguns passos para efetuar seu devido lanamento.

        Exemplo: Compra de um veculo  vista em dinheiro no valor total de $ 1.000,00

        1o passo  identificar as contas envolvidas no fato;

           Caixa (valor em dinheiro)
           Veculo (bem)

        2o passo  identificar a natureza das contas, ou seja, a que grupos pertencem: Ativo (A); Passivo
           (PE); Patrimnio Lquido (PL); Receitas (R); ou Despesas (D).

           Caixa  conta do Ativo (A)
           Veculo  conta do Ativo (A)

Professores Andr e Biu                                                                               17
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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        3o passo  identificar o que o fato provoca sobre o saldo das contas, ou seja, se o saldo
           aumentar ou diminuir; no caso:

           Caixa (A) o saldo diminuir (-);
           Veculos (A) o saldo aumentar (+);

        4o passo  efetuar o lanamento contbil segundo o mtodo das partidas dobradas, com a
           utilizao do quadro-resumo do mecanismo do dbito e crdito, da seguinte forma:


                  DBITO = APLICAO DE RECURSO; CRDITO = ORIGEM DO RECURSO


3.5.2     Funes do Lanamento

        Ao conjunto de lanamentos denomina-se ESCRITURAO. O lanamento  pois uma parcela
da Escriturao, e, a semelhana desta apresenta duas funes:

3.5.2.1    Funo Histrica

        Consiste em narrar o fato contbil em ordem cronolgica.

3.5.2.2    Funo Monetria

      Compreende o registro da expresso monetria dos fatos e seu agrupamento segundo a natureza
de cada um.

3.5.2.3    Elementos

        So 5 (cinco) os elementos de um lanamento:

        1. Local e data  local da empresa e dia, ms e ano da ocorrncia do registro.

        2. Conta devedora   a conta debitada. Vem sempre em primeiro lugar.

        3. Conta credora   a conta creditada, que vem acompanhada da preposio acidental "a".

        4. Histrico   a narrao do fato ocorrido, a qual deve ser resumida, mas exprimindo bem a
           operao. No existe uniformidade de histrico, todavia, a praxe contbil  de que se lhe inicie
           com uma das seguintes expresses:

           a. Pago  quando a conta credora for "Caixa"
           b. Recebido  quando a conta devedora for "Caixa"
           c. Valor ou Importe  quando o lanamento no envolver a conta Caixa.  o denominado
              LANAMENTO EXTRA-CAIXA.

        5. Importncia ou quantia   o valor das operaes expresso em unidades monetrias.

3.6 FRMULAS DE LANAMENTO

3.6.1 Conceito

     Frmula  a maneira pela qual se faz o registro das operaes mercantis pelo mtodo das partidas
dobradas no livro Dirio.

Professores Andr e Biu                                                                                 18
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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3.6.2 Espcies

      So 4 (quatro) as frmulas de lanamento:

      Primeira frmula: uma conta devedora contra uma conta credora.

      Segunda Frmula: uma conta devedora contra vrias credoras.

      Terceira Frmula: aparecem vria contas debitadas e apenas uma conta creditada.

      Quarta Frmula: aparecem vrias contas debitadas e vrias contas creditadas. Esta frmula de
      lanamento  pouco usada, tendo cado praticamente em desuso.

Obs.: A primeira FRMULA  tambm chamada de FRMULA SIMPLES. A segunda e a terceira
      so FRMULAS COMPOSTAS e a quarta  denominada de FRMULA COMPLEXA.


3.7 ERROS DE ESCRITURAO E TCNICAS DE CORREO DE ERROS

      O processo tcnico de correo de erros de escriturao  denominado de retificao de
lanamento. So formas de retificao:

       Estorno: consiste em efetuar um lanamento inverso quele feito erroneamente, anulando-o
        totalmente ou parcialmente;

       Transferncia:  o lanamento que promove a regularizao da conta indevidamente debitada
        ou creditada, atravs da transposio do valor para a conta adequada;

       Complementao:  utilizado para complementar um lanamento feito com valor a menor;

       Ressalva: consiste no lanamento de correo usando-se as expresses "digo, alis, em
         tempo, ou melhor, isto , etc."

3.7.1 Erro:  Valor lanado a maior/CORREO  lanamento inverso estornando a diferena.

3.7.2 Erro:  Valor lanado a menor/CORREO  lanamento complementar.

3.7.3 Erro:  Inverso de contas/CORREO  dois lanamentos; o 1o para cancelar o lanamento
              errado, e o 2o para efetuar o lanamento correto.
3.7.4 Erro:  Troca de contas/CORREO  Lanamento de acerto.

3.7.5 Erro:  Erro no histrico/CORREO  Quando o erro  descoberto a tempo, usa-se uma
              palavra apropriada para a ressalva.

3.7.6 Erro:  Omisso de Lanamento/CORREO  Fazer o lanamento, o mais rpido possvel
              mencionando no histrico a data em que o fato ocorreu.
3.7.7 Erro:  Duplicidade de lanamento/CORREO - Estorno do ltimo lanamento efetuado.

3.8   ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RECEITA E DESPESA

       As contas de receita e despesa so contas temporrias, pois so encerradas a fim de se apurar o
resultado do exerccio. O lucro ou prejuzo de um exerccio  determinado atravs do confronto das
contas de receita e despesa, e esse resultado lquido  apurado na conta denominada de Apurao do
Resultado do Exerccio (ARE).

Professores Andr e Biu                                                                            19
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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3.8.1 Transferncia dos Saldos das Contas de Resultado para a Conta de Apurao do Resultado
      do Exerccio (ARE).

      As contas de receita por possurem saldo credor, sero encerradas debitando-se a respectiva
conta pelo valor do saldo (portanto, tornando-se o saldo nulo, "encerrando-se" a conta) e creditando-se a
conta ARE.


               Receitas de Aluguel                                       ARE
         (1) 20.000,00      20.000,00                                          20.000,00 (1)


      As contas de despesa, por apresentarem saldo devedor, sero encerradas creditando-se a conta
respectiva e debitando-se a conta ARE pelo valor do seu saldo.

              Despesas de Juros                                          ARE
            12.000,00   12.000,00 (2)                    (2) 12.000,00         20.000,00 (1)
                                                                                8.000,00 (S)


3.8.2 Transferncia do Saldo da Conta ARE para a Conta Patrimonial "Lucros Ou Prejuzos
      Acumulados"

    A conta ARE, por sua vez, ser encerrada contra uma conta denominada Lucros ou Prejuzos
Acumulados que  uma conta patrimonial onde fica acumulado o resultado do exerccio.

      1o saldo credor da conta ARE

                        ARE                            Lucros ou Prejuzos Acumulados
            12.000,00      20.000,00                                        8.000,00 (1)
         (1) 8.000,00       8.000,00 (S)

      2o saldo devedor da conta ARE

                        ARE                            Lucros ou Prejuzos Acumulados
            15.000,00      10.000,00                   (2) 5.000,00
         (S) 5.000,00       5.000,00 (2)


3.9   BALANCETE DE VERIFICAO

3.9.1 Conceito

       o demonstrativo que relaciona cada conta com o respectivo saldo devedor ou credor, de tal
forma que se os lanamentos foram corretamente efetuados, de acordo com o Mtodo das Partidas
Dobradas, o total da coluna dos saldos devedores  igual ao total da coluna dos saldos credores.

3.9.2 Objetivo

      Testar se o mtodo das partidas dobradas foi respeitado, evidenciando as contas de acordo com
seus respectivos saldos e verificando a igualdade entre a soma dos saldos devedores e credores.




Professores Andr e Biu                                                                               20
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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         Balancete de Verificao em ___/___/___

                                                           Saldos
         Contas                                    Devedores      Credores




         TOTAIS




Professores Andr e Biu                                                                 21
                                                          S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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001. O lanamento

       Diversos
       a Bancos conta Movimento

      a.  de segunda frmula e pode corresponder a aviso de dbito do banco e a cheques emitidos
         pela empresa

      b.  de segunda frmula e pode corresponder a depsitos bancrios pela empresa

      c.  de terceira frmula e pode corresponder a juros debitados pelo banco e a cheques emitidos
         pela empresa

      d.  de terceira frmula e pode corresponder a aviso de crdito do banco e a depsitos efetuados
         pela empresa

      e.  de terceira frmula e pode corresponder a aviso de crdito do banco e a depsitos efetuados
         pela empresa

002. Certa empresa adquiriu uma mquina por 40.000. Pagou em moeda corrente 50% da compra, com
     5% de desconto e aceitou uma duplicata pela dvida dos outros 50%. Com esta operao, pode-se
     afirmar que o Ativo da empresa:

      a. aumentou em 40.000                              d. diminuiu em 21.000
      b. diminuiu em 19.000                              e. aumentou em 21.000
      c. aumentou em 19.000

003. A microempresa Rio, no dia 10 de maio, tinha um patrimnio formado de Caixa -- 15.000, For-
     necedores -- 12.000, Clientes -- 4.000 e Mercadorias -- 6.000. No dia 11 de maio, realizou ape-
     nas uma operao e seu patrimnio passou a constar de Caixa -- 11.000, Fornecedores -9.000,
     Clientes -- 4.000 e Mercadorias -- 6.000.

      Comparando-se o patrimnio nas duas datas, pode-se afirmar que a operao realizada foi:

      a.   O pagamento de dvidas no valor de 4.000
      b.   O recebimento de direitos no valor de 4.000, com desconto de 1.000
      c.   O pagamento de dvidas no valor de 3.000, com encargos de 1.000
      d.   O recebimento de direitos no valor de 3.000, com encargos de 1.000
      e.   O pagamento de dvidas no valor de 4.000, com descontos de 1.000

004. (MPU-ESAF-1 993)

      Diversos
      a Caixa
      Mveis e Utenslios        11.100
      Veculos                  677.300
      Terrenos                  211.600
                                900.000

Professores Andr e Biu                                                                            22
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


     Aps o registro contbil do lanamento acima, apresentado de forma simplificada, o montante:

     a.   Do Ativo Circulante diminuiu
     b.   Do Ativo Diferido aumentou
     c.   Do Ativo Permanente diminuiu
     d.   Das Fontes de Financiamento do Patrimnio aumentou
     e.   Do Ativo Imobilizado permaneceu inalterado

005. (MPU-ESAF-1993)

     A obteno de um emprstimo bancrio com pagamento antecipado dos encargos financeiros 
     um contbil que implica:

     a.   Aumento do ativo, aumento do patrimnio lquido e aumento do passivo
     b.   Reduo do patrimnio lquido, aumento do ativo e aumento do passivo exigvel
     c.   Aumento do ativo, reduo do passivo exigvel e diminuio do patrimnio lquido
     d.   Aumento do patrimnio lquido, diminuio do passivo exigvel e aumento do ativo
     e.   Aumento do passivo exigvel, reduo do patrimnio lquido e diminuio do ativo

006. (MPU-ESAF-1993)

     O pagamento, com desconto, de uma duplicata registrada no Passivo:

     a.   Altera, para menos, a situao lquida negativa
     b.   Altera, para mais, a situao lquida negativa
     c.   Altera, para menos, a situao lquida positiva
     d.   No altera a situao lquida positiva
     e.   No altera a situao lquida negativa

007. (MPU-ESAF-1993) A conta Caixa recebeu lanamento relativos:

     1.   Vendas a vista                     250
     2.   Pagamentos de salrios              80
     3.   Pagamento a fornecedores           160
     4.   Recebimento de duplicatas          400
     5.   Depsitos bancrios                500

     Sabendo-se que o saldo inicial era de 50, pode-se afirmar que falta registro de:

     a. Vendas a prazo de 40                                d. Compras e vendas a prazo de 100
     b. Vendas a vista de 100                               e. Despesas gerais incorridas de 40
     c. Compras a prazo de 40

008. (AFTN-ESAF-1989) Lanamento (31 de dezembro do ano 8):

     1. Despesas No Operacionais
        a Mveis e Utenslios                                    3.000

     2. Depreciao Acumulada de Mveis e Utenslios             2.400

     3. Caixa
        a Receitas No Operacionais                              3.000

     4. Mveis e Utenslios
        a Fornecedores                                           2.400

Professores Andr e Biu                                                                             23
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


     Da anlise conjunta dos lanamentos acima conclu-se, em termos de grupo de contas do
     Balano Patrimonial, que:

     a. O Patrimnio Lquido diminuiu                      2.400
        e o Ativo Circulante diminuiu                      3.000

     b. O Patrimnio Lquido diminuiu                      2.400
        e o Ativo Permanente aumentou em igual valor

     c. O Ativo Permanente diminuiu                          600
        e o Patrimnio Lquido aumentou                    5.400

     d. O Ativo Permanente diminuiu                          600
        e o Patrimnio Lquido aumentou                    2.400

     e. O Ativo Permanente aumentou                        1.800
        e o Patrimnio Lquido aumentou                    2.400

009. (TTN-ESAF-1994) Recife, 13 de julho do ano 4.

      D  Duplicatas a Pagar
      Valor da duplicata no 73/94 da Setex S.A., substituda por uma nota
      promissria vencvel em 13 de setembro ao ano 4.                        700

      D  Juros Passivos
      4% sobre o valor da duplicata 73/94 da Setex S.A., substituda por       28
      nota promissria vencvel em 13 de setembro ao ano 4.

      C  Notas Promissrias a Pagar
      Nosso aceite de nota promissria em favor da Setex S.A., vencvel          _     728
      em 13 de setembro do ano 4, emitida em substituio  duplicata n2      728      728
      73, vencida hoje, mais juros de 2% ao ms.

Obs.: A situao lquida da empresa que efetuou o lanamento continuou, aps o mesmo, positiva.
      O lanamento contbil transcrito (feito no livro Dirio):

     a.    de segunda frmula e aumentou a situao lquida
     b.   Observou o mtodo das partidas dobradas e aumentou a situao lquida
     c.   Observou o mtodo das partidas simples, a funo histrica e a funo monetria
     d.    de segunda frmula e reduziu a situao lquida
     e.    de terceira frmula e reduziu a situao lquida

010. (TTN-ESAF-1994)

      O pagamento de salrios do ms de dezembro do ano 2, feito em cheque, em 05 de janeiro do
      ano 3, foi registrado mediante o seguinte lanamento (exerccio social: 01 de janeiro a 31 de
      dezembro):

      a. Despesas de Salrios                           d. Salrios a Pagar
         a Bancos                                          a Despesas de Salrios

      b. Bancos                                         e. Salrios a Pagar
         a Salrios a Pagar                                a Bancos

      c. Despesas de Salrios

Professores Andr e Biu                                                                          24
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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           a Salrios a Pagar

011. (MPU-ESAF-1993) A aquisio de mercadorias a prazo teve o seguinte registro contbil:

      Mercadorias               120
      a Caixa                            120

      Na regularizao desse registro encontramos o seguinte lanamento:

      a. Mercadorias            240
         a Caixa                         240

      b. Caixa                  120
         a Mercadorias                   120

      c. Caixa                  120
         a Fornecedores                  120

      d. Caixa                  240
         a Mercadorias                   240
-
      e. Fornecedores           120
         a Mercadorias                   120

012. (MPU-ESAF-1993) Indique o item que contm o lanamento contbil de um dos fatos contbeis
     descritos.

      1.   Compra de material de consumo, a prazo.
      2.   Apropriao de consumo de energia eltrica.
      3.   Pagamento de duplicata com juros de mora.
      4.   Pagamento de salrios do perodo anterior.

      a. Despesas de Salrios                            d. Duplicatas a Pagar
         a Caixa                                            a Caixa

      b. Despesas Gerais                                 e. Caixa
         a Contas a Pagar                                   a Salrios a Pagar

      c. Caixa
         a Receitas de Juros

013. (ESAF) A compra de equipamento para uso da prpria empresa, pagando-se uma entrada em
     dinheiro e aceitando-se duplicatas pelo valor restante, ser contabilizada atravs de um nico
     lanamento de:

      a. Segunda frmula                                 d. Terceira frmula
      b. Primeira frmula                                e. Quarta frmula
      c. Frmula simples

014. (ESAF) A firma ABC foi registrada e obteve: 500 dos scios, na forma de capital; 300 de terceiros,
     na forma de emprstimos, e 150 de terceiros, na forma de rendimentos. Aplicou esses recursos,
     sendo: 450 em bens para revender; 180 em caderneta de poupana; 240 em emprstimos
     concedidos; e o restante em despesas. Com essa gesto, pode-se afirmar que a empresa ainda
     tem um patrimnio bruto e um patrimnio Iquido, respectivamente, de:

      a. 870 e 570                                       d. 950 e 500
      b. 690 e 570                                       e. 950 e 650
      c. 630 e 330
Professores Andr e Biu                                                                             25
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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015. (AFTN-ESAF-1994)

                                   Balano em 1o de junho do ano 4
                Mercadorias             10        Capital                    20
                Caixa                   15        Contas a Pagar              5
                                        25                                   25
                                   Balano em 30 de junho do ano 4
                Mercadorias             10        Capital                    10
                Caixa                    5        Contas a Pagar              5
                                        15                                   15

     Obs.: No leve em considerao a correo monetria referente  perda do poder aquisitivo da
           moeda.

             Considerando que, no perodo, ocorreu um nico fato contbil, a alterao dos valores pode
             ser justificada por:

     a.   Alterao na composio do quadro social, pela transferncia de participao entre os scios
     b.   Venda de mercadorias com prejuzo
     c.   Compra e venda de mercadorias com lucro
     d.   Venda de mercadorias com lucro
     e.   Retirada de scio, sem transferncia da participao

016. (TTN-ESAF-1992)

                                 Ativo                      Ano 1      Ano 2
                                 Caixa                         700       7.400
                                 Bancos                      1.600       1.600
                                 Duplicatas a Receber        4.400       2.000
                                 Veculos                    5.300          --
                                                            12.000      11.000

                                 Passivo                     Ano 1       Ano 2
                                 Fornecedores                1.600         600
                                 Patrimnio Lquido
                                 Capital                    10.000      10.000
                                 Reservas                      400         400
                                                            12.000      11.000

     Considerando os dados acima, pode-se afirmar que a totalidade das operaes realizadas no
     perodo compreenderam:

     a. Recebimento de Duplicatas a Receber no montante de 1.000 e pagamento de Duplicatas a
        Pagar no valor de 2.400

     b. Venda de veculo por 5.300 e recebimento de duplicatas no valor de 2.400

     c. Recebimento de Duplicatas a Receber no valor de 2.400; pagamento a Fornecedores no valor
        de 1.000 e venda de veculo por 6.000

     d. Venda de veculo por 5.300; pagamento a Fornecedores no valor de 1.000 e recebimento de
        Duplicatas a Receber no valor de 2.400

     e. Venda de veculos por 6.000; pagamento de Duplicatas a Receber no valor de 1.000 e re-
        cebimento de Fornecedores no valor de 2.400


Professores Andr e Biu                                                                                  26
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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017. (AFTN-ESAF-1 994) Lanamento (s contas e valores)

     1. Comisses sobre Vendas
        a Bancos Conta Movimento                          500

     2. Bancos Conta Movimento
        a Duplicatas a Receber                   800

     3. Bancos Conta Movimento
        a Receita de Aluguis de Equipamento                  60

     4. Obrigaes Fiscais
        a Bancos Conta Movimento                          200

     5. Bancos Conta Movimento
        a Fundo de Comrcio Adquirido          5.000

     Estes lanamentos, apresentados de forma simplificada, no se referem a estornos, retificaes,
     transferncias, complementaes ou venda de direitos.

     Assim sendo, est errado, em funo da natureza e finalidade das contas envolvidas, o registro
     contbil de numero:

     a. 1                                              d. 4
     b. 2                                              e. 5
     c. 3




Professores Andr e Biu                                                                          27
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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4.1   CONCEITO

      So todas as alteraes sofridas pelo patrimnio na sua composio qualitativa e/ou quantitativa
em virtudes de atos praticados pela administrao, ou fatos vinculados s atividades da entidade ou,
ainda, resultantes de fatos totalmente imprevistos ou fortuitos.

4.2   CONCEITOS COMPLEMENTARES

4.2.1 Ato Administrativo

      Ao praticada pela administrao que no provoca (podendo vir a provocar) alterao qualitativa
e/ou quantitativa no patrimnio da entidade, portanto, no interessa  contabilidade.

      Exemplo: avalizar uma compra, ATO ADMINISTRATIVO, no altera o Patrimnio.

4.2.2 Fato Administrativo

     Ao praticada pela administrao que provoca alterao qualitativa e/ou quantitativa no patri-
mnio da entidade, portanto interessa  contabilidade.

     Exemplo: pagar o aval de uma compra, FATO ADMINISTRATIVO = FATO CONTABIL, ALTERA O
PATRIMNIO.

4.3   Variaes Patrimoniais

     Conforme vimos, so as alteraes sofridas pelo patrimnio, decorrentes ou no da administrao,
podendo ser:

4.3.1 Fatos Contbeis

     So as ocorrncias havidas no patrimnio, trazendo-lhe variaes qualitativas e/ou quantitativas.
Quase sempre (e no obrigatoriamente) provm de uma ao da gesto.

                 OBSERVAO:

                   Gesto:  o conjunto de operaes que ocorrem durante a vida das empresas, com
                    as quais as mesmas buscam atingir os objetivos visados, sejam estas operaes
                    identificadas como fatos contbeis ou meramente atos administrativos
                   Todo fato administrativo  um fato contbil
                   Nem todo fato contbil  um fato administrativo


4.3.2 Supervenincias e insubsistncias

       So as ocorrncias havidas no patrimnio, trazendo-lhes variaes quantitativas, e que inde-
pendem dos atos da gesto, tais variaes patrimoniais so resultantes de fatos contingentes, impre-
vistos ou fortuitos.




Professores Andr e Biu                                                                              28
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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4.4    CLASSIFICAO DOS FATOS CONTBEIS

4.4.1 Fato contbil permutativo (ou compensativo)

      So os que no provocam alteraes no valor do Patrimnio Lquido (PL) ou na Situao Lquida
(SL), mas podem modificar a composi9o dos demais elementos patrimoniais, determinam uma variao
especfica do patrimnio (VARIAAO PATRIMONIAL QUALITATIVA).

4.4.2 Fato contbil modificativo

      So os que provocam alteraes no valor do Patrimnio Lquido (PL) ou Situao Lquida (SL),
determinando uma variao quantitativa do patrimnio (VARIAO PATRIMONIAL QUANTITATIVA).

       Pode ser: diminutivo aumentativo.

4.4.3 Fato contbil misto (ou composto)

        So os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos, determinando variao qua-
litativa e quantitativa do patrimnio, ou VARIAO PATRIMONIAL MISTA.


4.5.   SUPERVENINCIA E INSUBSISTNCIA

4.5.1 Conceito

      Eventuais alteraes positivas ou negativas da Situao Lquida, independentes de interveno da
gesto.

4.5.1.1   Supervenincia

       Provocam aumento e pode ser:

       a. SUPERVENINCIA ATIVA

          Aumento do ativo (variao patrimonial ativa).

          Ex: Recebimento de valores provenientes de prmios, loterias, herana ou legado doao.


       b. SUPERVENIENCIA PASSIVA

          Aumento do passivo (variao patrimnio passiva)

          Ex: Reconhecimento de dvidas anteriormente no registradas no passivo, provenientes de
              deciso judicial ou de outros casos fortuitos.

4.5.1.2   Insubsistncia

          Provocam diminuio e pode ser:

          a. INSUBSISTNCIA DO ATIVO  diminui o ativo (variao patrimonial passiva)

             Ex: Ocorrncia de incndio, furto, perda de rebanho por morte.


Professores Andr e Biu                                                                             29
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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          b. INSUBSISTNCIA DO PASSIVO  diminui o passivo (variao patrimonial ativa).

             Ex: Reduo no valor das obrigaes por motivo de prescrio ou baixa da dvida corres-
                 pondente

4.5.2 Efeitos no Patrimnio Lquido

4.5.2.1   Supervenincia ativa  Aumenta o patrimnio lquido (receita).

4.5.2.2   Supervenincia passiva  Diminui o patrimnio lquido (despesa).

4.5.2.3   Insubsistncia do ativo  Diminui o patrimnio lquido (despesa). Tambm denominada de
          lnsubsistncia Passiva.

4.5.2.4   Insubsistncia do passivo  Aumenta o patrimnio lquido (receita). Tambm denominada de
          Insubsistncia Ativa.




Professores Andr e Biu                                                                          30
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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001. (ESAF-MPU/93) O pagamento, com desconto, de uma duplicata registrada no Passivo:

      a.   Altera, para menos, a situao lquida negativa
      b.   Altera, para mais, a situao lquida negativa
      c.   Altera, pare menos, a situao lquida positiva
      d.   No altera a situao lquida positiva
      e.   No altera a situao lquida negativa

002. (MTb/94) A operao que caracteriza um fato contbil permutativo e o(a):

      a.   Execuo de servios a terceiros para pagamento a prazo
      b.   Recebimento de doao, por uma empresa estatal
      c.   Aumento de capital com a utilizao de lucros acumulados e de reservas legais
      d.   Apurao do resultado de correo monetria de Ativo Permanente do Patrimnio Liquido
      e.   Aumento de capital com nova subscrio dos scios

003. (ESAF) O Lanamento Contbil:

      Contas a Receber
      a Receita de Juros

      Serve para registrar corretamente uma operao que:

      a.   Afeta a situao liquida da empresa, porque ha apropriao de novas receitas
      b.   No afeta a situao liquida da empresa, porque no ha o efetivo recebimento dos juros
      c.   Afeta a situao lquida da empresa
      d.   No afeta o patrimnio da empresa, porque o fato e apenas permutativo
      e.   Afeta o patrimnio da empresa, porque ha aumento do valor do Ativo e do Passivo

004. (ESAF-AFC/93) Em 30 de dezembro do ano 2, a Comercial Santa Clara S.A. pagou a quantia de
     $ 3.000.000 referente a uma duplicata (emitida por fornecedor) com vencimento em igual data.
     A operao realizada:

      a.   Aumentou o ativo e diminuiu o passivo
      b.   Diminuiu o ativo e diminuiu o passivo
      c.   Aumentou o passivo e diminuiu o ativo
      d.   Aumentou o ativo e aumentou o passivo
      e.   Diminuiu o ativo e diminuiu o disponvel

005. (ESAF) O pagamento, atravs de cheque, de uma obrigao contrada pela compra de merca-
     dorias a prazo  um fato administrativo que afeta o patrimnio da forma seguinte:

      a.   Aumenta o Ativo e diminui o Passivo
      b.   Diminui o Patrimnio Lquido e aumenta o Ativo
      c.   Diminui o Ativo e diminui o Passivo
      d.   Aumenta o Passivo e aumenta Ativo
      e.   Diminui o Ativo e diminui o Patrimnio Lquido


Professores Andr e Biu                                                                             31
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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006. (ESAF) A venda  vista, por 2.000, de mercadoria adquiridas a prazo, por 1.600, representa fato:

      a.   Modificativo, porque modificou tambm o Ativo quanto o Passivo
      b.   Permutativo, porque permutou mercadorias adquiridas a prazo por dinheiro
      c.   Modificativo, porque as mercadorias foram convertidas em dinheiro
      d.   Permutativo, porque houve diminuio do saldo da conta Mercadorias e aumento do Passivo
      e.   Misto, porque modificou o Ativo e a Situao Lquida.

007. (ESAF) O lanamento correspondente a um cheque sacado junto ao banco onde a empresa
     mantm depsito, para suprimento do caixa:

      a.   Altera a situao lquida
      b.   No altera o ativo circulante
      c.   Altera o ativo circulante
      d.   Reduz o passivo circulante
      e.   Aumenta o ativo realizvel a longo prazo

008. (ESAF-AFC/92) Numa empresa, o recebimento de juros (sobre adiantamento feito a empregado)
     sem o recebimento do principal correspondente e um fato contbil:

      a.   Misto aumentativo
      b.   Modificativo aumentativo
      c.   Permutativo
      d.   Misto diminutivo
      e.   Modificativo diminutivo

009. (ESAF)

      Caixa
      a Juros                   100

      O lanamento acima, apresentado de forma sinttica, e exemplo de fato contbil:

      a.   Modificativo aumentativo
      b.   Modificativo diminutivo
      c.   Permutativo ativo
      d.   Misto ou composto
      e.   Permutativo Passivo

009. (ESAF-MPU/93) Em 20 de dezembro do ano 2 foi pago a Cia. Area Aeroporto o bilhete de
     passagem de viagem do seu diretor, a ser realizada em 10 de janeiro do ano 3, a servio. Con-
     siderando que a empresa encerrou seu exerccio social em 31 de dezembro do ano 2, o registro
     contbil da aquisio da passagem, no referido exerccio:

      a.   Reduziu o Patrimnio Lquido
      b.   Elevou o Patrimnio Liquido
      c.   No afetou o Patrimnio Liquido
      d.   Elevou o Passivo
      e.   Reduziu o Passivo




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5.1   CONCEITO

      Normas que orientam o controle e o registro dos fatos patrimoniais.

5.2   ESPCIES

5.2.1 Regime de Caixa

      Considere no registro contbil do pagamento ou recebimento no momento de sua efetivao, no
importando a que perodo se refere o fato.

5.2.2 Regime de Competncia

      Determina que as receitas e as despesas devem ser includas na apurao do resultado do
perodo em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de
recebimento ou pagamento.

5.2.3 Regime Misto

      Consiste no registro das despesas quando incorridas independentemente de estarem pagas ou
no, e o registro das receitas somente quando efetivamente recebidas.

5.3   ADOO DO REGIME DE COMPETNCIA

5.3.1 Receitas do Exerccio

      So aquelas ganhas (geradas, realizadas) nesse perodo, no importando se tenham sido
recebidas ou no.

5.3.2 Despesas do Exerccio

      So aquelas incorridas (materializadas, concretizadas, consumidas, utilizadas) nesse perodo, no
importando se tenham sido pagas ou no.

5.4   FATOS GERADORES DO REGIME DE COMPETNCIA

5.4.1 Despesas a Pagar

       aquela incorrida (o fato gerador ocorreu) dentro do perodo contbil, mas ainda no paga.

5.4.2 Receitas a Receber

      So aquelas ganhas (o fato gerador ocorreu) dentro do perodo contbil, mas ainda no recebidas.

5.4.3 Despesas Antecipadas

     So aquelas despesas pagas (ou a pagar) pela empresa e o fato gerador ainda no ocorreu. So
despesas pagas (ou a pagar) em um perodo e que correspondem a perodo(s) seguinte(s).




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5.4.4 Despesas Diferidas

      Despesas pagas (ou a pagar), incorridas, mas com benefcios ao longo do tempo.

5.4.5 Receitas Diferidas

       Representam recebimentos adiantados que vo gerar um passivo para uma prestao de servio
futuro, ou a entrega posterior de bens.

5.4.6 Resultados de Exerccios Futuros

       Representa uma apurao antecipada de resultados que devero ocorrer futuramente. Podero
ser classificados, neste grupo, os recebimentos perfeitamente caracterizados como receita e em que no
se exija, sob hiptese alguma, devoluo da importncia recebida antecipadamente, ou a obrigao de
entregar bens ou servios em exerccios futuros.

5.4.7 Consumo de Ativos Permanentes

     Os ativos permanentes, constituindo-se em inverses permanentes, so adquiridos para servirem
a empresa em vrios perodos de sua existncia, no sendo objeto de compra e venda.

      Como estas inverses permanentes iro servir a empresa por vrios exerccios, no  correto
apropriar como despesa a totalidade de seu valor no momento da aquisio.

      A distribuio da despesa por vrios perodos contbeis, do valor do ativo fixo,  feita atravs do
procedimento contbil denominado de depreciao, amortizao e exausto.

5.4.8 Estoque de Produtos e outros Materiais

     Os estoques de produtos e mercadorias que figuram no ativo de uma empresa transformam-se em
despesas quando aqueles bens forem vendidos, pois so componentes do custo das vendas.

      Os materiais adquiridos em quantidades suficientes pare serem utilizados as vezes em mas de um
perodo contbil so registrados, por ocasio da compra, em conta de ativo tomando-se despesas ou
custos, quando consumidos.

5.5   QUADRO SINTICO DO REGIME DE COMPETNCIA

             Ocorrncia               Vista               A Prazo           Demonstraes
         1. Despesa Atual      Despesas              Despesas              Resultado do Exerccio
                             A Caixa                A Despesa a Pagar
         2. Receita Atual      Caixa                 Receitas a Receber    Resultado do Exerccio
                             A Receita              a Receitas
         3. Despesa Futura   Despesas Antecipadas    Despesa Antecipada    Balano Patrimonial
                             A Caixa                a Despesa a Pagar
         4. Receita Futura    Caixa                  Valores a Receber     Balano Patrimonial
                             A Receita Antecipada   a Receita Antecipada

5.6   TERMINOLOGIA CONTBIL

     Considerando que a utilizao de uma terminologia homognea simplifica o entendimento e facilita
a comunicao, iremos definir a seguir alguns termos contbeis.

5.6.1 Gasto
       Sacrifcio financeiro com que a entidade arca para a obteno de um produto ou servio qualquer,
sacrifcio esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente em dinheiro).

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5.6.2 Desembolso

      Pagamento resultante da aquisio do bem ou servio. Pode ocorrer antes, durante ou aps a
entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou no do gasto.

5.6.3 Investimento

       Gasto ativado em funo da vida til do bem adquirido ou dos benefcios que poder gerar no
futuro.

5.6.4 Despesa

      Bem ou servio consumidos direta ou indiretamente pare a obteno de receitas.

      Classificam-se em operacionais e no-operacionais.

5.6.4.1   Despesas Operacionais

      So os gastos necessrios  manuteno da atividade da empresa.

5.6.4.2   Despesas No-Operacionais

     So as decorrentes das transaes no includas nas atividades principais ou acessrias da
empresa.

5.6.5 Receita

      Entrada de elementos pare o ativo sob a forma de dinheiro ou de direitos a receber,
correspondente normalmente a venda de bens ou servios.

      Classificam-se em operacionais e no-operacionais.

5.6.5.1   Receitas Operacionais

       So as receitas provenientes do objeto de explorao da empresa, e classificam-se em: Receita da
Atividade Tcnica ou Principal e Receita Acessria ou Complementar.

      a. Receita Tcnica ou Principal

          Diz respeito  atividade principal da empresa como, por exemplo, a venda produtos,
          mercadorias ou servios.

      b. Receita Acessria ou Complementar

          Normalmente decorrem da receita da atividade principal, e representam rendimentos
          complementares.

5.6.5.2   Receita No-Operacionais

        So ingressos provenientes de transaes (atpicas ou extraordinrias) no includas nas
atividades principais ou acessrias da empresa.




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5.6.6     Perda

      Consumo de bens ou servios de forma anormal e/ou involuntria. Pode, tambm, ser entendida
como o resultado lquido desfavorvel resultante de transaes ou eventos no relacionados as
operaes normais da empresa.

5.6.7     Ganho

     Resultado liquido favorvel resultante de transaes ou eventos no relacionados as operaes
normais da entidade.

5.4.8.8    Lucro/Prejuzo

        Diferena positiva negativa entre receita e despesa ganhas e perdas.

5.4.8.9    Custeio

        Mtodos para a apropriao dos custos ao produto.

5.4.8.10 Custo

        Gasto relativo a bem ou servio utilizado (consumido) na produo de outros bens ou servios.

5.5     QUADRO SINTICO DE CLASSIFICAO DE DESPESAS E RECEITAS


          OBSERVAES
                            No Incorridas e Pagas = Ativo  Despesa Antecipada
                            Incorridas e No Pagas = Passivo  Despesas a Pagar
            Despesas        Incorridas, Pagas, Benefcio Futuro = Ativo  Desp. Diferida
                            Incorridas e Pagas = Conta de Resultado  Despesa Paga
                            No Ganhas e Recebidas = Passivo  Pc/Pelp - Rec. Recebida Antec.
                            No Ganhas e Recebidas = Passivo  Res. Exerc. Futuros
            Receitas        Ganhas e No Recebidas = Ativo  Receitas a Receber
                            Ganhas e Recebidas = Conta de Resultado  Rec. Recebida




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Escreva V para as alternativas que considerar verdadeiras e F para as falsas:

Questo no 01

Um aumento de capital no valor de $ 60.000, realizado mediante dinheiro $ 10.000, $ 15.000 em cheques
e $ 35.000 mediante transferncia de saldo em Conta-Corrente de Scios (referente a emprstimos que
os Scios haviam feito  empresa), provoca:

a.   (   )   aumento do ativo de $ 60.000
b.   (   )   aumento do passivo de $ 35.000
c.   (   )   aumento do patrimnio lquido de $ 25.000
d.   (   )   aumento do patrimnio lquido de $ 35.000
e.   (   )   reduo do passivo de $ 35.000
f.   (   )   aumento do ativo de $ 25.000

Questo no 02

O recebimento de $ 10.000 por conta de servios a serem executados em outro perodo provoca, no
perodo atual:

a.   (   )   aumento do lucro ou reduo do prejuzo
b.   (   )   aumento do ativo e do passivo
c.   (   )   aumento do prejuzo ou reduo do lucro
d.   (   )   reduo do ativo e do passivo
e.   (   )   aumento do ativo e reduo do passivo

Questo no 03

Os trabalhadores da Cia. ABC trabalharam normalmente na empresa durante o ms de maro do ano 4.
Eles receberam seu pagamento no dia 5 de abril do mesmo ano. Qual a conseqncia de a empresa
registrar esse fato com base no Regime de Caixa, ao invs de no Regime de Competncia, nas
demonstraes contbeis elaboradas em maro do ano 4?

a.   (   )   aumento do passivo
b.   (   )   aumento do ativo
c.   (   )   reduo do passivo
d.   (   )   aumento das despesas
e.   (   )   reduo das despesas
f.   (   )   aumento no lucro ou reduo do prejuzo

Questo no 04

Caso a Cia. ABC tivesse observado o Regime de Competncia, o pagamento efetuado em abril dos
salrios acima referidos provocaria:

a.   (   )   aumento das despesas de salrios
b.   (   )   reduo das despesas de salrios
c.   (   )   aumento do ativo e reduo do passivo
d.   (   )   aumento do passivo e reduo do ativo
e.   (   )   reduo do ativo e do passivo

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Questo no 05

A Comercial de Brinquedos Brink Sempre Ltda. fez assinatura de jornais e revistas pelo perodo de 1 ano,
tendo pago no ato (10 de maio do ano 2) o valor de $ 3.000. A conseqncia dessa operao, por
ocasio do encerramento do exerccio, em 31 de dezembro do ano 2, :

a.   (   )   uma despesa de $ 3.000
b.   (   )   uma despesa de $ 2.000
c.   (   )   uma exigibilidade (Passivo) de $ 1.000
d.   (   )   uma despesa antecipada (Ativo) de $ 1.000
e.   (   )   uma despesa antecipada (Ativo) de $ 3.000

Questo no 06

A empresa Confeces Veste-Bem Ltda., realizou as seguintes operaes durante determinado perodo:

 Adiantamentos recebidos de clientes, com clusula de devoluo, por parte do recebedor da
  importncia, referentes a servios a serem prestados, $ 8.500

 Servios executados e entregues, por conta dos recebimentos antecipados, $ 5.000

 Servios executados e entregues, mediante recebimento  vista, $ 12.000

 Servios executados e entregues, para recebimento a prazo, $ 8.000

O efeito dessas operaes, no encerramento do exerccio,  de:

a.   (   )   um aumento nas disponibilidades (Ativo) de $ 20.500
b.   (   )   receitas de servios no valor de $ 25.500
c.   (   )   receitas de servios no valor de $ 25.000
d.   (   )   uma exigibilidade (Passivo) de $ 8.500
e.   (   )   uma exigibilidade (Passivo) de $ 3.500

Questo no 07

A Transportadora J-Vai Ltda. adquiriu um caminho para utilizar em suas atividades, por $ 180.000,
tendo pago no ato (10 de outubro do ano 4) $ 60.000 e emitido quatro Notas Promissrias com ven-
cimento no final de cada trimestre, de $ 30.000 cada uma. Considerando-se que a vida til estimada do
caminho  de cinco anos, o efeito dessa operao, nas demonstraes contbeis de 31 de dezembro do
ano 4, :

a.   (   )   uma despesa de depreciao de $ 9.000
b.   (   )   uma reduo nas disponibilidades de $ 90.000
c.   (   )   uma exigibilidade (Passivo) de $ 90.000
d.   (   )   um aumento no Ativo Permanente de $ 180.000
e.   (   )   um aumento no Ativo Permanente de $ 171.000

Questo no 08

A empresa Comercial SILPA Ltda., teve o seguinte fluxo de liquidao de receitas e despesas (em R$):

Despesas relativas a:
dezembro do ano 8, pagas em dezembro do ano 8                   90.000,00
janeiro do ano 9, pagas em dezembro do ano 8                   108.000,00
dezembro do ano 8, pagas em janeiro ao ano 9                    72.000,00

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Receitas relativas a:
dezembro do ano 8, recebidas em janeiro do ano 9       54.000,00
janeiro do ano 9, recebidas em dezembro do ano 8      126.000,00
dezembro do ano 8, recebidas em dezembro do ano 8     102.000,00

Com base apenas nessas informaes, pode-se dizer que a empresa obteve, respectivamente, pelo
Regime de Caixa e pelo Regime de Competncia, os seguintes resultados, no ano 8:

a.   prejuzo de $ 6.000,00 e lucro de $ 12.000,00
b.   lucro de $ 30.000,00 e prejuzo de $ 6.000,00
c.   lucro de $ 12.000,00 e prejuzo de $ 6.000,00
d.   lucro de $ 30.000,00 e lucro de $ 30.000,00
e.   prejuzo de $ 6.000,00 e lucro de $ 30.000,00




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6.1   EQUAES BSICAS

6.1.1 Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

      CMV = Estoque Inicial (EI) + Compras Lquidas (CL)  Estoque Final (EF)

6.1.2 Compras Lquidas (CL)

      CL = Compras Brutas (CB) + Frete sobre Compras (FSC) + Seguros sobre Compras (SSC) 
      Compras Anuladas (CA)  Abatimentos sobre Compras (ASC)  Descontos Incondicionais sobre
      Compras (DISC)

      Obs.: O elemento compras brutas j dever estar sem os impostos recuperveis

6.1.3 Resultado com Mercadorias (RCM)

      RCM = Vendas Lquidas (VL)  Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

6.1.4 Vendas Lquidas (VL)

      VL = Vendas Brutas (VB)  Vendas Anuladas (VA)  Abatimentos sobre Vendas (ASV) 
      Descontos Incondicionais sobre Vendas (DISV)  Impostos Incidentes sobre Vendas (IISV)

6.2   INVENTRIOS

6.2.1 Peridico

      Ocorre quando os estoques existentes so avaliados na data de encerramento do balano, atravs
da contagem fsica.

      Optando pelo inventrio peridico, a contabilizao das operaes que envolvem mercadorias
pode ser efetuada utilizando a Conta Mercadorias Mista ou a Conta Mercadoria Desdobrada.

6.2.2 Permanente

        aquele em que h um controle de forma contnua do estoque, pois d-se a baixa do custo das
mercadorias vendidas a cada operao de venda. A conta Mercadorias, a qualquer momento, reflete o
valor das mercadorias que se encontram em estoque.

      No Inventrio Permanente,  indispensvel a utilizao de um instrumento extracontbil, a Ficha de
Controle e Avaliao de Estoque, tambm chamada de Ficha de Estoque. Por meio da Ficha de Estoque,
acompanha-se a movimentao fsica e contbil das mercadorias.

6.3   INVENTRIO PERIDICO

6.3.1 Conta Mista de Mercadorias

      Existe apenas uma nica conta, a de Mercadorias, que registra todos os fatos pertinentes ao RCM:
 Vendas, Compras, Estoque e CMV.  denominada conta mista, pois mescia em seu interior contas
patrimoniais (estoque) e de resultado (RCM).

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6.3.2 Conta Mercadorias Desdobrada

       Nesta forma de registrar os fatos que envolvem mercadorias, cinco contas so utilizadas para se
registrarem as operaes que envolvem mercadorias.

      Deste modo, so utilizadas as contas Mercadorias, Compras, Vendas, CMV e RCM.


6.4   INVENTRIO PERMANENTE

6.4.1 Registro das Operaes de Compras

      Na Ficha de Controle de Estoque, o valor das compras deve ser efetuado na coluna Entradas.

     Na escriturao contbil, debita-se uma conta representativa de Mercadorias, credita-se Caixa,
Bancos Conta Movimento ou Fornecedores.

6.4.2 Registro das Operaes de Vendas

      O preo pelo qual as mercadorias foram vendidas  levado a registro na escriturao contbil,
mediante dbito da conta Caixa, Bancos Conta Movimento ou Duplicatas a Receber, creditando-se a
conta Receita de Vendas.

      O preo pago pelas mercadorias vendidas (preo de custo) dever ser registrado na coluna de
sadas da Ficha de Controle de Estoque, ensejando, na escriturao contbil, o seguinte lanamento: 
dbito da conta Custo das Mercadorias Vendidas, creditando-se a conta representativa dos estoques
(Mercadorias em Estoque).

6.4.3 Sistemas Bsicos de Avaliao dos Estoques

6.4.3.1   Preo Especfico

      Significa valorizar cada unidade de estoque ao preo efetivamente pago para cada item
especificamente identificado.

       usado somente quando  possvel fazer determinao do preo especfico de cada unidade em
estoque, mediante identificao fsica, como no caso de revenda de automveis usados, por exemplo.

6.4.3.2   PEPS  primeiro a entrar, primeiro a sair

      Avalia o estoque final pelas aquisies mais recentes e o custo das mercadorias vendidas pelas
aquisies antigas.

6.4.3.3   UEPS  ltimo a entrar, primeiro a sair

      Avalia o estoque final pelas aquisies mais antigas e o custo das mercadorias vendidas pelas
aquisies mais recentes.

6.4.3.4   Custo Mdio Ponderado

      Avalia tanto o estoque final quanto o custo das mercadorias vendidas pela mdia entre as
primeiras e as ltimas aquisies.




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6.4.3.5      Alteraes do Valor das Compras

6.4.3.5.1     Fretes e Seguros sobre Compras

       Quando uma empresa adquire mercadorias para revenda, podem acontecer certos fatos que
resultam num custo de aquisio diferente do valor pago ao fornecedor, como, por exemplo, os fretes e
seguros.

      Se o transporte das mercadorias adquiridas fica sob a responsabilidade da empresa compradora,
os gastos com fretes e seguros devem ser acrescidos ao custo das mercadorias adquiridas, no podendo
ser considerados como despesas.

6.4.3.5.2     Descontos Incondicionais Sobre Compras

          So descontos obtidos no momento da compra de mercadorias, e destacados na respectiva nota
fiscal.

      O saldo da conta Descontos Incondicionais sobre Compras dever ser encerrado a crdito da
conta Compras, obtendo-se, assim, o valor lquido destas.

6.4.3.5.3     Descontos Financeiros Obtidos

      So os descontos obtidos na liquidao antecipada de obrigaes.  uma Receita Financeira, no
provocando alterao no Resultado com Mercadorias.

6.4.3.5.4     Abatimentos Sobre Compras

      So parcelas redutoras dos preos de compra em funo de eventos ocorridos aps tais
operaes.

      Ensejam os abatimentos sobre compras:  diferena de tipo, qualidade, quantidade, peso ou
qualquer outro fator que esteja em desacordo com o pedido ou com a nota fiscal de compra.

          Contabilmente, o abatimento sobre compra  conta retificadora de compra.

6.4.3.5.5     Impostos Incidentes Sobre Compras

      Na compra de mercadorias para revenda, o ICMS e o IPI incidem sobre as compras, porm
apenas o ICMS incidir sobre as futuras vendas. Portanto, recupera-se o ICMS, mas o IPI no 
recupervel.

     Na compra de matrias-primas para industrializao, tanto o ICMS como o IPI so recuperveis,
porque haver incidncia destes impostos quando da venda dos produtos industrializados.

     Os impostos recuperveis so registrados em contas representativas de direitos realizveis,
enquanto os no recuperveis integram o custo dos bens adquiridos.

6.4.3.5.6     Devolues de Compras

      Correspondem a valores registrados anteriormente como compras. Ou seja, correspondem a
devolues de mercadorias adquiridas para revenda, resultando na diminuio das compras realizadas.
Podem ser contabilizadas como Devoluo de Compras ou Compras Canceladas.




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6.4.3.6     Alteraes do Valor das Vendas

6.4.3.6.1    Fretes e Seguros sobre Vendas

      Quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas, incorrendo nos gastos com frete e
seguros, estas operaes no alteram vendas porque so consideradas como despesas operacionais.

6.4.3.6.2    Descontos Incondicionais sobre Vendas

       So os descontos concedidos no momento da venda de mercadorias, e destacados na respectiva
nota fiscal.

       O desconto incondicional, quando destacado na respectiva nota fiscal de venda, poder, a critrio
da empresa, ser registrado em conta especfica, redutora de venda, ou ento, registra-se a venda pelo
valor da operao sem o destaque contbil do desconto concedido.

6.4.3.6.3    Descontos Financeiros Concedidos

      So os descontos concedidos no recebimento antecipado de direitos.  uma Despesa Financeira,
no provocando alterao no Resultado com Mercadorias.

6.4.3.6.4    Abatimentos sobre Vendas

      So parcelas redutoras dos preos de vendas em funo de eventos ocorridos aps tais
operaes.

      Ensejam os abatimentos sobre vendas:  diferena de tipo, qualidade, quantidade, peso ou
qualquer outro fator que esteja em desacordo com o pedido ou com a nota fiscal de venda.

6.4.3.6.5    Impostos Incidentes sobre Vendas

      So os que guardam proporcionalidade com o preo da venda ou dos servios, mesmo quando o
respectivo montante integre esse preo.

      Os impostos incidentes sobre vendas so registrados, obrigatoriamente, em contas especficas
redutoras de vendas, tendo como contrapartida crditos em contas do passivo  Tributos e Contribuies
a Recolher.

       Tais impostos so contas redutoras da receita bruta das vendas e servios. So ela  ICMS, ISS,
IE, COFINS, PIS e taxas que guardam proporcionalidade com o preo de venda e a quota de
contribuio, ou reteno cambial, devida na exportao.

6.4.3.6.6    Devolues de Vendas

      Tambm conhecidas como vendas anuladas ou vendas canceladas, as devolues de vendas
correspondem s mercadorias recebidas em devoluo pelos mais diversos motivos, como atraso na
entrega ou diferenas de qualidade, quantidade ou preo.

     Correspondem  anulao de valores registrados como receita bruta no prprio perodo-base. As
vendas canceladas de perodos-base anteriores devero ser registradas como Despesas de Vendas
(Despesas Operacionais).




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EXERCCIO

Com os dados abaixo, preencha a ficha de controle de estoque adotando o critrio de avaliao FIFO
(PEPS), faa os lanamentos em razonetes pelo sistema de trs contas e determine o Lucro Bruto:

A        Estoque inicial de mercadorias: 10 unidades a $ 500 cada
B        Compra  vista de 5 unidades a $ 550 cada
C        Pagamento de frete e seguro sobre a compra acima: $ 100
D        Devoluo de uma (1) unidade comprada
E        Abatimento recebido sobre as unidades restantes: $ 200
F        Venda de 3 unidades  vista por $ 2.100
G        Recebimento em devoluo de uma (1) unidade
H        Abatimento concedido sobre a venda: $ 300
I        Venda de trs (3) unidades a prazo: $ 2.100
J        Compra a prazo de 10 unidades a $ 600 cada
L        Venda de 10 unidades a prazo: $ 7.000
M        Pagamento de frete sobre as vendas: $ 100

6.5       TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE COMPRAS E VENDAS

          Neste item, estudaremos especificamente os Tributos Incidentes sobre Compras e Vendas.

6.5.1 Tributos Incidentes nas Operaes com Mercadorias

      So os que guardam proporcionalidade com preo de venda ou dos servios, mesmo quando o
respectivo montante integre esse preo.

      So consideradas despesas operacionais, redutoras da Receita Bruta para fins de apurao da
Receita Lquida, tais como:

          a. ICMS  Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Prestao de Servios de Transporte
             Interestadual e Intermunicipal e de Comunicaes;
          b. Imposto de Importao;
          c. Imposto de Exportao;
          d. PIS  Programa de Integrao Social, na parcela incidente sobre a Receita Bruta de Vendas e
             Servios;
          e. COFINS  Contribuio para o Financiamento da Seguridade Social, antigo FINSOCIAL (Fundo
             de Investimento Social).

            OBS.: De acordo com o disposto no art. 226,  2o, do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo
            Decreto no 3000/99, que estatui no integrarem a receita bruta das vendas os impostos no cumulativos
            cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante. Este  o caso do IPI (Imposto sobre Produtos
            Industrializados).


6.5.2 Recuperao de Impostos

       So compensveis/recuperveis os Impostos que apesar de pagos pelo contribuinte de direito,
numa primeira etapa, podem ser compensados ou deduzidos do que tiver de ser pago pelo mesmo
contribuinte, numa etapa seguinte, ou seja, quando haja incidncia desse tributo na sada das
mercadorias ou produtos.



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         Exemplos:

         a. O IPI pago na aquisio de matria-prima pela indstria;
         b. O ICMS pago na aquisio de matria-prima pela indstria;
         c. O ICMS pago na aquisio de mercadorias pelo comerciante.

       Os impostos compensveis/recuperveis so registrados em contas representativas de direitos
realizveis, enquanto que os no recuperveis integram o custo das mercadorias.


6.5.2.1     Hipteses de Recuperao de Impostos

                     Natureza do Vendedor             Industrial                 Comerciante
                     Destinao do Material         (IPI e ICMS)                   (ICMS)
                   Industrializao           Crdito do IPI e ICMS   Crdito do ICMS
                   Comercializao            Crdito do ICMS         Crdito do ICMS
                   Imobilizado:
                      Em Geral                Crdito do ICMS         Crdito do ICMS
                      Determ. Materiais       Crdito do ICMS         Crdito do ICMS Nenhum Crdito
                   Consumo                    Nenhum Crdito*

         OBS.: De acordo com a Lei Complementar no 99/99, as mercadorias destinadas a consumo do estabelecimento, tero
         direito ao crdito do ICMS a partir de 01/01/2000.


6.5.2.2     Apurao do IPI ou ICMS a Recolher ou a Compensar/Recuperar

      Ao final de cada decnio (IPI) ou ms (ICMS), a empresa efetuar a apurao do imposto (a
recolher ou a recuperar) nos Livros Fiscais denominados de Registro de Apurao do IPI e/ou Registro
de Apurao do ICMS.

       Caso o montante do IPI ou ICMS sobre as vendas, registrados nas contas IPI ou ICMS a
RECOLHER seja maior que o montante do IPI ou ICMS sobre as compras, registrado na conta IPI ou
ICMS a RECUPERAR , a diferena significa SALDO a RECOLHER , que deve ficar evidenciado no
Passivo Circulante. Para tanto, o saldo devedor da conta ativa IPI ou ICMS a RECUPERAR deve ser
transferido para dbito da conta passiva que se encerrar com o lanamento posterior do recolhimento.

        Caso o montante do IPI ou ICMS sobre as vendas seja menor que o IPI ou ICMS sobre as
compras, a diferena significa SALDO a COMPENSAR NO PERODO FISCAL SEGUINTE, que deve
ficar registrado no Ativo Circulante. Assim,  o saldo credor da conta passiva IPI ou ICMS a RECOLHER
que deve ser transferido para crdito da conta ativa IPI ou ICMS a RECUPERAR.

         A transferncia  sempre da conta que apresenta saldo menor para conta que apresenta saldo
maior.

         Exemplo 1:

         A companhia ABC adquiriu mercadorias conforme a nota fiscal abaixo
         Nota Fiscal de Compra a Prazo.

         Valor Bruto                 100.000
         (+) IPI 10%                  10.000
         Total da Nota Fiscal        110.000


Professores Andr e Biu                                                                                             45
                                                                             S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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      Valor do ICMS destacado 15%, j includo no valor bruto.
      No mesmo perodo, vendeu mercadorias de acordo com a nota fiscal abaixo
      Nota Fiscal de Venda a Prazo.

                                   Valor Bruto             200.000
                                   (+) IPI 10%              20.000
                                   Total da Nota Fiscal    220.000




      Valor do ICMS destacado 12%, j includo no valor bruto.

      Considerando que a Cia ABC  contribuinte do IPI e do ICMS e que s realizou estas duas
operaes no perodo, promova a contabilizao das mesmas e assinale a alternativa correta.

      a. ao final do perodo a Cia ABC tem IPI e ICMS a recuperar;
      b. ao final do perodo a Cia ABC tem IPI a recuperar e ICMS a recolher;
      c. ao final do perodo a Cia ABC tem IPI a recolher e ICMS a recuperar;
      d. ao final do perodo a CIA ABC no tem nem saldo a recolher nem a recuperar tanto de IPI como
         de ICMS;
      e. ao final do perodo a Cia ABC tem IPI e ICMS a recolher


6.5.3 Observaes

       O IPI incide sobre o valor total da operao, que compreende o preo do produto, acrescido do
valor do frete e das demais despesas acessrias cobradas ou debitadas pelo contribuinte ao comprador
ou destinatrio. Os descontos, ainda que incondicionais, no podem ser deduzidos do valor da operao
(Lei no 7.798/89).

      O ICMS incide sobre o valor bruto menos o Desconto Incondicional Obtido.

       Quando mercadorias adquiridas diretamente do fabricante, forem destinadas a consumo
propriamente dito ou imobilizao, a parcela do IPI deve ser includa na base de clculo do ICMS.


6.5.4 Outra Forma de Contabilizar o IPI e o ICMS nas Compras e Vendas (Mtodo de Conta
      Corrente)

      Utilizar as contas:

      a. Conta Corrente de ICMS (C/C de ICMS) e Conta Corrente de IPI (C/C de IPI) no lugar das
         contas ICMS a Recuperar, ICMS a Recolher, IPI a Recuperar e IPI a Recolher,
         respectivamente;

      b. ICMS sobre Compras e IPI sobre Compras que devero ser encerradas contra a conta de
         Compras;

      c. Faturamento Bruto, para designar o montante das vendas realizadas acrescido do valor do IPI
         incidente sobre as mesmas;

      d. IPI sobre Vendas ou IPI Faturado, correspondente  parcela do IPI incidente sobre as vendas.


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                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


      Exemplo 2:

      Utilizando as notas fiscais de compra e venda do exemplo 1, fazer a devida contabilizao atravs
      do Mtodo de Conta Corrente:

      a. Nota Fiscal de Compra a Prazo

            1.   Compras ou Mercadorias                         110.000
                 a Fornecedores

            2.   C/C de IPI
                 a IPI s/Compras                                 10.000

            3.   C/C de ICMS
                 a ICMS s/Compras                                15.000

          4. Transferncia do ICMS s/Compras e do IPI s/Compras para Compras ou Mercadorias

              Diversos                                                     25.000
              a Compras ou Mercadorias                        10.000
              IPI s/Compras                                   15.000
              ICMS s/Compras


      b. Nota Fiscal de Vendas a Prazo

            5.   Duplicatas a Receber
                 a Faturamento Bruto (2000.000 + 20.000)        220.000

            6.   IPI s/Vendas (IPI Faturado)                     20.000
                 a C/C de IPI

            7.   ICMS s/Vendas
                 a C/C de ICMS                                   24.000


      c. Apurao de Vendas Brutas (Vb)

            8.   Faturamento Bruto
                 a Receita de Vendas (Vb)                       220.000

            9.   Receita de Vendas
                 a IPI s/Vendas (IPI Faturado)                               20.000


6.5.5 Icms e IPI nas Devolues de Compras e Vendas

6.5.5.1     Devoluo de Compras

      Representa uma sada de mercadorias e, nesse caso, haver o dbito (dvida do imposto
correspondente).

      Exemplo: utilizando a nota fiscal de compra do exemplo 1, fazer sua devida contabilizao de
devoluo.

Professores Andr e Biu                                                                             47
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     Fornecedores                                       110.000
     a Diversos
     a Devoluo de Compras ou Mercadorias                         85.000
     a IPI a Recolher (c/C de IPI)                                 10.000
     a ICMS a Recolher (c/C de ICMS)                               15.000

6.5.5.2 Devoluo de Vendas

       Representa uma entrada de mercadorias e, nesse caso, haver crdito (direito de recuperar) do
imposto correspondente.

       Exemplo: utilizando a nota fiscal de venda do exemplo 1, fazer sua devida contabilizao de
devoluo.

        Diversos                                                  220.000
        a Duplicatas a Receber                                    220.000
        Devoluo de Vendas                             200.000
        IPI a Recuperar (c/c de IPI)                     20.000

        ICMS a Recuperar (C/C de ICMS)
        a ICMS s/Vendas (Despesa de ICMS)                          24.000

6.5.6 ICMS Sobre Fretes

6.5.6.1 Contabilizao

       Quando ocorrer qualquer tipo de transporte envolvendo trnsito entre municpios ou estados,
incidir ICMS sobre o frete. Assim quando o frete for sobre transporte de mercadorias destinadas para a
revenda, a empresa poder creditar-se do ICMS.

      ICMS a Recuperar
      a ICMS sobre Fretes

      Pela transferncia do valor do ICMS a Recuperar para Mercadorias ou Compras

      ICMS sobre Fretes
      a Compras ou Mercadorias

      Outra forma de contabilizar o ICMS A Recuperar sobre os fretes de compras de mercadorias.

     ICMS a Recuperar
     a Compras ou Mercadorias

6.5.6.2 Devoluo de Mercadoria e a Conseqncia no Destaque de ICMS s/Frete

      No que se refere ao frete integrado ao custo das mercadorias que foram devolvidas, este dever
ser considerado como despesas operacionais do perodo a que corresponder a devoluo. No caso de
inventrio permanente, os fretes devero ser baixados do estoque de mercadorias, creditando-se a
respectiva conta. No caso de inventrio peridico, o crdito dever ser efetuado na conta Frete sobre
Compras ou diretamente na conta Compras.


      Perdas com Fretes (Despesa Operacional)
      a Mercadorias ou Fretes s/ Compras ou Compras

      Em relao ao crdito do ICMS, este dever ser estornado da seguinte forma:

      ICMS sobre Fretes
Professores Andr e Biu                                                                             48
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      a ICMS a Recuperar

      Podemos tambm contabilizar o estorno do ICMS pela devoluo da seguinte forma:

      Compras ou Mercadorias
      a ICMS a Recuperar


6.5.7 PIS  Programa de Integrao Social

      A contribuio do PIS ser apurada mensalmente:

      I. pelas pessoas jurdicas de direito privado e as que lhe so equiparadas pela legislao do
         Imposto de Renda, inclusive as empresas pblicas e as sociedades de economia mista e suas
         subsidirias, com base no faturamento do ms;

      II. pelas entidades sem fins lucrativos definidas como empregadoras pela legislao trabalhista,
          inclusive fundaes, com base na folha de salrios.


6.5.7.1   PIS  Faturamento

      Base de Clculo do PIS:  constituda pelo faturamento do ms.

      Excluses da Base de Clculo:

       Devolues de vendas, abatimentos, e descontos incondicionais concedidos;
       Impostos cobrados separadamente dos preos dos produtos no documento fiscal prprio (IPI);
       O ICMS retido pelo vendedor dos bens ou prestador de servios na condio de substituto
        tributrio.

      Outras excluses da base de clculo  receitas provenientes de:

       servios prestados  pessoas jurdicas domiciliadas no exterior, desde no autorizada a
        funcionar no Brasil, cujo pagamento represente ingressos de divisas;
       fornecimento de mercadorias ou servios para uso ou consumo de bordo em embarcaes e
        aeronaves em trfego internacional, quando o pagamento for efetuado em moeda conversvel;
       transporte internacional de cargas e passageiros.

      Alquota do PIS - 0,65%

      Clculo do PlS.

      Exemplo: Dados da Cia ABC referentes ao ms 11/97.

      a. Clculo

          Receita Operacional Bruta                     20.000
          (-) Dedues e excluses                       5.000
          (=) Base de Clculo do PIS                    15.000
          (x) Alquota                                   x 0,65
          (=) PIS a recolher                             97,50

      Contabilizao:

      PIS - Faturamento*
      A PIS a Recolher          97,50

Professores Andr e Biu                                                                            49
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     *Conta redutora da receita bruta das vendas.

6.5.8 COFINS Contribuio para o Financiamento da Seguridade Social (Antigo FINSOCIAL).

      Contribuintes: Empresas Pblicas ou Privadas que realizam venda de mercadorias e/ou servios.

      Base de Clculo:

      Faturamento Operacional Bruto
      (-) Devolues, Abatimentos sobre vendas e Descontos Incondicionais concedidos;
      (-) Impostos destacados em separado no documento fiscal pelos contribuintes, como  o caso por
          exemplo do IPI.
      (-) Receita de venda de mercadorias ou servios, destinados ao exterior, nas condies
          estabelecidas no Decreto no 1.030/93 (Lei Complementar no 70/91, art. 7o)
      (-) outras excluses, menos comuns na prtica, previstas na legislao de regncia (exemplo:
          receitas de vendas  ITAIPU BINACIONAL)
      (=) BASE DE CLCULO

          Exemplo:

          Dados da Cia ABC, referentes ao ms de 06/97.

       Faturamento Operacional Bruto (incluindo o IPI)                     100.000
       Abatimentos sobre Vendas                                              5.000
       Descontos Incondicionais sobre Vendas                                10.000
       ICMS                                                                 15.000
       IPI destacado nas notas fiscais                                      12.000
        Receitas de Exportao de acordo com o Decreto                      20.000
        no 1.030/93(cujo valor esta incluso na Receita
        Operacional Bruta)
       Descontos Condicionais Concedidos                                     2.000

      Base de Clculo do COFINS:

      Faturamento Operacional Bruto                             100.000
      (-) IPI                                                    12.000
      (=) Receita Operacional Bruta                              88.000
      (-) Abatimentos sobre Vendas                                5.000
      (-) Descontos Incondicionais sobre Vendas                  10.000
      (-) Receitas de Exportao                                 20.000
      (=) Base de Clculo                                        53.000

      Clculo do COFINS:

      3% x 53.000 = 1.590

      Contabilizao:

      Contribuio Social sobre o Faturamento (Redutora de Vendas Brutas)
      a COFINS a Recolher (Passivo Circulante)                                1.060


6.5.9 Compras Canceladas de Perodos Anteriores

6.5.9.1   Quando a empresa adota controle de estoque atravs de Inventrio Permanente



Professores Andr e Biu                                                                           50
                                                                 S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
        O tratamento dado a devoluo de mercadorias no perodo-base seguinte ao da realizao da
compra,  similar ao dispensado  devoluo de compras do mesmo perodo-base, pois a devoluo no
influir no resultado do perodo-base corrente j que as operaes de compra e devoluo restringem-se
 contas patrimoniais.

      Contabilizao:

      Fornecedores
      a Diversos
      a Mercadorias
      a IPI a Recuperar
      a ICMS a Recuperar


6.5.9.2   Quando a Empresa adota Controle de Estoque atravs de Inventrio Peridico

      Sabemos que as empresas adotam Inventrio Peridico utilizam parta o cancelamento de
compras uma conta prpria denominada "Devoluo de Compras" que ser transferida quando do
encerramento do perodo-base para a conta "Compras", a fim de se apurar as "Compras Lquidas".

      Observe que as contas "Compras" e "Devoluo de Compras" so utilizadas na apurao do RCM,
portanto com, caractersticas de contas de resultado, encerrando-se as mesmas quando da apurao do
CMV.

      Assim, ocorrendo a devoluo de mercadorias no perodo-base seguinte ao da realizao da
compra, o tratamento contbil a ser dispensado ser o mesmo descrito no item acima, pois usando-se
esta metodologia, a devoluo no influir no resultado do perodo base corrente.


6.5.10 Vendas Canceladas de Perodos Anteriores

       As vendas canceladas de perodos anteriores, no devem afetar a apurao do resultado bruto
atual, pois no tem relao com as vendas efetuadas neste perodo, assim, no deve ser considerada
como "Redutora da Receita Bruta" mais sim como "Despesa Operacional" correspondente ao perodo em
que se efetivou a devoluo.

      Contabilizao:

      a. pela devoluo de venda do perodo anterior

          Diversos
          a Duplicatas a Receber ou Caixa ou Bancos
          Perdas com Devoluo de Vendas do Perodo Anterior (*)
          IPI a Recolher

      b. pelo ICMS na devoluo de vendas do perodo anterior

          ICMS a Recolher
          a Perdas com Devoluo de Vendas do Perodo Anterior (*)

      c. entrada de mercadoria no estoque (Inventrio Permanente)

          Mercadorias em Estoque
          a Perdas com Devoluo de Vendas do Perodo Anterior (*)

          (*) Despesas de Vendas


       OBS.: Andr e Biu
ProfessoresCaso a pessoa jurdica adote inventrio peridico, no dever efetuar o lanamento, pois ao final do 51
       perodo-base, quando da contagem fsica do estoque final, levar em considerao a entrada da mercadoria
                                                                          S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
            correspondente  citada devoluo.
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




6.5.11 Fretes nas Devolues de Compras e Vendas

6.5.11.1 Devoluo de Vendas

      Pela empresa vendedora que assumiu o pagamento do frete na devoluo  so tratados como
despesas operacionais do perodo em que foram incorridos, independentemente do perodo em que
foram efetuadas as vendas.

      Contabilizao:

      Despesas de Fretes - Despesas Operacionais (*)
      a Caixa ou Bancos

      (*) Despesas de Vendas - Nessa hiptese, a despesa do frete ser assumida pela empresa
          vendedora.


6.5.11.2 Devoluo de Compras

      Os fretes relativos as devolues de compra, quando forem de responsabilidade da compradora,
no sero acrescidos aos seus estoques, e sim tratados como despesas operacionais do exerccio.

      Contabilizao:

      Despesas de Fretes
      A Caixa ou Bancos ou Duplicatas a Pagar




Exerccio 01

Determine o valor do custo de aquisio supondo que esta compra tenha sido efetuada por uma empresa
comercial, e por uma empresa de servio.

Exerccio 02

1. Dados do ms de janeiro do 1995.

Notas fiscais                            De Venda                     De Devoluo de Vendas
 Valor                                   200.000                            200.000
+ IPI (10%)                               20.000                             20.000
(=) Total da Nota Fiscal                 220.000                            220.000
ICMS Destacado                            30.000                             30.000

2. Efetuar o devido registro na contabilidade do vendedor e do comprador, de acordo com as hipteses
   abaixo especificadas.
Professores Andr e Biu                                                                            52
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

   1a hiptese - Contabilize as operaes acima, admitindo que a devoluo de venda efetuada no
   prprio ms;

   2a hiptese - Contabilize as operaes acima, admitindo que a devoluo se refere a venda efetuada
   no ms de dezembro de 19X4, portanto, de devoluo de venda de perodos-base anteriores.

Exerccios

1. Dados:
   Valor do estoque inicial de 2001  R$ 500,00
   Compras a prazo  R$ 2.500,00
   Vendas a prazo  R$ 2.500,00
   Estoque final de 2001  R$ 1.200,00

   Com base nas informaes acima assinale a alternativa que apresente o CVM e o RCM apurados de
   acordo com a sistemtica de Inventrio Peridico Conta Mista de Mercadorias

   a. 1.200,00 e 1.300,00
   b. 1.500,00 e 2.000,00
   c. 1.800,00 e 700,00
   d. 700,00 e 1.800,00
   e. 600,00 e 1.000,00

2. Com base nas informaes da questo anterior assinale a alternativa que apresente o CMV e o RCM
   apurados de acordo com a sistemtica de Inventrio Peridico Conta de Mercadorias com Funo
   Desdobrada.

   a. 1.200,00 e 1.300,00
   b. 1.500,00 e 2.000,00
   c. 1.800,00 e 700,00
   d. 700,00 e 1.800,00
   e. 600,00 e 1.000,00



3. Dados:

                                Operao                              Preos
                    No                           Quantidade
                                Realizada                     Unitrio $    Total $
                            Saldo Inicial (EI)           80          400 32.000,00
                    1       Compra a prazo               80          600 48.000,00
                    2       Venda a prazo                40        1.500 60.000,00
                    3       Venda a prazo                80        2.000 160.000,00
                    4       Compra a prazo              120          700 84.000,00
                    5       Venda a prazo                20        1.500 30.000,00


   Com base no mtodo PEPS assinale a alternativa que contenha o valor do estoque final

   a. 90.000,00
   b. 91.000,00
   c. 88.000,00
   d. 96.000,00
   e. 100.000,00


Professores Andr e Biu                                                                           53
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                    CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
4. Com base nos dados da questo anterior assinale a alternativa que apresente o valor do CMV de
   acordo com o mtodo do Preo Mdio Ponderado.

   a.   55.000,00
   b.   67.000,00
   c.   72.000,00
   d.   78.000,00
   e.   87.000,00


5. Com base nos dados da questo anterior assinale a alternativa que apresente o valor do RCM de
   acordo com o mtodo UEPS.

   a.   71.000,00
   b.   72.000,00
   c.   73.000,00
   d.   74.000,00
   e.   75.000,00


6. Analise as seguintes afirmaes:

   I. O estoque final  inversamente proporcional ao CMV;
   II. O CMV  inversamente proporcional ao RCM;
   III. O estoque final  diretamente proporcional ao RCM.

   a.   Apenas I e II so verdadeiras
   b.   Apenas II e III so verdadeiras
   c.   Apenas I e III so verdadeiras
   d.   Todas as afirmaes so verdadeiras
   e.   Todas as afirmaes so falsas




01. (ESAF) Uma empresa adquiriu um lote de mercadorias para revenda, a prazo, sendo
    extrada em seu nome nota fiscal com os seguintes dados:

    100 unidades do produto A a 1.000         100.000
    IPI 10% 10.000                             10.000
    Total da nota fiscal                      110.000
    ICMS- 17% - 17.000

    Sabendo-se que a empresa compradora  contribuinte do ICMS, mas no  do IPI, sabe-se,
    tambm, que deve registrar a compra atravs do seguinte lanamento:

    a. Compras
       a Fornecedores                   110.000

    b. Diversos
       a Fornecedores
       Compras                                      83.000
Professores Andr e Biu                                                                      54
                                                              S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
       Contas Correntes - ICMS                     17.000
       Contas Correntes  IPI                      10.000       110.000

    c. Diversos
       a Fornecedores
       Compras                                   100.000
       Contas Correntes do IPI                    10.000        110.000

    d. Diversos
       a Fornecedores
       Compras                                    83.000
       Contas Correntes ICMS                      17.000        100.000

    e. Diversos
       a Fornecedores
       Compras                                    93.000
       Conta Corrente do ICMS                     17.000        110.000

02. (ESAF/AFTN/89) Observe a seguinte operao, isenta de impostos:

    Venda de mercadorias a prazo com entrada e prejuzo:

    Preo de venda                               6.000;
    Entrada                                      20% do preo
    Prejuzo                                     30% do preo

    A empresa que realizou a venda, pare registra-la, deixando certo o saldo da conta Mercadorias,
    devera lanar dbitos e crditos como segue:

    a. Debito de Caixa              1.200
       Dbito de Clientes           4.800
       Dbito de RCM                1.800
       Crdito de Mercadorias                  7.800



    b. Dbito de Caixa              1.200
       Dbito de Clientes           4.800
       Crdito de Mercadorias                  4.200
       Crdito de RCM                          1.800

    c. Dbito de Caixa              1.200
       Dbito de Clientes           4.800
       Crdito de Mercadorias                  6.000

    d. Dbito de Caixa              1.200
       Dbito de Mercadorias        4.800
       Crdito de RCM                          1.800
       Crdito de Clientes                     4.200

    e. Dbito de Caixa              1.200
       Dbito de Clientes           3.000
       Dbito de RCM                1.800
       Crdito de Mercadorias                  6.000

03. (ESAF/AFTN/94)

    Na escriturao contbil de uma empresa varejista, encontramos o seguinte lanamento de registro

Professores Andr e Biu                                                                          55
                                                                S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
    de compra de mercadorias:

    Caixa               800
    a Mercadorias                800

    Sabendo-se que o registro se refere a uma nota fiscal com as seguintes caractersticas:

    1.
    40 un. produto X a 12,50 a un.                         500
    40 un. produto Y a 5,00 a un.                          200
    40 un. produto Z a 2,50 a un.                          100
                                                           800

    2.   IPI lanado                                       120
    3.   Total da nota fiscal                              920
    4.   Mercadoria sujeita ao ICMS de 18%
    5.   A empresa no e equiparada pare efeito de IPI,

    podemos afirmar que o lanamento:

    a.   No est correto, porque no registrou o destaque do ICMS e o lanamento do IPI.
    b.   No est correto.
    c.   No est correto, porque no registrou o destaque do ICMS.
    d.   Est correto.
    e.   Est correto, apesar de no registrar o destaque do ICMS.

04. (AFTN/ESAF/89) A Cia. Comercial, que  contribuinte ICMS, mas no  do IPI, comprou  vista para
    revender, 200 liqidificadores ao preo unitrio de 300, com incidncia de IPI alquota de 20% e de
    ICMS a alquota d 17%. Para registrar a operao. o Contador dever fazer o seguinte lanamento:

   a. Diversos
      a Caixa
      Mercadorias                      49.800
      C/C de ICMS                      10.200     60.000


   b. Diversos
      a Caixa
      Mercadorias                      37.800
      C/C de IPI                       12.000
      C/C de ICMS                      10.200     60.000

   c. Diversos
      a Caixa
      Mercadorias                      60.000
      C/C de IPI                       12.000     72.000

   d. Diversos
      a Caixa
      Mercadorias                      72.000
      C/C de ICMS                      10.200     82.200

   e. Diversos
      a Caixa
      Mercadorias                      61.800
      C/C de ICMS                      10.200     72.000

05. A empresa Comercial Ftima Cartaxo S.A. pagou ao Banco de Cobranas S/A, em 13-01-92, com
Professores Andr e Biu                                                                             56
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
   cheque sacado contra sua conta de movimento junto ao Banco Federal S.A., uma duplicata de seu
   aceite, no valor de 700, referente a aquisio de mercadorias pare revenda, fazendo jus a um
   desconto de 10% (dez por cento), concedido pelo Fornecedor no ato do resgate. Isto posto, assinale
   o lanamento, entre registra: os abaixo relacionados (dates e histricos dispensados), aplicvel
   convenientemente ao registro contbil dessa operao.

   a. Banco de Cobranas S.A. - c/Movimento           700
      a Fornecedores                                         630
      a Descontos Obtidos                                     70

   b. Fornecedores                                    700
      a Banco Federal S.A. c/Movimento                       630
      a Descontos Obtidos                                     70

   c. Fornecedores                                    700
      a Banco Cobrana S/A                                   630
      a Descontos Concedidos                                  70

   d. Fornecedores                                    770
      a Banco Federal S/A                                    700
      a Descontos Concedidos                                  70

   e. Fornecedores                                    700
      Descontos Obtidos                                       70
      a Banco Federal S/A C/ Mov.                            770

06. (ESAF/TTN/92) O saldo da conta ICMS a Recuperar representa:

   a.    Dbito da empresa com o Governo
   b.    Crdito da empresa com clientes
   c.    Crdito da empresa com fornecedores
   d.    Crdito da empresa com o Governo
   e.    Dbito da empresa com fornecedores



07. (ESAF) Um saldo devedor na conta Contas Correntes  ICMS, apresentado no final do exerccio,
    significa que:

    a. O volume de vendas realizadas durante o exerccio superou o de compras
    b. O contribuinte tem direito assegura do junto ao Estado, que poder ser compensado com o ICMS
       decorrente de vendas futuras
    c. As despesas com ICMS superaram os crditos do imposto
    d. H ICMS a recolher
    e. O volume de compras realizadas durante o exerccio superou o de vendas

08. (ESAF) Em relao a conta ICMS a Recuperar,  correto afirmar que o seu saldo representa:

    a.   Direito da empresa, devendo ser classificado no Ativo Circulante
    b.   Obrigao da empresa, devendo ser classificado no Passivo Circulante
    c.   Obrigao da empresa, devendo ser classificado em Resultados de Exerccios Futuros
    d.   Passivo no exigvel, devendo ser classificado no Patrimnio Lquido
    e.   Direito da empresa, devendo, por isso, reduzir o valor do ICMS escriturado como despesa no
         perodo base

09. (ESAF/AFTN/94) Foram levantados os seguintes dados da contabilidade:

                            Estoque final de Mercadorias              40
Professores Andr e Biu                                                                           57
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                     CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                               Compras de Mercadorias                  220
                               Devoluo de compras                     20
                               Lucro bruto de Vendas de
                               Mercadorias                             330
                               Devoluo de vendas                      80
                               Vendas de Mercadorias                   880

       As compras e as vendas estavam sujeitas a impostos de 20%.

       0s dados acima autorizam afirmar que o estoque inicial de Mercadoria era de:

       a. 238                                       d. 214
       b. 254                                       e. 190
       c. 194

10. (BACEN/94) A Cia. Bahiana de Mamona comeou sues atividades de comercializao de mamona,
    em sacas, em 01-12-93. Durante esse ms, ocorreram as seguintes transaes:

       Dia 01-12-93 - Aquisio de 10 sacas a 1.000 cada              10.000
       Dia 10-12-93 - Aquisio de 20 sacas a 1.500 cada              30.000
       Dia 15-12-93 - Venda de 15 sacas a 2.000 cada                  30.000
       Dia 20-12-93 - Venda de 5 sacas a 3.000 cada                   15.000
       Dia 31-12-93 - Aquisio de 10 sacas a 2.000 cada              20.000

       Com base nas operaes da Cia. Bahiana, e considerando o mtodo de avaliao de estoque -
       PEPS, o valor do estoque apresentado no balano de 31 -12-93 foi de:

       a.   45.000
       b.   35.000
       c.   30.000
       d.   20.000
       e.   10.000



11. (ESAF/AFTN/89) A Cia. Comercial Sagitrio adquiriu pare revenda, em 08-11-88, em primeira nego-
    ciao, 20 (vinte) maquinas de calcular Atlas, sendo:

       Preo unitrio: 100
       Condies de pagamento: 50% em 0812-88 e o restante em 09-01-89
       Alquota do ICMS: 10% (dez por cento)

       No perodo entre a data do recebimento da referida mercadoria e 31-12-88 fez as seguintes
       operaes:

       I. Vendeu 10 (dez) unidades ao preo unitrio de 120;
       II. Devolveu 2 (duas) unidades em 3112-88, por defeito de fabricao, sendo a nota de dbito
            correspondente acatada pelo Fornecedor em 20-12-88;
       III. Pagou no vencimento, sem qualquer abatimento, a primeira duplicata (50% do valor da compra);
       IV. Transferiu para uso prprio, em 3112-88, Departamento de Contabilidade, uma unidade.

  Em decorrncia, o valor do Estoque Final dessa mercadoria, no Balano Patrimonial de 31-12-88,
  importou em:

  a.    600
  b.    720
  c.    810
  d.    700
Professores Andr e Biu                                                                              58
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
  e. 630

12. (ESAF/MPU/93) A Comercial Nunes S/A apresentou no exerccio social findo em 31/12/90 os
    seguintes resultados:

        Lucro Bruto                   60.000
        Lucro Operacional            110.000
        Lucro No Operacional         20.000
        Lucro Liquido                 80.000

    Posteriormente, o contador da empresa constatou uma subavaliao no estoque de mercadorias
    pare revenda , naquela data, no montante de 6.000.

    A corrigenda efetuada implicou:

    a.   Aumento do Lucro Bruto
    b.   Diminuio do Lucro Lquido
    c.   Diminuio do Lucro Bruto
    d.   Aumento do Lucro Bruto e diminuio do Lucro Lquido
    e.   Diminuio do Lucro Operacional e aumento do Lucro No Operacional

13. (ESAF/MPU/93) O custo unitrio de aquisio de determinado produto  de 400. No final do exer
    ccio, aps ter vendido metade das 200 unidades adquiridas, com lucro de 30%, certa empresa
    comercial registrou, como saldo da conta de estoques do referido produto, o valor de:

    OBS.: Desconsidere a existncia de saldo inicial.

    a.   80.000 credor
    b.   80.000 devedor
    c.   40.000 credor
    d.   40.000 devedor
    e.   28.000 credor


14. (ESAF/TTN/94) O Lucro Bruto na empresa comercial e contabilizado como RCM - Resultado Com
    Mercadorias. A equao - base para encontrar o RCM  a seguinte:

    a.   RCM = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final
    b.   RCM = Vendas - Estoque Inicial + Compras - Estoque Final
    c.   RCMM = Vendas - Estoque Inicial - Compras + Estoque Final
    d.   RCM = Vendas - Estoques
    e.   RCM = Vendas - Estoques + Compras

15. (ESAF/TTN/92) Uma empresa reduziu em 100.000 o valor do inventario final de um exerccio,
    tomando esse valor reduzido como inventario inicial do exerccio seguinte. Tal procedimento
    provocou no resultado (positivo) dos dois exerccios:

    a.   Aumento do lucro do primeiro exerccio e reduo do lucro do segundo
    b.   Reduo do lucro do primeiro exerccio e acrscimo do lucro do segundo
    c.   Aumento do lucro dos dois exerccios
    d.   Reduo do lucro dos dois exerccios
    e.   Reduo do lucro e do custo das mercadorias vendidas do primeiro exerccio

16. (AFCE/TCU/93) A Empresa XY adota o sistema de inventrio permanente. No primeiro ms efetuou
    as seguintes transaes:

    a. comprou 500 unidades da mercadoria X, a vista (alquota do ICMS 17%), por $ 100.000,00;
    b. vendeu a vista 400 unidades, com lucro de 60%/unidade (alquota d ICMS: 17%).
Professores Andr e Biu                                                                          59
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

    Efetuados os registros contbeis correspondentes a essas transaes, inclusive os relativos ao
    ICMS, verificaram-se seguintes saldos nas contas Estoque ICMS a Recolher (lquido a pagar),
    respectivamente:

    a.   $ 20.000,00 e $ 21.760,00
    b.   $ 100.000,00 e $ 1.060,80
    c.   $ 20.000,00 e $ 18.060,00
    d.   $ 16.600,00 e $ 1.060,80
    e.   $ 16.600,00 e $ 4.760,00

17. (ESAF/MPU/93) O saldo da conta Mercadorias, utilizada pare registro dos estoques, das entradas e
    das sadas de mercadorias, apresentava-se credor, no valor de 430.

    Sabendo-se que o inventrio indica a existncia de estoques de 270, pode-se afirmar que o
    Resultado com Mercadorias foi de:

    a.   160 de lucro
    b.   160 de prejuzo
    c.   270 de lucro
    d.   430 de prejuzo
    e.   700 de lucro

18. (ESAF/TTN/94) O Razo da conta Mercadorias, contabilizada no mtodo conta mista, apresentava
    450 na coluna Dbito e 325 na coluna Crdito. Sabendo-se que o valor das mercadorias existentes
    no final do perodo  235,  correto afirmar que o lucro obtido nas vendas foi de:

    a.   235
    b.   215
    c.   110
    d.   125
    e.   360



19. (ESAF) Uma empresa vinha usando ate o exerccio social de 1987 o sistema de avaliao de
    estoques denominado PEPS. No encerramento do exerccio social de 1988, passou a usar o sistema
    denominado UEPS. Considerando que no exerccio de 1988 foram registrados altos ndices
    inflacionrios, a empresa informou que a alterao introduzida teve a seguinte repercusso contbil:

    a.   Reduziu o Lucro Liquido do Exerccio
    b.   Reduziu o Custo das Mercadorias Vendidas
    c.   Reduziu o valor do ICMS a recolher
    d.   Aumentou o valor do estoque final de mercadorias
    e.   Aumentou o valor do estoque inicial de mercadorias

20. (ESAF) Num regime de economia inflacionaria, o Custo das Mercadorias Vendidas ser menor, se
    usado, pare avaliao do estoque final de mercadorias, o sistema denominado:

    a.   PEPS
    b.   UEPS
    c.   Mdia ponderada mvel
    d.   Valor de mercado
    e.   Valor corrente

21. (ESAF/AFTN/94) Considere os dados abaixo de uma empresa comercial varejista:

    Vendas - 4.000 unidades a $ 15 cada                       60.000
Professores Andr e Biu                                                                              60
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
    ICMS - 18% s/ vendas                                     10.800
    Compras - 3.600 unidades a $ 10 cada                     36.000
    ICMS s. compras - 18%                                     6.400
    IPI s/compras - 4%                                        1.440
    Frete e seguros s/compras                                 2.240
    Estoque inicial - 800 unidades a $ 8,00                   6.400
    Lucro bruto                                              13.200

    O valor do estoque final  de:

    (Obs.: Abandone, a partir da 3 casa)

    a.   3.018,18
    b.   3.265,45
    c.   3.600,00
    d.   3.854,54
    e.   4.058,18

22. (ESAF/AFTN/94) Na movimentao de mercadorias controladas por ficha de estoque, podemos
    afirmar corretamente que:

    a. o estoque final tem o valor das compras menos o valor das vendas

    b. o estoque final avaliado a preo mdio  menor que o mesmo estoque avaliado a UEPS, num
       perodo de preos crescentes (inflacionrio)

    c. o estoque avaliado a preo mdio  maior que o mesmo estoque avaliado a PEPS, num perodo
       de preos crescentes (inflacionrio)

    d. o estoque final avaliado a PEPS tem o valor das ltimas entradas

    e. o estoque final avaliado a UEPS tem o valor das ltimas entradas



23. (ESAF/AFTN/94) Considere os seguintes dados:

    Data                        Histrico             Quantidade           Valor

    28-02-94                    Estoque               200                  1.200
    05-03-94                    Requisio 231         50
    10-03-94                    Requisio 234        120
    15-03-94                    Compra                300                  2.460
    20-03-94                    Compra                200                  2.130
    25-03-94                    Requisio 240        130
    30-03-94                    Requisio 242        100
    31-03-94                    Estoque

    O estoque final, em 31-03-94,  de:

    a.   2.700 e 300 unidades, se avaliado pelo mtodo de custo mdio ponderado
    b.   2.020 e 300 unidades, se avaliado pelo mtodo PEPS
    c.   2.700 e 300 unidades, se avaliado pelo mtodo PEPS
    d.   2.950 e 300 unidades, se avaliado pelo mtodo do custo mdio ponderado
    e.   2.700 e 300 unidades, se avaliado pelo mtodo UEPS

    Para responder as questes de no 24 e 25, observe o seguinte: A Industria Braslia adquiriu, em
    01-04-83, matrias-primas para serem utilizadas na industrializao de seus produtos.
Professores Andr e Biu                                                                         61
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                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

    Informaes Adicionais

    a. Dados da nota fiscal de aquisio:

         Valor das matrias-primas             2.000
         Valor do IPI                            200
         Valor do ICMS destacado na nota         340

    b. A empresa pagou de frete das matrias-primas at o seu estabelecimento 240
    c. No ms de abril/83 a empresa utilizou 40% dessas matrias-primas na fabricao de seus
       produtos.

24. (ESAF) Sabendo-se que, dos tributos referidos, apenas o ICMS e recupervel pare a empresa,
    assinale a alternativa que contem o valor das matrias-primas adquiridas e utilizadas em abril/83 a
    ser apropriado nesse mesmo ms aos custos de produo.

    a. 664                                        d. 976
    b. 760                                        e. 1112
    c. 840

25. (ESAF) Supondo-se a inexistncia de estoque inicial de matrias-primas e de produtos em 01-04-83
    e que nesse mesmo ms de abril83 a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados, assinale a
    alternativa que contem parcela do custo dos produtos vendidos relativos as matrias-primas
    utilizadas:

    a. 1.050
    b. 830
    c. 556
    d. 448
    e. 420




26. (ESAF/AFTN/89) Ao contabilizar a devoluo de 100 unidades de um lote de 1.000 camisas adquiri-
    das de um fornecedor local, para revenda, a Cia. Comercial Camiseiro do Norte fez, em 23-08-89,
    um credito de 300 na conta ICMS a Recolher.

    Tendo sido de 10% (dez por cento) a alquota do ICMS incidente na aquisio, o valor do dbito
    inicial feito na conta Compras, com utilizao de partida de 3a (terceira) formula, montou em:

    a.   30.000
    b.   27.000
    c.   27.300
    d.   2.700
    e.   3.000


27. (ESAF/TTN/92) Uma empresa contribuinte do ICMS, no contribuinte do IPI, deve registrar como
    custo das mercadorias adquiridas pare venda, quando cobrados esses dois impostos:

    a.   Incluindo o IPI e excluindo o ICM
    b.   Incluindo o ICMS e excluindo o lPI
    c.   Incluindo o ICMS e o IPI
    d.   Excluindo o ICMS e o IPI
    e.   Excluindo o ICMS e o IPI, mas incluindo o ICMS relativo a revenda
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                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


28. (ESAF/AFC/92) Comercial Ltda. adquiriu de Atacada Souza S.A., pare revenda, mercadoria das no
    valor de 300 para pagamento em 30 dias. O vendedor entregou as mercadorias emitiu a Nota
    Fiscal/Fatura n 12.345, na qual destacou o ICMS no valor de 51. A transao ocorreu dentro do
    mesmo Estado e a alquota do ICMS e de 17%. No houve despesas de frete e seguro.

    O comprador, ao receber as mercadorias, efetuou o respectivo lanamento contbil (data e histrico
    so desnecessrios para o presente fim). Identifique o correto:

    a. Fornecedores                             300
       a Mercadorias                            249
       a ICMS a Recuperar                        51

    b. Fornecedores                             351
       a Mercadorias                            300
       a ICMS a Recuperar                                51

    c. Mercadorias                              249
       ICMS a Recuperar                         51
       a Fornecedores                           300

    d. Mercadorias               300
       ICMS a Recuperar           51
       a Fornecedores 351

    e. Mercadorias
       a Clientes                  300




29. (ESAF/AFC/94) Um comerciante de maquinas e equipamentos, no contribuinte do IPI, mas
    contribuinte do ICMS, adquiriu 10 mquinas de moer carne a $ 15.900 (valor da fatura
    correspondente).

    Incidiram sobre a compra: IPI - 6% e ICMS - 10%, ambos calculados sobre o valor de $ 15.000.
    As maquinas foram revendidas ao preo unitrio de $ 2.000, incidindo sobre a venda ICMS de 17%.
    O lucro bruto da operao foi, portanto, de:

    a.   $ 2.200
    b.   $ 1.600
    c.   $ 700
    d.   $ 4.100
    e.   $ 5.600


30. Determinada empresa adquiriu, no ano 1, mercadorias para revenda no total de R$ 400.000,00.
    Durante o perodo, a receita de vendas alcanou R$ 700.000,00. Sabendo-se que o estoque final era
    de R$ 30.000,00, o estoque inicial de R$ 20.000,00 e, no perodo, registraram-se devolues de
    compra de R$ 10.000,00 e de vendas de R$ 25.000,00, pode-se afirmar que o custo de mercadorias
    vendidas e o valor das mercadorias disponveis para revenda, no perodo foram de (R$):

    a. 390.000,00 e 420.000,00
Professores Andr e Biu                                                                            63
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                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      b.   380.000,00 e 410.000,00
      c.   380.000,00 e 390.000,00
      d.   310.000,00 e 340.000,00
      e.   295.000,00 e 325.000,00




7.1    CONCEITO

       So operaes realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros (dinheiro).

7.1.1 Modalidades

       So diversas as modalidades das operaes financeiras, destacando-se:

           Aplicaes Financeiras
           Emprstimos Bancrios
           Operaes com Duplicatas
           Factoring


7.2    APLICAES FINANCEIRAS

7.2.1 Aplicaes de Liquidez Imediata
Professores Andr e Biu                                                                              64
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

       Essas aplicaes correspondem, geralmente, a compras de ttulos do governo, como, por exemplo,
letras e bnus.

     Tais ttulos tm liquidez imediata porque a empresa pode resgatar o valor       aplicado mais os
rendimentos no dia em que desejar.

      Os rendimentos correspondem  inflao ocorrida no perodo em que o dinheiro permaneceu
aplicado, sendo geralmente baseada na variao dos ttulos do governo.

7.2.2    Aplicaes com Rendimentos Prefixados

      Neste tipo de aplicao, a empresa fica sabendo, no dia da aplicao, o valor dos seus
rendimentos, que correspondem  correo monetria prefixada mais juros.

7.2.3    Aplicaes com Rendimentos Ps-Fixados

      Neste tipo de aplicao, a empresa somente fica sabendo quanto ganhou com a operao no dia
de seu resgate.


7.3     EMPRSTIMOS BANCRIOS

7.3.1    Emprstimos com Correo Monetria Prefixada

      Neste tipo de emprstimo, a empresa sabe, no dia da transao, qual o montante dos encargos
referentes  correo monetria incidente sobre a operao.

7.3.2    Emprstimos com Correo Monetria Ps-Fixada

      Neste tipo de emprstimo, a empresa somente sabe qual o montante dos encargos referentes 
correo monetria incidente sobre a operao no dia do vencimento.




7.4     OPERAES COM DUPLICATAS

7.4.1 Cobrana Simples de Duplicatas

      Consiste na remessa de ttulos aos bancos, os quais prestam servios  empresa, cobrando-os
dos respectivos devedores.

      Neste tipo de operao, a empresa transfere a posse dos ttulos aos bancos, porm a propriedade
continua sendo da empresa.

     Para remeter os ttulos ao banco, a empresa os relaciona atravs de um border, ao qual
anexa os respectivos ttulos.

7.4.2    Desconto de Duplicatas

       Consiste na transferncia dos ttulos ao banco, mediante endosso. A empresa transfere ao banco o
direito de recebimento dos ttulos.

      O valor do desconto  determinado em funo do nmero de dias que faltam para que os ttulos
sejam liquidados.


Professores Andr e Biu                                                                             65
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
       Neste tipo de operao, a empresa endossante  responsvel, coobrigada pela liquidao dos
ttulos descontados. Assim sendo, a responsabilidade da empresa somente desaparece quando do
pagamento do ttulo pelo devedor.

      A operao  semelhante  cobrana simples, no que diz respeito  remessa dos ttulos.

      Neste tipo de operao, a empresa transfere a posse e a propriedade dos ttulos ao banco.

      A empresa endossante desconta ttulos e recebe do banco o valor nominal (constante dos ttulos),
suportando os juros correspondentes ao prazo que falta decorrer para o vencimento dos ttulos
negociados.

7.4.3 Cauo de Duplicatas

      Operao de emprstimo que a empresa efetua junto a um banco, na qual o banco exige que a
beneficiada entregue-lhe ttulos em garantia.

      O valor dos ttulos caucionados  sempre superior ao valor liberado. O banco poder exigir
a emisso de uma nota promissria no valor total do emprstimo.

       lavrado um contrato entre a empresa e o banco, onde ficam estabelecidos, pelo menos:

      1. o valor do numerrio que a empresa ter direito por um determinado perodo de tempo

      2. o valor de ttulos que a empresa oferecer ao banco, em cobrana caucionada, que, ao mesmo
         tempo em que representa a garantia da dvida assumida,  o termmetro para liberao do total
         do emprstimo

      3. o percentual que poder sacar, o qual fica entre 70% a 80% dos ttulos caucionados

      4. os encargos da empresa em relao ao contrato e aos ttulos caucionados

      Neste tipo de operao, a empresa transfere a posse e a propriedade dos ttulos ao banco.



7.5   FACTORING

      Factoring so pessoas jurdicas de fomento comercial, de prestao cumulativa e contnua de
servios, tais como:

       de assessoria creditcia e mercadolgica, gesto de crdito, seleo e riscos, administrao de
contas a receber e a pagar;

         compra de direitos creditrios resultantes de vendas e bens a prazo ou de prestao de
servios; esta, na prtica  a principal atividade da factoring, que paga pelos ttulos representativos de
tais direitos um valor menor que seu valor de face, ou seja, adquire-os com desgio.

      O que diferencia a operao de factoring da operao de desconto bancrio,  que a primeira
compra o ttulo sem direito de regresso, em funo disso, o desgio cobrado pela factoring costuma ser
maior que o desconto bancrio, uma vez que ela assume integralmente o risco do crdito.




Professores Andr e Biu                                                                                66
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




Questo no 01  APLICAES DE LIQUIDEZ IMEDIATA

No dia 2 de maio do ano 3, a Empresa Morena Minha Amada & Cia. Ltda., aplicou a importncia de
$ 10.000, a curto prazo, no Banco da Saudade S.A., onde mantm conta bancria. No dia seguinte,
resgatou a importncia de $ 10.200, correspondendo $ 10.000 ao valor aplicado e $ 200 aos
rendimentos. O banco descontou a importncia de $ 40 referente ao imposto de renda retido na fonte.

Contabilizao

a. No dia da aplicao:

      Dbito: Aplicaes de Liquidez Imediata
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                      10.000

b. No dia do resgate:

Professores Andr e Biu                                                                         67
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
   1. pelo valor do resgate

      Dbito: Bancos Conta Movimento                          10.200
      Crdito: Aplicaes de Liquidez Imediata                                10.000
      Crdito: Receitas Financeiras                                              200

   2. pelo valor do imposto de renda retido

      Dbito: IRRF a Recuperar
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                             40


Questo no 02  APLICAES COM RENDIMENTOS PREFIXADOS

A Empresa Quitria Sogra Eterna S.A., aplicou, em 1o de novembro do ano 2, junto ao Banco da
Felicidade S.A., a importncia de $ 400.000 em Certificado de Depsito Bancrio, resgatvel em 30 de
janeiro do ano 3, com rendimentos prefixados no valor de $ 180.000, correspondendo:  $ 171.000,
correo monetria prefixada e $ 9.000 de juros.

Contabilizao

a. na data da aplicao:

      Dbito: Ttulos e Valores Mobilirios                   580.000
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                        400.000
      Crdito: Receitas Financeiras a Apropriar                              180.000

b. em 30 de novembro do ano 2, reconhecendo a receita auferida

      Dbito: Receitas Financeiras a Apropriar                     60.000
      Crdito: Juros Recebidos ou Auferidos                                    3.000
      Crdito: Correo Monetria Prefixada de Crditos                       57.000




c. em 31 de dezembro do ano 2, reconhecendo a receita auferida

      Dbito: Receitas Financeiras a Apropriar                     60.000
      Crdito: Juros Recebidos ou Auferidos                                   3.000
      Crdito: Correo Monetria Prefixada de Crditos                      57.000


d. na data do resgate:

   1. reconhecendo a receita auferida do ms de janeiro do ano 3

      Dbito: Receitas Financeiras a Apropriar                 60.000
      Crdito: Juros Recebidos ou Auferidos                                   3.000
      Crdito: Correo Monetria Prefixada de Crditos                      57.000

   2. pelo valor efetivo do resgate

      Dbito: Bancos Conta Movimento
      Crdito: Ttulos e Valores Mobilirios                  580.000


Questo no 03  APLICAES COM CORREO MONETRIA PS-FIXADA
Professores Andr e Biu                                                                           68
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

A Empresa Prazeres Me-Eterna Ltda., aplicou, em 2 de outubro do ano 4, junto ao Banco da Santidade
S.A., a importncia de $ 500.000, em Recibo de Depsito Bancrio, com correo monetria ps-fixada,
resgatvel em 31 de outubro do mesmo ano. Sabe-se que a inflao do perodo foi de 30%, sendo de
0,5% os juros incidentes sobre o valor corrigido da referida aplicao.

Contabilizao

a. no dia da aplicao

      Dbito: Ttulos e Valores Mobilirios
      Crdito: Bancos Conta Movimento                         500.000

b. no dia do resgate

   1. pela atualizao da aplicao

      Dbito: Ttulos e Valores Mobilirios
      Crdito: Correo Monetria Ps-Fixada de Crditos      150.000


   2. pelo valor da receita de juros

      Dbito: Ttulos e Valores Mobilirios
      Crdito: Juros Recebidos ou Auferidos                     3.250


   3. pelo valor do resgate

      Dbito: Bancos Conta Movimento
      Crdito: Ttulos e Valores Mobilirios                  653.250




Questo no 04  EMPRSTIMOS COM CORREO MONETRIA PREFIXADA

A Empresa Baixinha Santa do Serto Ltda., efetuou emprstimo no valor de $ 6.000 junto ao Banco
Santo Amado S.A., em 31 de maio, para vencimento em 30 de junho. O banco cobrou $ 940 de correo
monetria e $ 60 de juros, liberando a importncia de $ 5.000. No dia 30 de junho do ano 4, a empresa
liquidou sua dvida. Como garantia da transao, o banco exigiu que a empresa assinasse uma nota
promissria no valor total da dvida.

Contabilizao

a. no dia do emprstimo:

      Dbito: Bancos Conta Movimento                          5.000
      Dbito: Despesas Financeiras a Apropriar                1.000
      Crdito: Bancos Conta Emprstimos                                     6.000

b. no dia do pagamento do emprstimo

   1. pelo valor das despesas incidentes

      Dbito:    Correo Monetria Prefixada de Obrigaes     940
      Dbito:    Juros Pagos ou Incorridos                       60
Professores Andr e Biu                                                                           69
                                                                 S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Crdito: Despesas Financeiras a Apropriar                                    1.000

   2. pelo valor do pagamento do emprstimo

      Dbito: Bancos Conta Emprstimos
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                              6.000


Questo no 05  EMPRSTIMO COM CORREO MONETRIA PS-FIXADA

A Empresa Toinha-Que-Se-Foi Ltda., efetuou, junto ao Banco da Baixinha S.A., emprstimo no valor de
$ 50.000, em 31 de agosto do ano 2, para pagamento em 30 de setembro do mesmo ano, com correo
monetria ps-fixada mais juros de 2% ao ms, tambm calculados no vencimento sobre o valor
atualizado do emprstimo. Sabe-se que, em 30 de setembro, data do vencimento do emprstimo, o
banco cobrou $ 10.000 referentes  correo monetria do perodo mais $ 1.200 de juros. Assim sendo,
a empresa liquida a dvida no valor de $ 61.200.

Contabilizao

a. na data do emprstimo

      Dbito: Bancos Conta Movimento
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                              50.000

b. na data do vencimento

   1. pelo valor dos encargos incidentes

      Dbito: Correo Monetria Ps-Fixada de Obrigaes              10.000
      Dbito: Juros Pagos ou Incorridos                                 1.200
      Crdito: Bancos Conta Emprstimos                                            11.200




   2. pelo valor do pagamento do emprstimo

      Dbito: Bancos Conta Emprstimos
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                              61.200

Questo no 06  COBRANA SIMPLES DE DUPLICATAS

A Empresa Baixinha-Que-Te-Quero S.A., efetuou remessa de 4 (quatro) duplicatas ao Banco da
Saudade S.A., para cobrana simples, conforme border no valor total de $ 10.000. O banco cobrou o
valor de      $ 50 referente a comisses e taxas. Dias aps, o banco remete aviso bancrio assim
discriminado:

          Dupl. no 1      Antnio Jos da Silva       $ 2.000      cobrada pelo valor nominal
          Dupl. no 2      Pedro Antnio da Silva      $ 1.000      cobrada com juros de 3%
          Dupl. No 3      Carlos de Jesus Silva       $ 4.000      cobrada com desconto de 10%
          Dupl. no 4      Quitrio Jos Silva         $ 3.000      devolvida (o cliente no quitou)

Contabilizao

a. pela remessa dos ttulos ao Banco

      Dbito:    Ttulos em Cobrana
Professores Andr e Biu                                                                                  70
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Crdito: Endossos para Cobrana                                  10.000

b. pelo valor das despesas cobradas pelo banco

      Dbito: Comisses e Despesas Bancrias
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                      50

c. pelo aviso bancrio

   1. relativamente  duplicata de no 1

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Cobrana
         Crdito: Ttulos em Cobrana                                   2.000

      b. pelo valor creditado na conta bancria da empresa

         Dbito: Bancos Conta Movimento
         Crdito: Duplicatas a Receber                                  2.000

   2. relativamente  duplicata de no 2

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Cobrana
         Crdito: Ttulos em Cobrana                                   1.000

      b. pelo valor creditado na conta bancria da empresa

         Dbito: Bancos Conta Movimento                      1.030
         Crdito: Duplicatas a Receber                                  1.000
         Crdito: Juros Recebidos ou Auferidos                             30




   3. relativamente  duplicata de no 3

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Cobrana
         Crdito: Ttulos em Cobrana                                  4.000

      b. pelo valor creditado na conta bancria da empresa

         Dbito: Bancos Conta Movimento                                3.600
         Dbito: Duplicatas a Receber                                   400
         Crdito: Duplicatas a Receber                                          4.000

   4. relativamente  duplicata de no 4

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Cobrana
         Crdito: Ttulos em Cobrana                                   3.000

Questo no 07  DESCONTO DE DUPLICATAS
Professores Andr e Biu                                                                     71
                                                              S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

A empresa Rita Sempre-Gordinha S.A., efetuou remessa de 4 (quatro) duplicatas ao Banco da
Irmandade S.A., para desconto, conforme border no valor total $ 20.000. O banco cobra,
antecipadamente, juros em montante correspondente a 10% do valor de cada uma das duplicatas, em
funo do prazo de vencimento desses ttulos, alm de despesas de comisses e taxas no valor de $ 50,
tendo creditado o valor lquido na conta bancria da empresa. Dias aps, o banco remete aviso bancrio
assim discriminado:

          Dupl. no   1      Manuel Vicente da Silva      $ 4.000      quitada pelo valor nominal
          Dupl. no   2      Vicente Manuel da Silva      $ 2.000      quitada com juros de 2%
          Dupl. no   3      Pedro Firmino da Costa       $ 8.000      quitada com desconto de 4%
          Dupl. no   4      Firmino Jos da Silva        $ 6.000      devolvida (o cliente no a quitou)

Contabilizao

a. pela remessa dos ttulos ao banco

      Dbito: Ttulos em Desconto
      Crdito: Endossos para Desconto                                                   20.000

b. pelo valor das despesas cobradas pelo banco

      Dbito:    Despesas Financeiras a Apropriar                           2.000
      Dbito:    Comisses e Despesas Bancrias                                50
      Dbito:    Bancos Conta Movimento                                    17.950
      Crdito:   Duplicatas Descontadas                                                 20.000

c. pelo aviso bancrio

   1. relativamente  duplicata no 1

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Desconto
         Crdito: Ttulos em Desconto                                                    4.000



      b. pelo valor das despesas de juros anteriormente cobradas

         Dbito: Juros Pagos ou Incorridos
         Crdito: Despesas Financeiras a Apropriar                                         400

      c. pelo valor da quitao da duplicata

         Dbito: Duplicatas Descontadas
         Crdito: Duplicatas a Receber                                                   4.000

   2. relativamente  duplicata no 2

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Desconto
         Crdito: Ttulos em Desconto                                                   2.000

      b. pelo valor das despesas de juros anteriormente cobradas

         Dbito:     Juros Pagos ou Incorridos
Professores Andr e Biu                                                                                       72
                                                                             S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
         Crdito: Despesas Financeiras a Apropriar                            200

      c. pelo valor da quitao da duplicata

         Dbito: Duplicatas Descontadas
         Crdito: Duplicatas a Receber                                      2.000

   3. relativamente  duplicata de no 3

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Desconto
         Crdito: Ttulos em Desconto                                       8.000

      b. pelo valor das despesas de juros anteriormente cobradas

         Dbito: Juros Pagos ou Incorridos
         Crdito: Despesas Financeiras a Apropriar                            800

      c. pelo valor bruto da duplicata

         Dbito: Duplicatas Descontadas
         Crdito: Duplicatas a Receber                                      8.000

      d. pelo valor do desconto concedido

         Dbito: Descontos Concedidos
         Crdito: Bancos Conta Movimento                                      320

   4. relativamente  duplicata de no 4

      a. pela baixa da compensao

         Dbito: Endossos para Desconto
         Crdito: Ttulos em Desconto                                       6.000



      b. pelo valor das despesas de juros anteriormente cobradas

         Dbito: Juros Pagos ou Incorridos
         Crdito: Despesas Financeiras a Apropriar                           600

      c. pelo valor que o banco debitou na conta da empresa

         Dbito: Duplicatas Descontadas
         Crdito: Bancos Conta Movimento                                    6.000


Questo no 08 - CAUO DE DUPLICATAS

A empresa Baixinha-K-Te-Amo S.A., contrata, junto ao Banco da Saudade S.A., a abertura de um crdito
por contrato de cauo de duplicatas, pelo prazo de 6 (seis) meses, no valor de $ 5.000. A empresa
compromete-se a manter em cobrana caucionada o valor de $ 6.000 de duplicatas de sua emisso. O
banco cobra comisso de $ 400 sobre o valor das duplicatas que sero caucionadas e mais $ 100 sobre
o valor do contrato.

Contabilizao
Professores Andr e Biu                                                                          73
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

1. pela remessa de duplicatas para cauo

   Dbito: Ttulos em Cauo Bancria
   Crdito: Cauo Bancria de Duplicatas                                    6.000


2. pela liberao do crdito em conseqncia da remessa do border para cauo

   Dbito: Bancos Conta Movimento
   Crdito: Bancos Conta Cauo                                              5.000


3. pela comisso cobrada pelo banco sobre o valor do contrato e sobre o valor das duplicatas para
   cobrana

   Dbito: Comisses e Despesas Bancrias
   Crdito: Bancos Conta Movimento                                             500


4. supondo que o banco comunique  empresa ter recebido dos clientes, em quitao de duplicatas, o
   valor de $ 2.000

   a. pela baixa da compensao

      Dbito: Cauo Bancria de Duplicatas
      Crdito: Ttulos em Cauo Bancria                                    2.000


   b. pela baixa do recebimento de duplicatas

      Dbito: Bancos Conta Cauo
      Crdito: Duplicatas a Receber                                          2.000




5. conforme clusulas contratuais, a empresa se obriga a manter caucionados, no mnimo, $ 6.000 em
   ttulos. Como ocorreu a baixa, a empresa deve, imediatamente, remeter novas duplicatas para cobrir o
   valor referido

   a. pela remessa do novo border complementar, para refazer o saldo:

      Dbito: Ttulos em Cauo Bancria
      Crdito: Cauo Bancria de Duplicatas                                 2.000


   b. pela liberao de crdito pelo recebimento das duplicatas

      Dbito: Bancos Conta Movimento
      Crdito: Bancos Conta Cauo                                           2.000


6. o banco cobra nova comisso sobre as novas duplicatas caucionadas, no valor de $ 50

      Dbito: Comisses e Despesas Bancrias
      Crdito: Bancos Conta Movimento                                            50
Professores Andr e Biu                                                                             74
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


7. suponhamos, agora, que ocorreu a liquidao do contrato

   a. baixa pelo recebimento das duplicatas mediante aviso bancrio

      Dbito: Bancos Conta Cauo
      Crdito: Duplicatas a Receber                                         6.000


   b. baixa nas contas de compensao

      Dbito: Cauo Bancria de Duplicatas
      Crdito: Ttulos em Cauo Bancria                                   6.000


   c. transferncia do saldo devedor da conta Bancos Conta Cauo para a conta-corrente bancria da
      empresa

      Dbito: Bancos Conta Movimento
      Crdito: Bancos Conta Cauo                                          1.000 (II)


OBSERVAES.:

I. Duplicata quitada com juros de mora (receita da empresa) ou com desconto (despesa da empresa).

II. O valor de $ 1.000, referente ao lanamento c, anterior, corresponde  diferena entre o valor dos
    ttulos caucionados ($ 6.000 + $ 2.000) e o montante do emprstimo liberado ($ 5.000 + $ 2.000).




Questo no 09 - FACTORING:


      A Cia ABC alienou duplicatas a receber de sua propriedade, no valor de $ 30.000, a Cia
OBSKURA FACTORING com desgio de 40%, tendo recebido um depsito bancrio de $ 15.000
correspondente a operao.

      Contabilizao:

      a. Na empresa alienante do ttulo

         Diversos
         a Duplicatas a Receber                                 30.000
         Bancos c/Movimento                           18.000
         Desgio de Ttulos (Despesa Financeira)      12.000

      b. Na empresa de "Factoring" 

         Ttulos a Receber                            30.000
         a Diversos
Professores Andr e Biu                                                                             75
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
          a Bancos c/Movimento                        18.000
          a Receita Operacional                       12.000




001. (FTF/81) No livro Dirio, um lanamento, a debito, de Juros passivos e, a crdito, de Juros a
     vencer, significa que:

     a.   parte das despesas financeiras ainda no foi paga
     b.   esto sendo reconhecidos, como despesa do exerccio, juros pagos anteriormente
     c.   esta sendo estornada receita de juros, por no ter sido recebida
     d.   esta havendo transferncia de despesas de juros pare receita de juros

002. (FTF/81) Uma Companhia apresentava no balancete em 31.12.X0 a conta Encargos Financeiros a
     Apropriar com o saldo de $ 12.000.000, referente a juros pagos, na base de 4% ao ms, em
     operaes de desconto de duplicatas, cujo  composto das seguintes parcelas:

     a. $ 90.000.000 vencveis em 28.02.X1
     b. $ 50.000.000 vencveis em 31.01.X1
Professores Andr e Biu                                                                        76
                                                                 S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     c. $ 10.000 000 vencveis em 31.12.X0

     O valor a ser apropriado como despesa no exerccio que est sendo encerrado em 31.12.X1  de:

     a.   $ 12.000.000
     b.   $ 2.400.000
     c.   $ 2.800.000
     d.   $ 3.200.000

003. (AFTN/91) Dados de um financiamento externo obtido pela Comercial Exportadora Cajueiro S/A

          Valor do Financiamento: US$ 100,000.00 (cem mil dlares)
          Data da Operao: 31/ 12/X9
          Taxas de Cambio (hipotticas):

          31/12/X9 -- $ 50/US$ 1.00
          30/06/X0 -- $ 70/US$ 1.00
          31/12/X0 -- $ 90/US$ 1.00

          Amortizaes efetuadas:

          30/06/X0 -- US$ 50,000.00 (cinqenta mil dlares)
          31/12/X0 -- US$ 25,000.00 (vinte e cinco mil dlares)

     As perdas cambiais, em funo dos pagamentos efetuados e da avaliao do saldo da obrigao
     em moeda estrangeira no balano, somente foram contabilizadas em 31/12/X0.

     Analise os dados fornecidos, faa os clculos necessrios e, em seguida, assinale a operao que
     contm a conta de resultado debitada e o montante das perdas, respectivamente:

     a.   Variaes Monetrias Ativas e $ 3.000.000
     b.   Despesas Financeiras e $ 2.250.000
     c.   Variaes Monetrias Passivas e $ 2.250.000
     d.   Variaes Monetrias Ativas e $ 4.000.000
     e.   Variaes Monetrias Passivas e $ 3.000.000


004. (AFTN/set/94) A empresa Delta devia a empresa Gama duplicatas no valor de $ 100.

     Para liquidar a divida, devolveu a mercadoria comprada, acrescendo 6% de juros a serem pagos
     em 60 dias.

     O registro de forma simplificada, na contabilidade da Gama, e:

     a. Diversos
        a Diversos
        Mercadorias                   100
        Juros a Receber                 6
        a Duplicatas a Receber                   100
        a Juros Ativos                             6

     b. Mercadorias                   106
        a Diversos
        a Duplicatas a Pagar                     100
        a Juros a Pagar                            6

     c. Diversos
        a Mercadorias                            106
Professores Andr e Biu                                                                           77
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
          Duplicatas a Pagar        100
          Juros a Pagar               6

     d. Diversos
        a Mercadorias                           106
        Duplicatas a Receber        100
        Juros a Receber               6

     e. Mercadorias                 106
        a Diversos
        a Duplicatas a Receber                  100
        a Juros a Receber                         6

005. (AFTN/91) Uma empresa industrial, no ms de novembro, toma, em Banco, um emprstimo cujo
     vencimento dar-se- no ms de fevereiro do ano prximo seguinte. As despesas financeiras foram
     de $ 120.000, na razo de 30.000 por ms. Qual dessas opes  correta, para os registros
     contbeis no Dirio da empresa industrial:

     a. debitar-se 120.000 a Despesas Financeiras e creditar-se ao Banco pelo mesmo valor
     b. debitar-se 60.000 a Despesas Financeiras, 60.000 a Despesas Pagas Antecipadamente e
        creditar-se 120.000 ao Banco
     c. debitar-se 120.000 a Despesas Pagas Antecipadamente e igual valor creditar-se ao banco
     d. debitar-se 60.000 a Despesas Financeiras, 60.000 a Resultado do Exerccio e creditar-se
        120.000 ao Banco
     e. debitar-se 120.000 a Resultados do Exerccio e creditar-se 120.000 ao Banco

006. Um aviso do banco comunicando a liquidao, pelo sacado, de uma duplicata descontada deve ser
     correspondido pela empresa que a emitiu e descontou com o seguinte lanamento contbil:

     a.   Bancos c/Movimento a Duplicatas a Receber
     b.   Bancos c/Movimento a Duplicatas Descontadas
     c.   Duplicatas Descontadas a Bancos c/Movimento
     d.   Duplicatas a Receber a Duplicatas Descontadas
     e.   Duplicatas Descontadas a Duplicatas a Receber


007. (AFTN-ESAF/1989) A empresa Cia. das Flores tinha duplicatas a receber descontadas no Banco
     do Brasil. Em 30-09 recebeu o aviso de que o Banco recebera uma delas no valor de 1.000. Para
     contabilizar o evento, o contador devera fazer o seguinte lanamento:

     a. Bancos c/Movimento
        a Duplicatas Descontadas    1.000

     b. Duplicatas Descontadas
        a Duplicatas a Receber      1.000

     c. Bancos c/Movimento
        a Duplicatas a Receber      1.000

     d. Duplicatas Descontadas
        a Banco c/Movimento         1.000

     e. Duplicatas a Receber
        a Duplicatas Descontadas    1.000

008. (ESAF) Uma empresa descontou em banco uma duplicata de sue emisso, sendo-lhe creditado
     em conta o valor liquido da operao. No vencimento, a duplicata no foi paga pelo sacado,

Professores Andr e Biu                                                                         78
                                                                S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      havendo o banco debitado o seu valor em conta da sacadora. Para registrar este ultimo fato, a
      empresa emitente da duplicata fez corretamente o seguinte lanamento:

      a.   Duplicatas Descontadas a Duplicatas a Receber
      b.   Bancos c/Movimento a Duplicatas a Receber
      c.   Duplicatas Descontadas a Bancos c/Movimento
      d.   Duplicatas a Receber a Bancos c/Movimento
      e.   Duplicatas a Receber a Duplicatas Descontadas

009. Um lanamento, pare corresponder a informao de banco de que uma duplicata descontada por
     ele foi paga pelo sacado, poder ser feito assim:

      a.   Debitando-se a conta Bancos c/Movimento em contrapartida com Duplicatas a Receber
      b.   Debitando-se a conta Bancos c/Movimento em contrapartida com Duplicatas Descontadas
      c.   Debitando-se a conta Duplicatas a Receber em contrapartida com Bancos c/Movimento
      d.   Debitando-se a conta Duplicatas Descontadas em contrapartida com Bancos c/Movimento
      e.   Debitando-se a conta Duplicatas Descontadas em contrapartida com Duplicatas a Receber

010. (ESAF) A quitao por parte do sacado de uma duplicata descontada no banco deve ser assim
     contabilizada pela empresa emitente:

      a.   Bancos c/Movimento a Duplicatas Descontadas
      b.   Duplicatas Descontadas a Bancos c/Movimento
      c.   Bancos c/Movimento a Duplicatas a Receber
      d.   Duplicatas a Receber a Duplicatas Descontadas
      e.   Duplicatas Descontadas a Duplicatas a Receber

011. Uma duplicata descontada paga no vencimento pelo sacado origina na escriturao do sacador o
     seguinte lanamento:

      a.   Bancos c/Movimento a Duplicatas a Receber
      b.   Bancos c/Movimento a Duplicatas Descontadas
      c.   Duplicatas Descontadas a Duplicatas a Receber
      d.   Duplicatas a Receber a Bancos c/ Movimento
      e.   Duplicatas a Receber a Duplicatas Descontadas



012. (BACEN/94) A Cia. Siderrgica do Maranho, 12-93, fez uma aplicao financeira no valor de
     1.200 num CDB cujo valor de resgate, em 19-01-94, ser de 1.500. Qual ser valor da receita
     financeira, relativa a essa aplicao, que ir para o resultado do exerccio de 1993?

      a. 1.500                                     d. 300
      b. 1.310                                     e. 110
      c. 1.200

013. (AFC/TCU/94) Em 1o de setembro do ano 1, a Cia. Teceu contratou emprstimos de $ 10.000,00,
     com prazo de vencimento de seis meses. O ndice de atualizao do principal, ms a ms, foi:
     set./ano 1: 200; out./ano 1: 240; nov./ano 1: 300; dez./ano 1: 360; jan./ano 2: 450; fev./ano 2: 600;
     mar./ano 2: 800. Os juros, de 1% ao ms, foram pagos mensalmente, sempre no dia 1o, sobre o
     valor atualizado do emprstimo. O exerccio social coincide com o ano calendrio. Assinale a
     opo cujos lanamentos de Dirio esto todos corretos:

      a. Em 1o de dezembro do ano 1:

           Variaes Monetrias Passivas
           a Emprstimos                        8.000

Professores Andr e Biu                                                                                79
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
              CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
        Em 1o de janeiro do ano 2:

        Despesas de Juros a Banco
        c/Movimento                          180

     b. Em 31 de dezembro do ano 1:

        Variaes Cambiais Passivas
        a Emprstimos                      12.500

        Em 1o de janeiro do ano 2:

        Despesas de Juros
        a Emprstimos                        225

     c. Em 1o de novembro do ano 1:

        Variaes Monetrias Passivas
        a Emprstimos                       3.000

        Em 1o de maro do ano 2:

        Emprstimos
        a Banco c/Movimento                40.000

     d. Em 1o de setembro do ano 1:

        Despesas Financeiras
        A Banco c/ Movimento                 100

        Em 31 de dezembro do ano 1

        Despesas Financeiras
        A Proviso p/ pagamento de Juros   1.200




     e. Em 1o de outubro do ano 1

        Despesas Financeiras
        A Emprstimos                      2.000

        Em 1o de novembro do ano 1

        Juros a Vencer
        A Bancos c/Movimento                 120

014. (AFTN-ESAF/1991) Os dbitos escriturados no Razo da conta Duplicatas a Receber da empresa
     Comercial Rio de Janeiro Capibaribe S.A., no perodo-base de 01-01-90 a 31-12-90, somaram
     86.750. Informaes Adicionais:

      Saldo da conta Duplicatas a Receber no balano de 31 -12-89 : $ 7.300
      Total dos dbitos estornados no ano de 1990, em funo de erros de escriturao: $ 400
      Crditos correspondentes a Descontos Financeiros concedidos, em 1990, por recebimento
       antecipado de Duplicatas vinculadas a revendas de mercadorias: $ 1.200



Professores Andr e Biu                                                                     80
                                                             S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     Como todos os demais dbitos feitos no ano de 1990 na questionada conta corresponderam a
     duplicatas emitidas contra Clientes, o montante das Vendas a Prazo naquele ano foi de:

     a. 79.050                                 d. 80.250
     b. 77.850                                 e. 79.850
     c. 79.450

015. (AFTN-ESAF/1994) O saldo, em 01-06-93, da conta Duplicatas a Receber era de 45. No ms de
     junho ocorreram os seguintes fatos:

        Vendas a prazo                                     190
        Vendas a vista                                     240
        Recebimento duplicatas                              30
        Desconto de duplicatas no Banco Segurana          110
        Recebimento duplicatas pelo Banco Segurana         90

     Considerando que o Banco devolveu, sem cobrar, duplicatas descontadas no valor de 20,
     podemos afirmar que o saldo da conta Duplicatas a Receber, em 30 de junho do ano 3, era de:

     a. 95                                     d. 115
     b. 235                                    e. 355
     c. 135

016. (AFTN-ESAF/1994) A empresa Delta devia a empresa Gama duplicatas no valor de 100. Para
     liquidar a divide, devolveu a mercadoria comprada, acrescendo 6% de juros a serem pagos em 60
     dias. O registro, de forma simplifica na contabilidade de Gama e:

     a. Mercadorias

         a Diversos
         a Duplicatas a pagar   100
         a Juros a Pagar          6

     b. Diversos
        a Mercadorias
        Duplicatas a Pagar      100
        Juros a Pagar             6


     c. Diversos
        a Mercadorias
        Duplicatas a Receber    100
        Juros a Receber           6

     d. Mercadorias
        a Diversos
        a Duplicatas a Receber 100
        a Juros a Receber        6

     e. Diversos
        a Diversos
        Mercadoria             100
        Juros a Receber          6
        a Duplicatas a Receber 100
        a Juros Ativos           6

017. (AFTN-ESAF-1994) A Cia. Comercial Linda, cujo perodo-base coincide com o ano-calendrio,
     contratou em 1o de setembro do ano 3, um emprstimo bancrio com vencimento pare 31 de
Professores Andr e Biu                                                                         81
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      agosto do ano 4, pagando, antecipadamente, naquela data, 720 de correo monetria prefixada
      (60 por ms).

      O Balano Patrimonial de 31 de dezembro do ano 3, em decorrncia dessa operao financeira
      apresentou:

      a.   Um acrscimo no disponvel de 240
      b.   Um valor realizvel a curto 240
      c.   Uma realizao a longo 720
      d.   Uma despesa do exerccio de 480
      e.   Um passivo circulante de 480




8.1   FOLHA DE PAGAMENTO  CONCEITOS E ELEMENTOS

8.1.1 Conceito de Folha de Pagamento

     Documento elaborado pela empresa, no qual se relaciona, alm dos nomes dos empregados, o
montante das remuneraes, dos descontos ou abatimentos e o valor lquido a que faz jus cada um dos
empregados.

8.1.2 Elementos da Folha de Pagamento

       Por mais simples que seja a Folha de Pagamento, ela apresentar, pelo menos, os seguintes
elementos:

       Valor Bruto da remunerao (salrio e demais vantagens)
Professores Andr e Biu                                                                         82
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                    CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
        Dedues do valor bruto da remunerao (descontos e contribuies)
        Valor lquido que os empregados tero direito de receber

8.2    CONTABILIZAO DA FOLHA DE PAGAMENTO

8.2.1 Regime de Competncia

      No ltimo dia do ms, quando  elaborada a Folha de Pagamento, so efetuados os lanamentos
contbeis:

        Das despesas com salrios
        Dos encargos sociais incidentes sobre a Folha de Pagamento, quais sejam, a Contribuio de
         Previdncia Social e o Fundo de Garantia por Tempo de Servio (FGTS).

8.2.2 Quitao da Folha de Pagamentos e dos Encargos Sociais

      No ms seguinte, so efetuados os lanamentos contbeis da liquidao da Folha, correspondente
ao valor lquido pago aos empregados, bem como do recolhimento da Contribuio de Previdncia
Social, FGTS, IR e outros recolhimentos.

8.3    EVENTOS DA FOLHA DE PAGAMENTO

8.3.1 Rendimentos ou Vantagens

       Os rendimentos ou vantagens mensais de um empregado podem ser compostos de salrio fixo,
comisses, horas-extras, trabalho noturno, adicional de insalubridade, adicional de periculosidade,
salrio-maternidade (no caso de gestantes), salrio famlia, ajuda de custo, descanso semanal
remunerado, frias, 13o salrio, etc.

8.3.2 Descontos ou Abatimentos

        Contribuio Previdenciria, faltas e atrasos, contribuio sindical, contribuio confederativa,
alimentao, vale-transporte, penso alimentcia, Imposto de Renda Retido na Fonte, adiantamentos de
salrios*

* Valores que a empresa antecipou aos funcionrios, a ttulo de salrios, para posterior desconto em folha de pagamento.


8.4    PARCELAS RECUPERVEIS

8.4.1 Salrio-Famlia

      Valor pago ao funcionrio que tenha filhos menores de 14 anos. A referida parcela  descontada
na GRPS - Guia de Recolhimento da Previdncia Social.


8.5    ENCARGOS COMPLEMENTARES DA FOLHA DE PAGAMENTO

8.5.1 Proviso para Frias

        Segundo o regime de Competncia, as frias transcorridas e ainda no gozadas devem ser
provisionadas, de modo a se incluir o referido valor como custo ou despesa no perodo a que competir.

       O valor da proviso deve ser determinado com base na remunerao mensal do empregado e no
nmero de dias de frias a que j tiver direito.


8.5.2 Proviso para 13o Salrio
Professores Andr e Biu                                                                                                    83
                                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

        Para que os custos ou despesas mensais sejam os mais reais possveis, as empresas devero
constituir a proviso mensal do 13 salrio, que  constituda na base de 1/12 do valor bruto da Folha de
Pagamento.




001. Os dados a seguir, expressos em $ 1,00, so relativos  folha de pagamento de pessoal do ms de
     junho/ano 2:

      1. Vantagens (+)
         Despesas de Salrio                      800.000
         Salrio Famlia                           80.000       880.000

      2. Descontos Efetuados (-)
         INSS                                     86.000
         Mensalidades do Sindicato                 6.000
         Imposto de Renda Retido na Fonte         16.000
         Seguro de Vida                            2.000
         Adiantamento Salarial                   340.000        450.000

Professores Andr e Biu                                                                               84
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     3. Lquido a Pagar aos Funcionrios (=)
                                                                430.000

     4. Guia do FGTS incidente sobre a folha de junho/ano 2.        68.800

     5. Dados da guia de INSS da folha de junho/ano 2:

          a. Valor Bruto (+)
             Contribuio da Empresa                            194.000
             Contribuio dos Funcionrios                       86.000
                                                                280.000      280.000
          b. Descontos Efetuados (-)
             Salrio-Famlia                                        80.000     80.000

          c. Lquido a Pagar ao INSS (=)                                     200.000


     Sabe-se que:

          a. referida folha de pagamento de salrio do pessoal tem a seguinte composio: 60%
             corresponde  rea administrativa e 40% diz respeito  rea de vendas

          b. a empresa concedeu, durante o ms, adiantamento salarial no valor de $ 340.000, a ser
             descontado na folha de pagamento do ms.

     Pede-se, efetuar a contabilizao no Dirio e no Razo:

     1. da folha de pagamento de salrios em 30 de junho do ano 2

     2. do pagamento, mediante crdito em conta bancria, da referida folha, ocorrido em 2 de julho do
        ano 2, sendo de $ 1.000.000 o saldo anterior da conta Bancos Conta Movimento.




001. Assinale a alternativa que corresponde ao enunciado: "Documento elaborado pela empresa, no
     qual se relaciona alm dos nomes dos empregados, o montante das remuneraes, dos descontos
     ou abatimentos e o valor lquido a que faz jus cada um dos empregados."

     a.   Balancete de Verificao
     b.   Border de duplicatas
     c.   Ficha de Controle de Estoque
     d.   Folha de Pagamento

002. Representam elementos da Folha de Pagamento.

     I. Valor Bruto da remunerao
     II. Dedues do valor bruto da remunerao
     III. Valor lquido que os empregados tero direito a receber

Professores Andr e Biu                                                                             85
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Assinale a alternativa que responde as afirmativas:

      a.   Apenas as afirmativas I e II esto corretas
      b.   As afirmativas I e III esto erradas
      c.   As afirmativas II e II esto erradas
      d.   Todas as afirmativas esto corretas

003. A Folha de Pagamento deve ser contabilizada atravs do regime:

      a.   de Caixa
      b.   Misto
      c.   Democrtico
      d.   de Competncia

004. Representam rendimentos ou vantagens a que os empregados podem fazer jus:

      a.   Salrio fixo, comisses, contribuio sindical
      b.   Descanso semanal remunerado, adicional de insalubridade, penso alimentcia
      c.   Adicional de periculosidade, salrio famlia, adiantamentos de salrios
      d.   Frias, 13o salrio, contribuio previdenciria
      e.   Trabalho noturno, salrio maternidade, frias

005. Representam descontos ou abatimentos da folha de pagamentos dos empregados

      I. Contribuio previdenciria, IRRF, contribuio sindical;
      II. Adiantamentos de salrios, frias, penso alimentcia;
      III. Contribuio confederativa, vale transporte, faltas e atrasos;
      IV. Salrio fixo, comisses, descansos semanal remunerado, penso alimentcia.

      a.   As afirmativas I e II esto corretas
      b.   As afirmativas II e III esto corretas
      c    As afirmativas I e IV esto corretas
      d.   As afirmativas I e III esto corretas



006. Representam rendimentos ou vantagens da folha de pagamento dos empregados.

      I. Horas-extras, trabalho noturno, salrio maternidade
      II. Faltas e atrasos, 13o salrio, frias
      III. Adicional de periculosidade, adicional de insalubridade, IRRF
      IV. salrio fixo, frias, comisses

      a. As afirmativas I e III esto corretas       c. As afirmativas I e IV esto corretas
      b. As afirmativas II e III esto corretas      d. As afirmativas I e II esto corretas

007. Representam valores que a empresa antecipou aos funcionrios, a ttulo de salrios, para posterior
     desconto em folha de pagamento.

      a. Salrio-famlia                             c. Alimentao
      b. Vale transporte                             d. Adiantamento de salrio

008. Na folha de pagamento, representam valores que a empresa paga aos funcionrios em nome da
     Previdncia Social, porm tem o direito de recuperar quando do recolhimento do encargo social do
     INSS.

      a. Vale transporte e alimentao
      b. Adicional de periculosidade e insalubridade
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                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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      c. Ajuda de custo e trabalho noturno
      d. Salrio-famlia e salrio-maternidade

009. Complete as lacunas das frases a seguir:

      Segundo o regime de ................................ , as frias transcorridas e ainda no gozadas devem ser
      ................................... , de modo a se incluir o referido valor como ....................................... no
      perodo a que competir.

      Para que os custos ou despesas ........................... , sejam os mais .....................................
      possveis, as empresas devero constituir a ................................ do 13 salrio, que  constituda
      na base de .......... do valor ....................... da Folha de Pagamento.

      a.   Caixa, incorridas, vantagens. Mensais, fictcios, proviso, 1/30, lquido
      b.   Competncia, incorridas, rendimentos. Anuais, reais, despesa, 1/12, mensal
      c.   Caixa, provisionadas, parcelas recuperveis. Semestrais, baixos, reserva, 1/360, dirio
      d.   Competncia, provisionadas, custo ou despesa. Mensais, reais, proviso, 1/12, bruto

010. Representam encargos complementares da folha de pagamento.

      a.   Salrio-famlia e Salrio-maternidade
      b.   Alimentao e Vale transporte
      c.   Adicional de Periculosidade e Insalubridade
      d.   Proviso p/ 13 salrio e frias

011. Qual lanamento identifica a contabilizao do adiantamento de salrio?

      a. Caixa                                               c. Salrios a Pagar
         a Adiantamento de Salrio                              a Caixa

      b. Despesa de Salrios                                 d. Adiantamento de Salrio
         a Salrios a Pagar                                     a Caixa




012. Qual o lanamento que identifica a contabilizao do recolhimento dos Encargos sociais e IRRF
     referente ao ms anterior?

      a. Despesas de encargos sociais e fiscais
         a Bancos c/Movimento

      b. Bancos c/Movimento
         a Diversos
         a INSS a Recolher
         a FGTS a Recolher
         a IRRF a Recolher

      c. Diversos
         a Bancos c/Movimento
         INSS a Recolher
         IRRF a Recolher

      d. Caixa
         a Encargos Sociais e Fiscais a Recolher
         FGTS a Recolher


Professores Andr e Biu                                                                                                      87
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
013. Qual o lanamento que identifica a recuperao das parcelas de salrio-famlia e salrio-
     maternidade?

      a. INSS a Recolher
         a Diversos
         a INSS Salrio-famlia
         a INSS Salrio-maternidade

      b. Encargos Sociais
         a INSS a Recolher

      c. Caixa
         a INSS a Recolher

      d. INSS a Recolher
         a Despesas Previdencirias

014. O lanamento abaixo, poderia identificar:

      Diversos
      A Salrios a Pagar

      a.   A contabilizao das vantagens dos empregados
      b.   A contabilizao dos descontos na folha de pagamentos
      c.   A contabilizao dos encargos sociais do perodo
      d.   A contabilizao de adiantamentos de salrios

015. Dados da Folha de Pagamento de setembro do ano 3:

                           Valor Bruto dos Salrios          R$ 200.000,00
                           (-) Encargos Sociais              R$ 20.000,00
                           (-) Vale (antecipao salarial)   R$ 80.000,00
                           (-) Imposto de Renda na Fonte     R$ 20.000,00
                           (=) Lquido a Pagar               R$ 80.000,00




      O valor a ser considerado como despesa do ms de setembro de 19X3, considerando apenas os
      dados acima,  de:

      a.   R$ 80.000,00
      b.   R$ 160.000,00
      c.   R$ 180.000,00
      d.   R$ 200.000,00
      e,   R$ 280.000,00




Professores Andr e Biu                                                                          88
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9.1   CRITRIOS DE AVALIAO DO ATIVO

9.1.1 Direitos, Ttulos de Crdito e quaisquer Valores Mobilirios.

      1. Os direitos e ttulos de crdito, e quaisquer valores mobilirios sero avaliados pelo custo de
         aquisio ou pelo valor de mercado, se este for menor;

      2. Exclui-se os j prescritos;
Professores Andr e Biu                                                                              89
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      3. Efetua-se as provises adequadas para ajustar o valor provvel de realizao;

      4. O custo de aquisio poder ser aumentado, at o valor de mercado, para registro de correo
         monetria, variao cambial ou juros acrescidos.

9.1.2 Estoques

      Os estoques sero avaliados pelo custo de aquisio/produo ou mercado, entre os dois o menor.
Se o preo de mercado for menor do que o custo, faz-se a proviso para ajuste ao valor de mercado.

9.1.3 Investimentos Relevantes em Sociedades Coligadas e Controladas

      Sero avaliados pelo preo de custo, corrigido monetariamente e ajustado pelo mtodo da
equivalncia patrimonial, ou seja com base no patrimnio da coligada ou controlada.

9.1.4 Investimentos em forma de aes ou quotas que no sejam em Coligadas ou Controladas,
      ou mesmo os feitos em tais empresas, porm Irrelevantes.

      Sero avaliados pelo custo de aquisio, corrigido monetariamente, deduzido de proviso para
perda provvel na realizao de seu valor, quando esta perda estiver comprovada como permanente.

9.1.5 Demais Investimentos

       Sero avaliados pelo custo de aquisio corrigido monetariamente, deduzido da proviso para
perdas provveis na realizao de seu valor, ou da proviso para reduo ao valor de mercado, quando
este for inferior.

9.1.6 Imobilizado

       Os bens do imobilizado sero avaliados pelo custo de aquisio corrigido monetariamente,
deduzido da depreciao, amortizao ou exausto acumulada e acrescido eventualmente do valor de
reavaliao efetuada.

9.1.7 Ativo Diferido

     O Ativo Diferido ser avaliado pelo valor das despesas ou preo de custo, corrigido
monetariamente, deduzido da amortizao acumulada.




     a. Considera-se relevante o investimento:

         1. em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contbil  igual ou superior a 10%
            (dez por cento) do valor do patrimnio lquido da companhia;

         2. no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contbil  igual ou superior a
            15 % (quinze por cento) do valor do patrimnio lquido da companhia.

     b. A depreciao somente ocorre para bens tangveis


Professores Andr e Biu                                                                               90
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      c. A amortizao incide sobre bens intangveis, incide tambm sobre direitos com existncia ou
         durao limitada

      d. A exausto incide sobre recursos minerais ou florestais

      e. Via de regra o Ativo Diferido ser amortizado no prazo mximo de at dez anos, a partir do
         incio da operao normal ou do exerccio em que passem a ser usufrudos os benefcios deles
         decorrentes

      f. Os estoques de mercadorias fungveis destinadas  venda podero ser esses avaliados pelo
         preo de mercado

      g. Perda Permanente - de impossvel ou improvvel recuperao (empresas falidas, com projetos
         abandonados, por sinistros ocorridos).


9.2   CRITRIOS DE AVALIAO DO PASSIVO

9.2.1 Exibilidades

      As obrigaes, encargos e riscos, inclusive o imposto de renda, sero avaliados pelo valor
      atualizado at a data do balano

9.2.2 Obrigaes em moeda estrangeira com clusula de paridade cambial

      Os emprstimos e financiamentos em moeda estrangeira, sero convertidos em moeda nacional 
      taxa de cmbio em vigor na data do balano.

9.2.3 Obrigaes sujeitas a correo monetria

      Sero atualizadas at a data do balano.

9.2.4 Resultados de Exerccios Futuros

      Pelo seu valor lquido (receita menos despesas e custos a ela correspondente).

9.2.5 Patrimnio Lquido

      Pelo seu valor, corrigido monetariamente.




001. No balano, os elementos do ativo so avaliados segundo os seguintes critrios (art. 183 da Lei
     no 6.404/76):

      1. Os direitos e ttulos de crdito e quaisquer valores mobilirios no classificados como
         investimentos

      2. Os bens destinados  venda, assim como matrias-primas e bens em almoxarifado

      3. O Imobilizado
Professores Andr e Biu                                                                           91
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      4. O Diferido

      ( ) pelo valor da aquisio, mais a correo monetria e menos a depreciao, amortizao ou
          exausto, tambm corrigidas

      ( ) custo da aquisio, mais a correo monetria e menos a depreciao, amortizao ou
          exausto, tambm corrigidas

      ( ) custo de aquisio ou produo, deduzido de proviso para ajust-lo ao mercado, quando
          este for inferior

      ( ) pelo valor do capital aplicado, mais a correo monetria e menos a amortizao, tambm
          corrigida

      ( ) pelo custo de aquisio ou de mercado se este for menor, excludos os j prescritos e feitas
          as provises adequadas para ajust-los ao valor provvel de realizao, e ser admitido o
          aumento do custo de aquisio, at o limite do valor do mercado, para registro de correo
          monetria, variao cambial ou juros acrescidos.

002. No balano, os elementos do passivo sero avaliados de acordo com os seguintes critrios (art.
     184 da Lei no 6.404/76):

      1. As obrigaes, encargos e riscos, conhecidos ou calculveis, inclusive imposto de renda a
         pagar com base no resultado do exerccio     .
      2. As obrigaes em moeda estrangeira, com clusula de paridade cambial.
      3. As obrigaes sujeitas  correo monetria.

      ( ) sero atualizadas at a data do balano
      ( ) sero computadas pelo valor atualizado at a data do balano
      ( ) sero convertidas em moeda nacional  taxa de cmbio em vigor na data do balano

003. As atualizaes, para mais, nas contas do Ativo Circulante, Realizvel a Longo Prazo e Passivo
     so feitas atravs de:

      a.   correo monetria do balano, cujo limite mximo  a variao da UFIR
      b.   variaes monetrias, cujo limite mximo  o valor de mercado
      c.   variaes monetrias, cujo limite mximo  a variao da UFIR
      d.   nada disto




004. Marque a alternativa correta (art. 183 da Lei no 6.404/76):

      a. os investimentos em participaes no capital social de outras sociedades, ressalvados os
         investimentos avaliados pelo Custo de Equivalncia Patrimonial, so avaliados pelo custo de
         aquisio, deduzidos de proviso para perdas provveis na realizao do seu valor quando esta
         perda estiver comprovada como permanente e que no ser modificada em razo do
         recebimento, sem custo para a companhia, de aes ou quotas bonificadas

      b. os estoques de mercadorias fungveis destinados  venda podero ser avaliados pelo valor de
         mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela tcnica contbil

      c. a e b esto corretas

      d. a e b esto incorretas

Professores Andr e Biu                                                                            92
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

005. Os recursos aplicados no ativo diferido sero amortizados periodicamente, em prazo no superior a
     10 (dez) anos a partir:

      a. do incio da operao normal ou do exerccio em que passem a ser usufrudos os benefcios
         deles decorrentes

      b. do momento em que for comprovado que essas atividades no podero mais produzir
         resultados suficientes para amortiza-los

      c. do momento em que forem abandonados os empreendimentos ou atividades a que se
         destinavam

      d. nada disto


006. O critrio de avaliao dos estoques LIFO (UEPS):

      a.   pode ser adotado em todas as empresas, por fora da lei vigente no pas
      b.   no pode ser adotado em nenhuma empresa por fora da legislao ao Imposto de Renda
      c.   pode ser adotado pelas sociedades pro aes sem restrio da legislao fiscal
      d.   nada disto




10.1 CONCEITO

      Provises representam estimativas de perda de ativos ou de obrigaes para com terceiros.

      Esses eventos, embora j tenham seu fato gerador contbil ocorrido, no podem ser medidos com
exatido e tm portanto carter estimativo.

10.2 CLASSIFICAO

      As provises podem ser classificadas em dois grupos a saber:

10.2.1 Provises Retificadoras do Ativo
Professores Andr e Biu                                                                            93
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

       Aparecem no ativo de forma subtrativa, reduzindo o valor contbil do bem ou direito sob o qual se
provisionaram custos ou despesas.

10.2.2 Provises Passivas

      So classificadas no passivo exigvel indicando obrigaes.

10.3 QUANTO AO ASPECTO FISCAL

      As provises podem ser:

10.3.1 Dedutveis

      So aquelas que a legislao do Imposto de Renda permite a sua dedutibilidade quando da
determinao do lucro real.

10.3.2 Indedutveis

      So aquelas que a legislao do Imposto de Renda no permite a sua dedutibilidade quando da
determinao do lucro real.

10.4 ELENCO DE PROVISES

10.4.1 Provises Retificadoras do Ativo

      a. Provises para Crditos de Liquidao Duvidosa (dedutvel at 31/12/96);
      b. Proviso para Ajuste de Bens e Direitos ao Valor de Mercado (dedutvel at 31/12/95);
      c. Proviso para Perdas Provveis na Alienao de Investimentos (dedutvel at 31/12/95).

10.4.2 Provises Passivas

      a.   Proviso p/ Frias (dedutvel);
      b.   Proviso p/ 13 Salrio (dedutvel);
      c.   Proviso p/ Gratificao a Empregados (dedutvel at 31/12/95);
      d.   Proviso p/ Licena Prmio (dedutvel at 31/12/95);
      e.   Proviso p/ Gratificao a Administradores;
      f.   Proviso p/ Riscos Fiscais ou Eventuais;
      g.   Proviso p/ Contingncias;
      h.   Proviso p/ Resgate de Partes Beneficirias.


10.5 CONTABILIZAO

        Como regra geral as provises tm como dbitos elementos de despesas e, como contrapartida,
crditos em conta patrimoniais que, como vimos podem ser contas redutoras de ativo ou contas de
passivo exigvel.

      Exemplo:

      Despesas Provisionadas
      a Provises (ativas/passivos)


10.6 PROVISES ATIVAS

10.6.1 Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa

Professores Andr e Biu                                                                              94
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
10.6.1.1 Introduo

       A Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa ou, tambm denominada de Proviso para
Devedores Duvidosos (PDD),  de constituio facultativa para empresas que realizam vendas a prazo e
que assumem o risco de eventuais perdas no recebimento de seus crditos, constantes no balano de
encerramento e que no possuam reserva de domnio, alienao fiduciria em garantia, ou garantia
real (hipoteca, penhor ou anticrese)*.

      a. Reserva de domnio  nos contratos de compra e venda, quando o vendedor transfere a posse
         do bem, mas reserva-se a propriedade da coisa at que se realize ou implemente determinada
         condio *geralmente o pagamento integral da dvida);

      b. Alienao Fiduciria em Garantia  negcio jurdico pelo qual o devedor adquire a propriedade
         de um bem com a intervenincia (financiamento) de uma instituio financeira, obrigando-se a
         devolv-lo ao financiador caso ocorra falta ou insuficincia do pagamento do valor financiado;

      c. Garantia Real

         1. Penhor  bem mvel que o devedor entrega ao credor como garantia da dvida;
         2. Hipoteca  bem imvel em posse do devedor, garantindo a dvida para o credor;
         3. Anticrese  cesso de um bem do devedor ao credor, para seu uso ou aluguel, at receber
            os rendimentos para cobrir a dvida.


10.6.1.2 Percentual Admitido para Clculo da Proviso:

     Para efeito contbil a PDD pode ser infinita, para efeito tributrio (legislao do Imposto de Renda)
 PDD aplica-se os seguintes percentuais:

      a. a partir de 01.01.95 at 31/12/96, a mdia percentual das perdas efetivamente apuradas nos
         trs ltimos exerccios.

      b. o tratamento dado as perdas a partir do ano de 1997 ser estudado no item 6.1.5.



      Exemplo:

                                          CLCULO DA MDIA

                                           Duplicatas a               Perdas
                               Data                          Ano
                                           Receber ($)                  ($)
                            31.12 ano 1          10.000       19X2        400
                            31.12 ano 2           6.000       19X3        250
                            31.12 ano 3           4.000       19X4        150
                            Totais               20.000                   800

                               800 x 100
      % mdio de perdas =                = 4%
                                20.000

10.6.1.3 Base de Clculo da PDD

10.6.1.3.1   Para os Exerccios Encerrados at 1994

      A base de clculo da PDD ser o montante de crditos a receber oriundos da explorao da
atividade econmica da empresa, excludos os provenientes de vendas com reserva de domnio,

Professores Andr e Biu                                                                                95
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
alienao fiduciria em garantia ou com garantia real, os crditos com pessoa jurdica de direito pblico e
os crditos habilitados em falncia e concordata.

      O valor da proviso poder ser acrescido:

       da diferena entre o montante do crdito e a proposta de liquidao pelo concordatrio, nos
        casos de concordata, desde o momento em que esta for requerida;

       de valor correspondente a at 50% (cinqenta por cento) do crdito, nos casos de falncia do
        devedor desde o momento de sua decretao pela Justia (habilitao do crdito).

10.6.1.3.2    Para os Exerccios de 1995 e 1996

      Para os exerccios de 1995 e 1996, a base de clculo ser a mesma descrita acima, porm de
acordo com a lei 8.991/95, excluir-se-o, ainda, da base de clculo, os seguintes crditos:

       os crditos com pessoa jurdica coligadas, interligadas, controladoras e controladas ou
        associadas por qualquer forma;

       os crditos com administrador, scio ou acionista, titular ou com seu cnjuge ou parente at o
        terceiro grau, inclusive os afins;

       a parcela dos crditos correspondentes s receitas que no tenham transitado por conta de
        resultado (Resultados de Exerccios Futuros);

       o valor dos crditos adquiridos com coobrigao;

       o valor dos crditos cedidos sem coobrigao;

       o valor correspondente ao bem arrendado, no caso de pessoas jurdicas que operam com
        arrendamento mercantil;

       o valor dos crditos e direitos junto a instituies financeiras, demais instituies autorizadas a
        funcionar pelo Banco Central do Brasil e a sociedades e fundos de investimentos.



10.6.1.4 Contabilizao

      O registro dos fatos contbeis relativos  proviso para devedores duvidosos compreende:

      a. Constituio da proviso  a proviso deve ser constituda na data de encerramento do
         Balano. Determinado o valor a ser provisionado, faz-se o seguinte lanamento:

         D  Despesas com Devedores Duvidosos
         C  Proviso p/Devedores Duvidosos

      b. Pela baixa de ttulos incobrveis  durante o exerccio social subseqente os ttulos incobrveis
         so baixados do patrimnio da empresa atravs do seguinte lanamento:

         D  Proviso p/Devedores Duvidosos
         C  Clientes/Duplicatas a Receber


             OBS.: 1. os ttulos incobrveis devero ser debitados na conta PDD at o limite de seu saldo.
                   2. para baixar um ttulo como incobrvel,  preciso que se esgotem todos os recursos
                      necessrios  cobrana dos crditos (apontamento, protesto e execuo)


Professores Andr e Biu                                                                                      96
                                                                        S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

     c. Valor da PDD  a PDD  sempre uma estimativa, por conseqncia, obviamente est sujeita a
        erros. Assim, o valor provisionado pode ser maior ou menor do que as perdas com devedores
        insolvveis.

        1. Valor Insuficiente

           Quando o valor da PDD for insuficiente, contabiliza-se o excesso das perdas como
           despesas, debitando-se direto no Resultado do Exerccio.

            D  Perdas com Devedores Insolvveis ou Despesas de Vendas
            C  Clientes ou Duplicatas a Receber

        2. Valor a Maior

            O saldo no utilizado na proviso pode ter dois tratamentos:

        2.1 Mtodo da Complementao

             Embora menos recomendvel tecnicamente,  de, ao constituir a nova proviso para o
             perodo seguinte, fazer apenas a complementao do saldo j existente e no utilizado no
             perodo corrente.

        2.2 Mtodo da Reverso

             O saldo, porventura remanescente na conta de proviso, dever ser revertido a crdito do
             resultado do exerccio, efetuando-se a seguir a nova proviso para o perodo seguinte.

             Lanamento:

             D  Proviso p/ Devedores Duvidosos
             C  Reverso de PDD




     d. Recebimento de um Ttulo Considerado Anteriormente como Incobrvel

       D  Caixa
       C  Proviso p/ Devedores Duvidosos


           OBS.: Quando houver o recebimento de um ttulo, emitido em exerccios anteriores, e considerado
                 anteriormente como incobrvel, o lanamento ser o seguinte:
                 D  Caixa
                 C  Recuperao de Crditos ou Despesas (Outras Receitas Operacionais)



10.6.1.5 Tratamento dado as Perdas no Recebimento de Crditos a Partir de 01/01/97 (Lei No
         9430/96).

     As perdas no recebimento de crditos decorrentes das atividades da pessoa jurdica podero ser
deduzidas como despesas (perdas), nas seguintes situaes:


Professores Andr e Biu                                                                                      97
                                                                          S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     a. Crditos sem garantia de valor  at R$ 5.000,00, por operao, vencidos a mais de seis
        meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para seu recebimento;

     CONTABILIZAO:

     D  Perda
     C  Clientes/Duplicatas a Receber

     b. Crditos sem garantia de valor:

        1. acima de R$ 5.000,00 at R$ 30.000,00, por operao, vencidos a mais de um ano,
           independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, porm
           mantida a cobrana administrativa;

        2. superior a R$ 30.000,00, vencidos h mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os
           procedimentos judiciais para o seu recebimento.

     c. crditos com garantia, vencidos a mais de dois anos, desde que iniciados e mantidos os
        procedimentos judiciais para o seu recebimento ou arresto de garantias;

     d. contra devedor declarado falido ou pessoa jurdica declarada concordatria, relativamente 
        parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar.

     Contabilizao:

     D  Perda
     C  Reduo Provisria de Crdito

10.1.5.1 Crditos Recuperados

     Dever ser contabilizado o montante dos crditos que tenham sido recuperados, em qualquer
poca ou a qualquer ttulo.




     a. Em relao ao crdito recuperado da letra a) do item anterior:

     Contabilizao:

     D  Caixa
     C  Recuperao de Crditos

     b. Em relao ao crdito recuperado das letras b, c, e d do item anterior:

     Contabilizao:

     1. Pelo estorno da conta retificadora do ativo

        D  Reduo Provisria de Crdito
        C  Clientes/Duplicatas a Receber

     2. Pela recuperao do crdito

        D  Caixa
        C  Recuperao de Crditos
Professores Andr e Biu                                                                           98
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

           OBS.:
           1. No balano levantado em 31/12/96, a pessoa jurdica poder optar pela constituio da PDD, ou pelos
              critrios de perdas examinados no item acima citado;
           2. A partir do ano-calendrio de 1997, a pessoa jurdica no poder optar pela constituio da PDD.



10.6.2 Proviso para o Ajuste de Bens ao Valor de Mercado

       Segundo a Lei 6.404/76 as mercadorias e produtos de comrcio da companhia, bem como as
matrias-primas, produtos em fabricao e bens em almoxarifado, para fins de levantamento do balano
patrimonial, devero ser avaliados pelo custo de aquisio ou produo deduzidos de proviso para
ajust-los ao valor de mercado, quando este for inferior, assim conclumos que a constituio dessa
Proviso  de carter obrigatrio perante a legislao comercial.

      O valor de mercado poder ser obtido pela aplicao das seguintes regras:

      a. Para as matrias-primas e materiais de consumo, o valor de mercado corresponde ao custo de
         reposio mediante compra no mercado fornecedor;

      b. Para as mercadorias e produtos, o valor de mercado corresponde ao preo lquido de
         realizao mediante venda, deduzidos os impostos, as despesas necessrias para a venda e a
         margem de lucro.

      Constituio da Proviso

      D  Despesa com Provises
      C  Proviso para ajuste de Bens ao Valor de Mercado

       Para fatos geradores ocorridos at 31/12/95, a referida despesa era considerada dedutvel para
fins de apurao da base de clculo do Imposto de renda (Lucro Real), desde que a pessoa jurdica
comprovasse o valor de mercado dos bens provisionados.




      Reverso da Proviso

      D  Proviso para Ajuste de Bens ao Valor de Mercado (AC)
      C  Reverso de Provises (Outras Receitas Operacionais)

      Exemplo:

                       Estoque em 31-12-X2                       Valores $
                    Preo de Custo                    950.000 (Estoque Final do ano 2)
                    (-) Preo de Mercado              900.000
                    (=) Provisionar                    50.000

      Contabilizao:

     D  Despesa com Proviso
     C  Proviso para Ajuste de Estoque                            50.000

      Representao no Balano em 31 de dezembro do ano 2


Professores Andr e Biu                                                                                             99
                                                                           S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                       Ativo Circulante
            Estoque de Mercadorias                   950.000 (Estoque Inicial de 19X3)
            (-) Proviso para Ajuste de Estoque       50.000
                                                     900.000

      Reverso da Proviso no perodo seguinte:

      D  Proviso para Ajuste de Estoque
      C  Reverso de Provises*                              50.000

      onde: * - Outras Receitas Operacionais

10.6.3 Proviso para Ajuste ao Valor de Mercado de Ttulos e Valores Mobilirios

       No final do exerccio, os ttulos e valores mobilirios podero ter seus saldos majorados pelo
registro da correo monetria, da variao cambial ou dos juros acrescidos. Aps esse registro, se o
valor contbil for maior do que o de mercado, faz-se uma proviso. A norma  custo ou mercado o
menor.

       "Os direitos e ttulos de crdito e quaisquer valores mobilirios no classificados como
investimentos devero ser avaliados pelo custo de aquisio ou pelo valor de mercado se este for
menor."

       O valor de mercado para as aplicaes financeiras ser, o valor lquido de realizao, ou seja, o
valor de resgate ou de alienao, diminudo das despesas necessrias  realizao como os impostos,
taxas, comisses, etc.

      Os ttulos e valores mobilirios devero estar com seus valores ajustados at a data do balano.

      Exemplo:

       Compra de Ttulos e Valores Mobilirios por $ 10.000 (custo de aquisio), em julho de 19X5,
juros auferidos $ 1.000, correo monetria do perodo $ 2.000. Na poca do balano a cotao desses
Ttulos e Valores Mobilirios eram avaliados em $11.000.




                         Custo de Aquisio                          10.000
                         Juros Auferidos                              1.000
                         Correo Monetria do Perodo                2.000
                         (=) Valor total na poca do Balano         13.000
                         (-) Valor de Mercado (10.000,00 x 1,10)     11.000
                         (=) Valor a Provisionar                      2.000

      Contabilizao:

      D  Despesa com Proviso
      C  Proviso para Ajuste T/V.M ao Valor de Mercado            2.000

      Representao no Balano Patrimonial em 31/12/X5

      Ativo Circulante
      Investimentos Temporrios
      Ttulos e Valores Mobilirios                                13.000

Professores Andr e Biu                                                                              100
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      (-) Provises p/ Ajuste ao Valor de Mercado                   (2.000)

10.6.4 PROVISO PARA PERDAS PROVVEIS NA ALIENAO DE INVESTIMENTOS

       De constituio facultativa, classificvel no Ativo Permanente (AP) como redutora das contas de
investimentos (aes ou quotas de capital) a que corresponder.

      Esta proviso ser normalmente constituda para os investimentos avaliados pelo mtodo do custo.

      Contabilizao:

      D  Despesas no Operacionais
      C  Proviso para Perdas na Alienao de Investimentos

      Condies de dedutibilidade da proviso para fins do IR para fatos geradores ocorridos at
31/12/95. A constituio da proviso deveria ser:

      a. efetuada aps trs anos a contar da data da aquisio das aes ou quotas;
      b. fundamentada na comprovao de que a perda ser permanente, assim entendida a de
         impossvel ou improvvel recuperao (empresas falidas, com projetos abandonados, por
         sinistros ocorridos, etc.).


           OBS.:
            esta proviso somente dever ser baixada por ocasio da alienao dos investimentos objetos
             da proviso;
            esta  a nica proviso cuja contrapartida  classificada como despesa no-operacional
            Era a nica proviso passvel de correo monetria.




      Exemplo:

      A Cia XYZ, que tem participao permanente na Cia ABC h 6 anos, constatou que, aps
enchente ocorrida na investida, seu investimento no valor de $ 3.000.000 sofreria uma perda permanente
(no recupervel) de 30%.




      Clculo da Perda:

      30% x $ 3.000.000,00 = 900.000,00

      Contabilizao:

      D  Despesas no Operacionais
      C  Proviso para Perdas Permanentes            900.000

10.7 PROVISES PASSIVAS

10.7.1 Proviso para Licena Prmio

     De constituio facultativa, classificvel no Passivo Circulante. Podero ser provisionados tambm,
como despesas ou custos dedutveis, os encargos sociais (INSS, FGTS) cujo nus cabe ao empregador.

      As empresas que concederem licena-prmio a seus empregados podero, no encerramento do
exerccio social, constituir a respectiva proviso para o pagamento de licena prmio dos empregados.
Professores Andr e Biu                                                                                    101
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

     Contabilizao:

     1. Pela constituio da proviso

        Despesas com Licena-Prmio (Custo ou Despesa)
        a Proviso para Licena-Prmio

     2. Pelo pagamento da Licena-Prmio

        Diversos
        a Caixa ou Bancos
        Proviso para Licena Prmio
        Despesas com Licena Prmio (Custo ou Despesa)*

        * Pelos acrscimos (aumentos) salariais.

     3. Pela reverso do saldo no utilizado

        Proviso para Licena-Prmio
        a Reverso de Provises*

        * Outras Receitas Operacionais.

10.7.2 Proviso para Gratificao a Empregados

     De constituio facultativa, classificvel no Passivo Circulante.

      Condies de dedutibilidade da despesa provisionada para fins do Imposto de Renda, para fatos
geradores ocorridos at 31/12/95:

     a. a gratificao no dever exceder, no ano, a 788,26 UFIR por funcionrio, ou valor superior se
        previsto em acordo coletivo ou individual de trabalho;

     b. as gratificaes provisionadas devem ser pagas at a data prevista para a entrega da
        Declarao de Imposto de Renda, que tiver por base o balano, mensal ou anual, em que
        proviso foi contabilizada.



     Contabilizao:

     1. Pela constituio da Proviso

        Despesas com Gratificao a Empregados
        a Proviso para Gratificao a Empregados

     2. Pelo Pagamento

        Diversos
        a Caixa ou Bancos
        Proviso para Gratificao a Empregados
        Variaes Monetrias Passivas

10.7.3 Proviso para Frias de Empregados



Professores Andr e Biu                                                                           102
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                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      A proviso de frias  constituda com base na remunerao mensal do empregado mais os
encargos e tem a finalidade de evidenciar o montante real de despesas incorridas no perodo, de acordo
com o regime de competncia.

       Classificvel no Passivo Circulante, o valor da proviso no encerramento do perodo (mensal ou
anual), ser determinado com base na remunerao mensal e no nmero de dias de frias a que j tiver
direito na poca do balano, podendo ser provisionado tambm:

      a. Encargos Sociais (INSS, FGTS), cujo nus cabe ao empregador;
      b. Adicional de frias, ou seja, 1/3 da remunerao normal;
      c. Perodo correspondente a dez dias de frias (abono a ser pago em espcie).

10.7.3.1 Faltas Injustificadas

       Caso o empregado tenha faltas injustificadas no perodo em que adquiriu o direito s frias, a
legislao trabalhista prev a reduo do nmero de dias a serem gozados como frias, fato que
acarretar mudanas no clculo da proviso, conforme tabela e exemplos a seguir:

                                                  No de Dias de Frias a Provisionar
                    Faltas Injustificadas
                                                      por ano           por ms
                     at 5 faltas por ano                 30 dias           2,5 dias
                     de 6 a 14 faltas por ano             24 dias           2,0 dias
                     de 15 a 23 faltas por ano            18 dias           1,5 dias
                     de 24 a 32 faltas por ano            12 dias           1,0 dias

      Exemplo 1:

      O funcionrio Ivo Lima trabalha na Cia ABC h dez meses, tendo no perodo 7 faltas injustificadas.
Sabendo-se que seu salrio mensal  de R$ 270, o valor mximo a provisionar em 31 de dezembro do
ano 5, com base nesses dados, ser de:

      Clculos:

      a. no de dias de frias que tem direito:

          por ano de trabalho: 24 dias
          por ms de trabalho: 2 dias




      b. no total de dias de frias a provisionar em 31 de dezembro ao ano 5:

          10 meses x 2 dias = 20 dias

      c. Salrio do funcionrio por dia:

          270 = R$ 9
           30 dias

      d. Valor total a provisionar:

         20 dias a R$ 9,00 reais por dia                                180
         + Adicional de frias (1/3 de 180,00)                           60
         = Total a provisionar em 31 de dezembro do ano 5         240

      Contabilizao:

Professores Andr e Biu                                                                             103
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      D  Despesas de Frias
      C  Proviso para Frias
      C  Proviso para Frias                                         240

10.7.4 Proviso para 13o Salrio

      Classificvel no Passivo Circulante, poder ser constituda a razo de 1/12 do valor do salrio do
ms completo. Poder ser provisionada, tambm, a parcela dos encargos sociais (INSS, FGTS) incidente
sobre o 13o salrio cujo nus cabe ao empregador

      Considera-se como ms completo (integral), para efeito do 13o salrio, a frao igual ou superior a
15 dias de trabalho, de acordo com a legislao em vigor

      Obs.: O valor da proviso dever ser reajustado sempre que ocorrerem alteraes salariais ou
            pagamentos, nos casos de demisso.

      Contabilizao:

      1. Na constituio da proviso

          Despesas com 13o Salrio
          a Proviso para 13o Salrio

      2. Pelo pagamento

          Proviso para 13o Salrio
          a Caixa ou Bancos




      Em 31 de dezembro do ano 5 uma empresa possui direitos a receber, ou seja, crditos no valor de
$ 30.000,00. Esto inclusos neste valor :

         $ 2.000 correspondentes a crditos que no fazem parte do objeto de explorao da empresa;
         $ 1.000 corresponde  vendas de mercadorias para a SEFAZ/PE;
         $ 500 corresponde a vendas com reserva de domnio;
         $ 500 de crditos habilitados em falncia;
         $ 1.000 de crditos de concordatrios (proposta de pagamento de 80%)
Professores Andr e Biu                                                                              104
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
         $   200 de crdito com acionistas;
         $   300 de crditos com controladas;
         $   100 de crditos adquiridos com coobrigao;
         $   200 de crditos cedidos sem coobrigao;
         $   200 de crditos junto ao Bradesco S/A.

      Sabe-se que o percentual mdio de perdas registrado nos trs ltimos exerccios foi de 4%. Sabe-
se tambm que no ano de 19X6, foram realizadas as seguintes operaes:

       A empresa Cano Ltda. havia falido, e portanto no pagaria seu dbito, que era uma duplicata
        no valor de $ 200,00;

          A empresa ABC S/A pagou 15.000,00, que foram creditados em sua conta, cujo saldo devedor
          era de $16.000,00. Os seus negcios no iam bem e a cobrana do restante da dvida foi
          considerada totalmente impraticvel, incobrvel;

       Um dbito, no valor de $ 500,00, anteriormente baixado como incobrvel, foi recuperado.

      Pede-se:

      1. Constitua e contabilize a PDD para o ano 6;

      2. Efetue os lanamentos das operaes acima descritas;

      3. Se ao final do exerccio houver saldo remanescente na conta de PDD efetuar a sua reverso.




001. Todos os enunciados abaixo definem provises, exceto:

      a. parcelas do patrimnio lquido correspondentes a valores recebidos dos scios ou de terceiros
         que no representam aumento de capital

      b. redues do ativo ou acrscimos de exigibilidades que reduzem o patrimnio liquido, cujos
         valores no so ainda totalmente definidos

      c. expectativas de perdas de ativos ou estimativas de valores a desembolsar derivados de fatos
         geradores contbeis j ocorridos

Professores Andr e Biu                                                                           105
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      d. perdas economicamente incorridas, mas no obrigatoriamente liquidas e certas, que tenham
         seus valores j aproximadamente definidos.

002. Marque a alternativa correta:

      a. o valor de mercado, pare os estoques de mercadorias, corresponde ao preo liquido de
         realizao mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas
         necessrias pare a venda e a margem de lucro

      b. quando o preo de custo das mercadorias e major que o valor de mercado, a empresa devera
         deduzir, do valor dos bens, uma proviso pare ajustar o custo ao valor de mercado

      c. o Regulamento do Imposto de Renda admite como custo ou despesa operacional a proviso
         pare ajuste de custo de bens do ativo (art. 2229. Podem, assim, ser dedutveis as despesas de
         constituio da Proviso pare Ajuste de Estoques e de Ttulos

      d. todas as afirmativas esto corretas

003. Para fins de avaliao do ativo, considera-se valor de mercado, para os bens em almoxarifado e
     para as matrias-primas, o:

      a. preo pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado
      b. preo liquido de realizao mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais
         despesas necessrias pare a comercializao e a margem de lucro
      c. valor liquido pelo qual possam ser alienados a terceiros
      d. preo pelo qual tenham sido adquiridos, corrigido monetariamente, e deduzida a proviso para
         perda provvel na realizao

004. Verificou-se, no final do exerccio social, que as aes adquiridas no mercado de capitais, por uma
     determinada entidade, no classificadas no balano como investimentos (permanente) caram de
     preo a ponto de o custo de aquisio ser maior que o de mercado. O lanamento que retifica a
     conta .

      a. Ttulos e Valores Mobilirios  Aes
         a Proviso pare Ajuste de Preo de Aes

      b. Despesas Operacionais Provisionadas
         a Lucros do Exerccio



      c. Despesas Operacionais Provisionadas
         a Proviso pare Ajuste de Ttulos Mobilirios

      d. Despesas Financeiras
         a Ttulos e Valores Mobilirios  Aes

      e. Despesas Pagas Antecipadamente
         a Proviso p/Ajuste de Ttulos Mobilirios

005. Os estoques, quanto ao valor estabelecido na legislao brasileira para mercadorias, produtos
     destinados a venda e matrias-primas, devem ser avaliados:

      a.   UEPS
      b.   custo de aquisio mais despesas com transporte
      c.   custo de aquisio menos devolues e abatimentos
      d.   preo corrente de mercado ou custo de aquisio, o mais baixo

Professores Andr e Biu                                                                             106
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                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
006. Nossa empresa adquiriu 3.000 aes no total de $ 3.000. Sabe-se que, em 31.10.X6, data do
     encerramento do exerccio social, cada ao vale, a preo de mercado, $ 0,90. Se a empresa
     tenciona realizar tais ttulos no exerccio seguinte:

      a. tais aes devem constar no Ativo Circulante por $ 300

      b. tais aes devem constar no Ativo Permanente Investimento por $ 3.000, corrigidas monetria-
         mente, porque, para aquisies de aes, presume-se a permanncia

      c. tais aes devem constar no Ativo Circulante por $ 3.000 menos a proviso para ajust-la ao
         valor de mercado

      d. nada disto

007. A alternativa que contm o lanamento correto para registrar o fato acima :

      a. Aes
         a Resultado da Correo Monetria        $ 300

      b. Despesas Operacionais Provisionadas
         a Proviso p/Ajuste de Ttulos           $ 300

      c. Perdas c/Aquisio de Aes
         a Aes                                  $ 300

      d. nada disto

008. O preo de reposio de determinada mercadoria  $ 500; os impostos incidentes  15%; as
     despesas variveis de venda  12% e a margem de lucro  13% (tudo sobre o preo de reposio).
     Assim, o valor liquido de realizao :

     a.   $ 300
     b.   $ 365
     c.   $ 500
     d.   $ 200




009. O custo unitrio de determinada mercadoria, pelo critrio de avaliao FIFO (PEPS),  $ 3,00. O
     estoque final desta mercadoria  1.000 unidades. Se o preo de mercado for $ 2,80, na data do
     encerramento do exerccio, a empresa deve fazer o seguinte lanamento:

     a. Estoque Final-Mercadorias
        a Custo das Mercadorias Vendidas                          $ 2.800

     b. Despesas Operacionais Provisionadas
        a Estoque Final-Mercadorias                               $    200

     c. Despesas Operacionais Provisionadas
        a Proviso p/Ajuste de Estoques                           $    200

     d. nada disto

010. A.J. & Cia. Ltda. interessou-se por constituir a proviso pare remunerao de ferias, segundo os
     critrios estabelecidos pela legislao fiscal, ou seja, com base na remunerao mensal dos
Professores Andr e Biu                                                                            107
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                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
        empregados e no numero de dias de ferias a que j tiver direito na poca do balano. Nesta data a
        situao de seus empregados era a seguinte:

                            No de empregados       Meses de trabalho     Salrio mensal
                                   20                     15                $ 2.000
                                   10                     12                $ 1.500
                                   10                      6                $ 1.200
                                   10                      3                $ 1.000




       Calcule o valor da Proviso para Frias e faa o lanamento.

011. Ao encerrar o exerccio social, a empresa "X" constituiu a Proviso para Frias. Sabendo-se que os
     encargos sociais importam em 40% e, com base nos dados abaixo, calcule o valor e faa o
     lanamento contbil da constituio dessa proviso.
                                 o
                               N de empregados       Meses de trabalho    Salrio mensal
                                      5                     15                $ 3.000
                                     10                     12                $ 3.000
                                      6                      4                $ 3.000




012.    Assinale a alternativa que contm provises retificadoras do ativo:

        a.   Proviso para Ferias e para 13o Salrio
        b.   Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa e Reduo ao Valor de Mercado
        c.   Comisses e Gratificaes a Empregados
        d.   Participaes de Partes Beneficiarias e Dividendos

013. Assinale a alternativa incorreta:

        a. Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa, Proviso para Ajuste de Bens ao Valor de
           Mercado e Proviso para Perdas na Alienao de Investimentos so retificadoras do Ativo
        b. Classificam-se no Passivo Circulante, como exigibilidades, as seguintes provises: para Frias,
           para Licena-Prmio, pare o 13o Salrio e para Gratificaes a Empregados
        c. As provises tem carter estimativo e se referem a perdas de Ativos ou a Passivos Exigveis
        d. Provises representam expectativas de perdas de Ativos ou estimativas de valores a
           desembolsar, derivadas de fatos geradores contbeis j ocorridos
        e. A Proviso para Riscos Fiscais ou Trabalhistas  dedutvel


014. A Cia CLELISA apresenta, no incio do perodo de 1994, um saldo na conta Proviso pare
     Devedores Duvidosos de R$ 1.000,00. Durante o exerccio ocorrem os seguintes fatos:

        1. O cliente H que devia R$ 150,00 encerrou as sues atividades, pagando apenas R$ 130,00 de
           sue divide. O restante e considerado incobrvel;

        2. O cliente Z faliu, devendo R$ 150,00 pare a empresa; no haver condies de receber
           qualquer parcela do credito;

Professores Andr e Biu                                                                               108
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     3. um cliente, que havia sido considerado incobrvel no perodo anterior, pagou sue dvida no
        montante de R$ 200,00;

     4. diversas dvidas de clientes foram consideradas incobrveis durante o perodo, no montante de
        R$ 400,00.

     Sendo o saldo da conta Duplicatas a Receber no final do perodo do ano 4, de R$ 80.000,00 e a
     proviso calculada a base de I,5% sobre esse montante, o valor a ser ajustado na conta Proviso
     pare Devedores Duvidosos pelo mtodo da Complementao seria (em R$):

     a. 2.400,00                                d. 770,00
     b. 2.000,00                                e. 970,00
     c.   870,00

015. Com base na questo anterior, caso o mtodo utilizado para a proviso fosse o da Reverso, o
     valor a ser creditado na conta Reverso da Proviso pare Devedores Duvidosos, seria (em R$):

     a. 1.430,00                                d. 430,00
     b. 2.000,00                                e. 2.400,00
     c. 1.630,00

016. O saldo da conta Duplicatas a Receber constante da escriturao comercial da Cia ANDRESSA,
     por ocasio do encerramento do perodo-base, 31 de dezembro do ano 4, estava assim composto:

      R$ 50.000,00  duplicatas sacadas contra o cliente A em concordata, com proposta de
       liquidao de 70% do valor do credito;

      R$ 30.000,00  duplicatas sacadas contra o cliente B, com falncia decretada;
      R$ 100.000,00  diversas duplicatas provenientes de venda com reserva de domnio;
      R$ 510.000,00  duplicatas dos demais clientes.

     Sabendo-se que:

     a. a empresa pretende adotar o percentual de 10% para calculo da proviso para crditos de
        liquidao duvidosa;

     b. os crditos perante os clientes em concordata ou falncia foram devidamente habilitados;

     c. o percentual da relao, observada nos ltimos 3 anos, entre os crditos no liquidados e o
        total dos crditos da empresa  de 2%.

     Assinale a alternativa que contenha a importncia mxima dedutvel como proviso para crditos
     de liquidao duvidosa, na determinao do lucro real em 31 de dezembro do ano 4 (em R$):

     a. 40.200,00                               d. 69.000,00
     b. 20.700,00                               e. 81.000,00
     c. 45.000,00


017. Caso a situao descrita na questo anterior ocorresse em 31 de dezembro do ano 5, o valor
     mximo dedutvel da proviso seria (em R$):

     a. 11.800,00                               d. 40.200,00
     b. 50.200,00                               e. 10.200,00
     c. 41.800,00

018. A Cia SNPV apresentava, na data do encerramento de seu balano (31 de dezembro do ano 1), o
     seguinte inventario de sues mercadorias:
Professores Andr e Biu                                                                            109
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

                    Mercadorias    Quantidade Custo Mdio              Total $
                        A                 2.000      10,00              20.000,00
                        B                 1.000      20,00              20.000,00
                        C                   400      10,00                4.000,00
                        D                 2.000      15,00              30.000,00
                        E               20.000       12,00             240.000,00

      As cotaes de mercado, no dia 31 de dezembro do ano 1, eram as seguintes:

     Dados:

     1. R$ 9,00  2. R$ 20,00  3. R$ 11,00  4. R$ 16,00  5. R$ 11,00

     Com base nos elementos dados, a Cia. deve constituir uma Proviso pare Ajuste de Estoque no
     valor de (em R$):

     a. 2.400,00                                d. 2.000,00
     b. 26.400,00                               e. 20.000,00
     c. 22.000,00

     Dados para a questo 19, a seguir:

     a. A Cia. SNPV, que tem participao permanente na Cia. SILPA, constatou que, aps incndio
        ocorrido na Cia. investida, o valor de seu investimento de R$ 2.000.000,00 sofreria uma perda
        de 30%;
     b. O investimento foi adquirido h 5 anos e a Cia. SILPA no possui aplice de seguros contra
        incndio.

019. O valor da Despesa No-Operacional com a Constituio da Proviso pare Perdas Provveis na
     Alienao de Investimentos, ser (em R$):

     a. 180.000,00                              d. 1.400.000,00
     b. 600.000,00                              e. zero
     c. 2.000.000,00

020. Com base nos valores abaixo, determine, na data do encerramento do perodo-base (31-12-X1), o
     valor da proviso para frias e para encargos sociais sobre frias, considerando que esses
     encargos correspondem, hipoteticamente, a 20% do valor total das frias provisionadas (em R$):

                           Funcionrios         No de meses Salrio Mensal
                           Paulo da Silva                 5          120,00
                           Maria dos Santos              14          240,00




     a. 200,00 e 40,00                          d. 330,00 e 33,00
     b. 360,00 e 72,00                          e. 440,00 e 88,00
     c. 480,00 e 96,00




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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

11.1 PRINCPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE

11.1.1 Conceito

       So os preceitos resultantes do desenvolvimento da aplicao prtica dos princpios tcnicos
emanados da Contabilidade, de uso predominante no meio em que se aplicam, proporcionando
interpretao uniforme das demonstraes financeiras.

11.1.2 Objetivo

      Os princpios contbeis permitem aos usurios fixar padres de comparao e de credibilidade em
funo do reconhecimento dos critrios adotados para a elaborao das demonstraes financeiras,
aumentam a utilidade dos dados fornecidos e facilitam a adequada interpretao entre empresas do
mesmo setor.

11.1.3 Enumerao

       O Conselho Federal de Contabilidade, atravs da Resoluo n 750/93, determinou os seguintes
Princpios Fundamentais de Contabilidade:

      a. Princpio da Entidade

          o patrimnio da entidade no se confunde com o de seus scios ou acionistas ou
           proprietrio individual.

          a contabilidade  mantida para a empresa como uma entidade identificada, registrando os
           fatos que afetam o seu patrimnio e no o de seus titulares, scios ou acionistas.

          este princpio afirma a autonomia patrimonial evidenciando que este no se confunde com
           aqueles de seu scios ou proprietrios, no caso de sociedades ou instituies.

      b. Princpio da Continuidade

          a continuidade ou no da entidade, bem como sua vida definida ou provvel, devem ser
           consideradas quando da classificao e avaliao das mutaes patrimoniais, quantitativas
           e qualitativas.

          pressupe a continuidade indefinida das atividades operacionais de uma entidade at que
           hajam evidncias ou indcios muito fortes em contrrio. Por conseqncia, como as
           demonstraes financeiras so estticas no podem e no devem ser desvinculadas de
           perodos anteriores e subseqentes.

      c. Princpio da Oportunidade

          refere-se simultaneamente,  tempestividade e  integridade do registro do patrimnio e das
           suas mutaes, determinando que este seja feito de imediato e com a extenso correta,
           independentemente das causas que as originaram.




          reconhecimento imediato de ativos e passivos nos registros contbeis, considerando-se,
           inclusive, para os casos em que no haja uma prova documental concreta, a possibilidade
           de uma estimativa tcnica, razovel e objetiva, visando evitar o liberalismo por parte das
           pessoas.

Professores Andr e Biu                                                                           111
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

     d. Princpio do Registro pelo Valor Original

         os componentes do patrimnio devem ser registrados pelos valore originais das transaes
          com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do Pas, que sero mantidos
          na avaliao das variaes patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem
          agregaes ou decomposies no interior da entidade.

     e. Princpio da Atualizao Monetria

         os efeitos da alterao do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos
          registros contbeis atravs do ajustamento da expresso formal dos valores dos
          componentes patrimoniais.

         indica a necessidade de reconhecimento da perda do poder aquisitivo da moeda sobre o
          valores que integram as demonstraes financeiras.

         o objetivo do princpio da atualizao monetria , o de eliminar das demonstraes
          financeiras da entidade as distores causadas pela desvalorizao da moeda.

     f. Princpio da Competncia

         as receitas e as despesas devem ser includas na apurao do resultado do perodo em que
          ocorrerem, sempre simultaneamente quando se relacionarem, independentemente de
          recebimento ou pagamento.

         as receitas e as despesas so atribudos aos perodos de acordo com a real incorrncia dos
          mesmos, isto , de acordo com a data do fato gerador e no quando so recebidos ou
          pagos.

     g. Princpio da Prudncia

         determina a adoo do menor valor para os componentes do Ativo e do maior valor para os
          componentes do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente vlidas para
          a quantificao das mutaes patrimoniais que alterem o patrimnio lquido.

         visa a prudncia na preparao dos registros contbeis, com a adoo de menor valor par
          os itens do ativo e da receita, e o de maior valor para os itens do passivo e de despesa.


11.2 CONVENES CONTBEIS

11.2.1 Conceito

      So as normas e os procedimentos que, delimitam, restringem a aplicao dos princpios quando
existem vrias opes a serem seguidas.




11.2.2 As convenes so:

     a. Objetividade


Professores Andr e Biu                                                                         112
                                                                S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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       os registros devem ter suporte, sempre que possvel, em documentos de transaes,
        normas e procedimentos escritos e prticas geralmente aceitos no ramo da atividade
        econmica.

          para que no haja distores nas informaes contbeis, o contador dever escolher, entre
          vrios procedimentos, o mais adequado para descrever um evento contbil.

    b. Materialidade

       a fim de se evitarem desperdcios de tempo e de recursos, devem ser aplicados com rigor os
        princpios contbeis apenas para os eventos dignos de ateno pela sua materialidade, isto
        , pelo seu valor envolvido, considerando-se assim o binmio custo-benefcio.

    c. Consistncia

       desde que se tenha adotado determinado critrio, dentre vrios igualmente vlidos a luz de
        um certo princpio contbil, o critrio no deve ser alterado ao longo do tempo, caso
        contrrio se estaria prejudicando a comparabilidade dos relatrios contbeis.

    d. Conservadorismo

       no antecipar receitas e apropriar todas as despesas e perdas possveis.
       a posio conservadora ser evidenciada no sentido de antecipar prejuzo e nunca no
        sentido de antecipar lucro.




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001. Representam a essncia das doutrinas e teorias relativas a Cincia da Contabilidade consoante o
     entendimento predominante no universo cientfico-profissional de nosso pais.

      a.   Princpios Fundamentais da Contabilidade
      b.   Normas Brasileiras de Contabilidade
      c.   Regimes Contbeis
      d.   Gesto e Fatos Contbeis

002. O Principio do(a) ... reconhece o Patrimnio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia
     patrimonial, a necessidade da diferenciao de um patrimnio particular no universo dos
     patrimnios existentes.

      a. competncia                                 c. prudncia
      b. entidade                                    d. oportunidade

003. A menos que haja boa evidncia em contrrio, a Contabilidade supe que a empresa continuar a
     operar por um perodo indefinidamente longo e futuro.  o princpio da:

      a. entidade                                    c. prudncia
      b. oportunidade                                d. continuidade

004. As receitas e as despesas devem ser reconhecidas na apurao do resultado do perodo a que
     pertencem e, de forma simultnea, quando se co-relacionarem. As despesas devem ser
     reconhecidas independentemente do seu pagamento e as receitas somente quando da sua
     realizao.  o princpio:

      a.   continuidade
      b.   entidade
      c.   do registro pelo valor original
      d.   da competncia

005. A Contabilidade  mantida e executada para as entidades como pessoas distintas das pessoas
     (fsicas ou jurdicas) dos scios. A empresa  uma entidade que se distingue das pessoas que se
     acham a ela associadas.  o princpio da:

      a.   prudncia
      b.   entidade
      c.   continuidade
      d.   atualizao monetria

006. Srgio Alves paga aluguel de uma casa com rea til de 350 m2, no valor de $ 7.000. Na sala da
     frente, com uma rea de 150 m2, instalou sua firma individual. As demais dependncias continuam
     sendo utilizadas para moradia. Em vista do principio da Entidade, a despesa de aluguel deve ser:

     a.    totalmente atribuda a pessoa jurdica
     b.    rateada entre a pessoa fsica e jurdica a razo de 50%
     c.    rateada entre a pessoa fsica e jurdica, proporcionalmente a rea utilizada por elas
     d.    obrigatoriamente atribuda a pessoa fsica




007. Nas seguintes afirmaes:

     I. O registro do patrimnio e de suas posteriores mutaes deve ser feito de imediato e de forma
        integral.
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      II. Desde que tecnicamente estimvel, o registro das variaes patrimoniais deve ser feito mesmo
          na hiptese de somente existir razovel certeza de sua ocorrncia.

      a.   ambas as afirmaes referem-se ao principio contbil da oportunidade
      b.   ambas as afirmaes referem-se ao principio contbil da continuidade
      c.   a primeira afirmao trata do principio da oportunidade e a segunda da continuidade
      d.   a primeira afirmao trata do principio da continuidade e a segunda, da oportunidade

008. Por motivos de precauo, sempre que o contador se defrontar com alternativas igualmente validas
     de atribuir valores diferentes a um elemento do ativo (ou do passivo), dever optar pelo mais baixo
     para o ativo e pelo mais alto para o passivo.  o princpio da:

      a. entidade                                    c. prudncia
      b. continuidade                                d. oportunidade

009. A vida da entidade  continuada; por conseqncia como as demonstraes contbeis so
     estticas, no podem ser desvinculadas dos perodos anteriores e subseqentes. Ocorrendo a
     descontinuidade, o fato deve ser divulgado.  o princpio da:

      a. oportunidade                                d. atualizao monetria
      b. continuidade                                e. entidade
      c. prudncia

010. I. O registro deve ensejar o conhecimento universal das variaes ocorridas no patrimnio da
        entidade, em um perodo de tempo determinado, base necessria para gerar informaes teis
        ao processo decisrio da gesto;

      II. As receitas e as despesas devem ser includas na apurao do resultado do perodo em que
          ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem;

      III. Impe a escolha da hiptese de que resulte menor patrimnio lquido, quando se apresentarem
           opes igualmente aceitveis diante dos demais princpios contbeis.

      a.   entidade  competncia  prudncia
      b.   prudncia  oportunidade  continuidade
      c.   entidade  competncia  oportunidade
      d.   oportunidade  competncia  prudncia

011. Analise as afirmaes e assinale a alternativa que satisfaz

      I. O principio da prudncia somente se aplica s mutaes posteriores, constituindo-se
         ordenamento indispensvel  correta aplicao do princpio da competncia;

      II. A aplicao do principio da prudncia ganha nfase quando, para definio dos valores
          relativos as variaes patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem incerteza de
          grau varivel.

      a. verdadeira  verdadeira                     c. falsa  verdadeira
      b. falsa  falsa                               d. verdadeira  falsa




012. Refere-se, simultaneamente, a tempestividade a integridade do registro das mutaes patrimoniais,
     determinando que este seja feito no tempo certo e com a extenso correta.  o Principio
     Fundamental do(a):

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     a. entidade                                 c. continuidade
     b. oportunidade                             d. competncia

013. A avaliao dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada,
     considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos; uma vez
     integrado no patrimnio, o bem, o direito ou obrigao no podero ter alterados seus valores
     intrnsecos; o valor original ser mantido enquanto o componente permanecer como parte do
     patrimnio, inclusive quando da sada deste. So afirmaes que se referem ao princpio do(a)

     a. registro pelo valor original             c. atualizao monetria
     b. prudncia                                d. competncia

014. A moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, no representa unidade constante
     em termos de poder aquisitivo; para que a avaliao do patrimnio posse manter os valores das
     transaes originais  necessrio atualizar sua expresso formal em moeda nacional; atualizao
     monetria no representa nova avaliao, mas, to somente, o ajustamento dos valores originais.
     So afirmaes que se reportam ao princpio do(a):

     a.   registro pelo valor original
     b.   atualizao monetria
     c.   prudncia
     d.   competncia

015. Pelo regime de competncia, consagrado na Lei das Sociedades por Aes, pertencem ao
     exerccio:

      a. as despesas incorridas ou a incorrer, independentemente dos pagamentos a serem efetuados
         nos respectivos prazos
      b. as receitas recebidas ou a receber, independentemente dos vencimentos
      c. as receitas ganhas ou a ganhar, independentemente dos recebimentos futuros
      d. as despesas incorridas, independentemente dos pagamentos, e as receitas ganhas,
         independentemente dos recebimentos.

016. "As mudanas nos ativos, passivos e na expresso contbil do patrimnio lquido, devem
     reconhecer-se formalmente nos registro contbeis logo que ocorrerem, ainda que os seus valores
     sejam razoavelmente estimados e as provas documentais posteriormente complementadas",
     denomina-se Princpio:

     a.   da Oportunidade
     b.   da Competncia
     c.   da Continuidade
     d.   da Prudncia

017. Os estoques devem ser avaliados pelo "Custo ou Mercado", dos dois o menor. Esta regra est
     ligada ao Princpio:

     a.   da Oportunidade
     b.   da Prudncia
     c.   da Entidade
     d.   da Continuidade




018. O Pargrafo Primeiro do art. 187 da Lei 6.404/76, estabelece que:

     Na determinao do resultado do exerccio sero computados:

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     a. as receitas e os rendimentos ganhos no perodo, independentemente da sua realizao; e

     b. Os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas
        receitas e rendimentos.

     Essa disposio Iegal consagra o princpio fundamental da contabilidade, aprovado pelo Conselho
     Federal de Contabilidade, denominado Princpio da:

     a. Competncia                             d. Continuidade
     b. Entidade                                e. Atualizao Monetria
     c. Oportunidade

019. (ESAF-AFTN-94) Assinale a opo com texto incorreto:

     a. O uso da moeda do Pais na traduo do valor dos componentes patrimoniais constitui
        imperativo de homogeneizao quantitativa dos mesmos

     b. O reconhecimento simultneo das receitas e despesas, quando correlatas,  conseqncia
        natural do respeito ao perodo em que ocorrer sua gerao

     c. O desaparecimento, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, e o surgimento
        de um passivo, sem o correspondente ativo, consideram-se, respectivamente, despesa
        incorrida a receita realizada

     d. A atualizao monetria no representa nova avaliao, mas, to-somente, o ajustamento dos
        valores originais para determinada data, mediante a aplicao de indexadores, ou outros
        elementos aptos a traduzir a variao do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado
        perodo

     e. O principio da Prudncia impe a escolha da hiptese de que resulte menor patrimnio lquido,
        quando se apresentarem opes igualmente aceitveis diante dos demais Princpios
        Fundamentais de Contabilidade

020. (ESAF-AFTN-96) Os efeitos no resultado do exerccio decorrentes da mudana de critrio de
     avaliao dos estoques devem constar da notas explicativas. Este procedimento contbil est de
     acordo com o princpio contbil da (do):

     a.   Prudncia
     b.   Evidenciao
     c.   Custo Histrico como Base de Valor
     d.   Continuidade
     e.   Confrontao




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       O Patrimnio Lquido ou Situao Lquida corresponde a diferena entre os valores que compem
o Ativo e o Passivo Exigvel.

      Est subdividido em:

         Capital Social;
         Reservas de Capital;
         Reservas de Reavaliao;
         Reservas de Lucros;
         Lucros ou Prejuzos Acumulados;
         Aes em Tesouraria (S/A) ou Quotas Liberadas (Ltda.);
         Dividendos ou Lucros Antecipados.

12.1 CAPITAL SOCIAL

       Representa o investimento efetuado na empresa pelos proprietrios, acionista (S/A) ou quotistas
(Ltda.).

       Atendendo ao disposto no cpt do art. 182 da Lei 6.404/76, devero estar discriminados na conta
Capital Social o montante subscrito pelos scios ou acionistas e, por deduo, a parcela ainda no
realizada.

                                    Representao no Balano
                                    Patrimnio Lquido (PL)
                                    Capital Social Subscrito           100.000
                                    (-) a Realizar (a Integralizar)    (20.000)
                                    (=) Realizado (Integralizado)        80.000

      Definies:

12.1.1 Capital Subscrito

      Compromisso assumido pelos scios ou acionistas.

12.1.2 Capital Social a Realizar

      Parcela do compromisso assumido pelos proprietrios ainda no paga.

12.1.3 Capital Social Realizado

      Pagamento efetivo (total ou parcial) do compromisso assumido pelos proprietrios.

      Outras denominaes:

12.1.4 Capital Social

      Capital registrado no rgo competente em nome da sociedade.




12.1.5 Capital Nominal

       Capital registrado por uma firma ou empresa individual. Pode, tambm, representar o capital inicial
realizado da pessoa jurdica
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12.1.6 Capital Autorizado

      Quando o Conselho de Administrao  autorizado pelo estatuto da empresa a aumentar o Capital
Social, independentemente de alterao estatutria, bastando a reunio do Conselho e o registro da Ata
respectiva na Junta Comercial.

      Contabilizao:

      a. Pela subscrio

          Capital Social a Realizar
          a Capital Social Subscrito           100.000

      b. Pela Integralizao (realizao)

          Caixa ou Bancos
          a Capital Social a Realizar            80.000

12.2 RESERVAS DE CAPITAL

     So contribuies recebidas dos proprietrios e de terceiros que no representam receitas ou
ganhos que, portanto, no devem transitar por contas de resultado.

      Classificam-se como Reservas de Capital:

         Correo Monetria do Capital Realizado;
         gio na Emisso de Aes;
         Produto na Alienao de Partes Beneficirias;
         Produto na Alienao de Bnus de Subscrio;
         Prmios na Emisso de Debntures;
         Doaes;
         Subvenes para Investimentos;
         Incentivos Fiscais.

12.2.1 Reserva de Correo Monetria do Capital Realizado:

       Representa o valor da correo monetria do Capital Social Realizado at o momento de sua
capitalizao (transformao da reserva em Capital Social efetivamente) por deciso dos scios ou
acionistas.

      Contabilizao:

      Resultado de Correo Monetria
      a Reserva de Correo Monetria do Capital Social

12.2.2 Reserva de gio na Emisso de Aes:

      gio  o valor a maior, cobrado na venda de aes, pela prpria empresa.




      Esta reserva representa, portanto, a contribuio do subscritor que ultrapassar o valor nominal da
ao e a parte do preo de emisso das aes sem valor nominal que ultrapassar a importncia
destinada  formao de capital.


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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Exemplo:

      Valor pago pela ao       12
      (-) Valor da Ao          10
      (=) gio na Emisso         2

      Contabilizao:

      Caixa ou Bancos           12
      a Diversos
      a Capital Social                           10
      a Reserva de gio na Emisso de Aes       2

12.2.3 Reserva de Alienao de Partes Beneficirias

      Partes Beneficirias so ttulos sem valor nominal, emitidos pela companhia e negociveis no
mercado de valores mobilirios. No fazem parte do Capital Social, portanto no se confundem com
aes.

      As Partes Beneficirias no podem ultrapassar a 10% do Lucro, e elas podem ser:

      a. atribudas gratuitamente a fundadores, acionistas ou terceiros (no so contabilizadas como
         Reservas);
      b. alienadas a terceiros (nesse caso, a Reserva deve ser constituda)

      Contabilizao:
      Caixa ou Bancos
      a Reservas de Alienao de Partes Beneficirias

12.2.4 Reserva de Produto da Alienao de Bnus de Subscrio

      Compreende o valor ganho pela sociedade, proveniente da venda de direitos de subscrio de
aes, dentro do limite do capital autorizado. Esses ttulos conferem aos adquirentes o direito de
subscrever aes no prximo aumento de capital, sendo uma espcie de gio pago antecipadamente.

      Contabilizao:

      Caixa ou Bancos
      a Reserva de Produto da Alienao de Bnus de Subscrio

12.2.5 Reserva de Prmio na Emisso de Debntures

     Debntures so ttulos emitidos pela companhia, que representam obrigaes, de longo prazo,
dando a seus titulares, alm da participao no lucro, rendimento de juros e correo monetria. Podem
ou no ser conversveis em aes. Na emisso, podem ser vendidos a um preo superior ao seu valor
nominal; essa diferena representa um PRMIO e deve ser registrada como Reserva de Capital.

      Exemplo:

      Ttulo alienado por                550
      Valor Nominal do Ttulo            500
      Prmio na Emisso                   50

      Contabilizao:

      Caixa ou Bancos                          550

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      a Diversos
      a Debntures a Pagar (PELP)                            500
      a Reservas de Prmio na Emisso de Debntures           50

12.2.6 Reserva de Doaes

      As companhias podem receber doaes em dinheiro, crditos/direitos ou em bens. Os ativos
recebidos em doao devem ser contabilizados pelo valor de mercado. Por exemplo, se a empresa
receber um terreno, dever avali-lo, atravs de laudo, para saber quanto lhe custaria caso o tivesse
comprado. Esse dever ser ento o valor do imvel e o da reserva respectiva.

      Exemplo: Terreno recebido em doao, avaliado no mercado por R$ 10.000

      Contabilizao:

      Terreno Recebido em Doao
      a Reserva de Doaes                       10.000

12.2.7 Reserva de Subveno para Investimentos

      Subveno so os valores concedidos s empresas pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal
como incentivo ou ajuda a setores econmicos, em cujo incremento tenha interesse. As subvenes,
quando concedidas s empresas, podem se destinar a financiar a implantao ou expanso de
empreendimentos (subvenes para investimentos) ou para cobrir dficits de empresas pblicas ou
sociedades de economia mista (subvenes para custeio).

     As subvenes para investimento podem assumir a forma de iseno ou reduo de impostos e
devem ser contabilizadas a crdito de conta classificada como reserva de capital.

      Contabilizao:

      Caixa ou Bancos
      a Reserva de Subvenes para Investimentos

12.2.8 Reserva de Incentivos Fiscais

      So os incentivos no includos nas subvenes para investimentos, tais como os relativos aos
fundos setoriais de desenvolvimento FINOR, FINAN e FUNRES, que correspondem  reduo do valor
devido como imposto de renda pela pessoa jurdica para a aplicao nesses fundos.

      Contabilizao:

      Incentivos Fiscais a Aplicar (AP)
      a Reserva de Incentivos Fiscais

12.2.9 Utilizao das Reservas de Capital

      As Reservas de Capital somente podero ser utilizadas para:

      a. absoro dos prejuzos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros;
      b. resgate, reembolso ou compra de aes;
      c. resgate de parte beneficirias;




      d. incorporao ao capital social;
      e. pagamento de dividendos a aes preferenciais, quando esta vantagem lhe for assegurada.
Professores Andr e Biu                                                                            121
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS


         OBS.: A Reserva de Correo Monetria do Capital somente poder ser utilizada para aumentar o valor do
         capital social.


12.3 RESERVAS DE REAVALIAAO

      Reavaliao representa a complementao, at o valor de mercado, pela diferena entre este valor
e o do custo contbil do bem, corrigido monetariamente.

      Exemplo:

      Equipamentos:
      Valor de Mercado                        500.000
      (-) Custo Contbil Corrigido            360.000
      (=) Reavaliao                         140.000

      Contabilizao:

      Bem Reavaliado (Equipamentos)
      a Reserva de Reavaliao                140.000

12.3.1 Baixa da Reserva de Reavaliao

       A reserva de reavaliao constituda ser baixada contra a conta de lucros acumulados ou a
crdito de resultado no operacional  medida que o ativo reavaliado for sendo realizado mediante
depreciao, amortizao, exausto, alienao ou baixa por perecimento ou obsolescncia.

      Tomando o exemplo acima, e sabendo que a taxa de depreciao de equipamentos  de 10% a.a.,
teramos os seguintes lanamentos:

      10% de 500.000,00 = 50.000

      Contabilizao:

      Despesa de Depreciao
      a Depreciao Acumulada  Equipamentos
      Pela depreciao do perodo                            50.000

      Reserva de Reavaliao
      a Lucros Acumulados
      Pela realizao parcial da reserva
      em decorrncia de depreciao do
      bem reavaliado                                         14.000

12.4 RESERVAS DE LUCROS

      So as contas constitudas pela apropriao de lucros da companhia. Representam "lucros
reservados". So lucros contabilmente realizados que ainda no foram distribudos aos scios ou
acionistas.




      Classificam-se como Reservas de Lucros:
Professores Andr e Biu                                                                                           122
                                                                            S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

        Reserva Legal
        Reservas Estatutrias
        Reservas para Contingncias
        Reservas de Reteno de Lucros
        Reserva de Lucros a Realizar
        Reserva Especial de Lucros para Dividendos Obrigatrios no Distribudos.

     Contabilizao:

     a. Constituio da Reserva

         Lucros ou Prejuzos Acumulados
         a Reservas de Lucros

     b. Pela reverso da reserva - quando tais reservas deixarem de ter fundamento, por j terem sido
        realizados os motivos para os quais foram constitudas.

         Reservas de Lucros
         a Lucros ou Prejuzos Acumulados

12.4.1 Reservas de Lucro

12.4.1.1 Reserva Legal

         1. Finalidade  assegurar a integridade do capital social, aumentando o capital social ou
            absorvendo prejuzos;
         2. De natureza obrigatria;
         3. Limite  20% do capital social realizado;
         4. Base de clculo  o Lucro Lquido do Exerccio;
         5. Percentual aplicado  5%;
         6. No precisar ser constituda quando:

         6.1 o seu saldo atingir a 20% do valor do Capital Social (corrigido); a Reserva Legal no
             poder exceder este limite, cuja observncia, pela companhia  obrigatria.

         6.2 o seu saldo, antes da constituio referente ao exerccio, somado ao montante das
             reservas de capital (exceto a Reserva de Correo Monetria do Capital), atingir 30% do
             Capital Social (corrigido); a companhia poder deixar de constituir a reserva caso este
             limite seja atingido, cuja observncia , pois, facultativa.

     Contabilizao:

     Lucros ou Prejuzos Acumulados
     a Reserva Legal

12.4.1.2 Reservas Estatutrias

         1. De constituio facultativa;
         2. Finalidade, base de clculo, valor e limite - de acordo com o estatuto;
         3. Tipos de Reservas Estatutrias (previstas no Estatuto)

             Reserva para Aumento do Capital;
             Reserva para Resgate de Debntures;




Professores Andr e Biu                                                                           123
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
             Reserva para Resgate de Partes Beneficirias;
             Reserva para a Amortizao de Aes.

         Contabilizao:

         Lucros ou Prejuzos Acumulados
         a Reservas Estatutrias

12.4.1.3 Reservas Para Contingncias

      1. De constituio facultativa;
      2. Finalidade  compensar prejuzos futuros, cujo valor possa ser estimado;
      3. Valor  de acordo com a assemblia, que dever indicar a causa da perda prevista e justificar,
         quais as razes de prudncia que recomendem a sua constituio;

         Contabilizao:

         a. Pela constituio

            Lucros ou Prejuzo a Acumulados
            a Reservas para Contingncias

         b. Pela reverso  quando as causas que justificaram sua constituio no mais existirem, ou
            no havendo perda total.

               Reservas para Contingncias
               a Lucros ou Prejuzos Acumulados

12.4.1.4 Reservas de Reteno de Lucros

         1. De constituio facultativa;
         2. Finalidade  separar parte do lucro apurado, visando manter tais recursos na companhia
            para aplicao em projetos de expanso;
         3. Base de Clculo  de acordo com oramento aprovado na assemblia

      Contabilizao:

      a. Pela constituio

         Lucros ou Prejuzos Acumulados
         a Reserva de Reteno de Lucros

      b. Pela reverso

         Reserva de Reteno de Lucros
         a Lucros ou Prejuzos Acumulados

12.4.1.5 Reserva de Lucros a Realizar

       Significado de Lucros a Realizar: tendo em vista que a contabilidade adota o regime de
competncia, para registrar suas operaes, pode ocorre que a empresa venha a apurar um lucro lquido
sem o correspondente acrscimo em disponibilidades. Tais lucros apesar de econmica e contabilmente
realizados, esto financeiramente por realizar (Lucros a Realizar).




      Lucros a Realizar:
Professores Andr e Biu                                                                            124
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      I. Saldo Credor da Correo Monetria;

      II. O aumento do valor do investimento em coligadas e controladas, ou seja, o Resultado Positivo
          da Equivalncia Patrimonial;

      III. O lucro em vendas a prazo realizvel aps o trmino do exerccio seguinte, ou seja, o lucro
           proveniente das vendas classificadas no ARLP.

      Esta reserva  de constituio facultativa, porm s existir quando a soma dos Lucros a Realizar,
forem maiores que o somatrio das demais Reservas de Lucros constitudas no perodo.

      Contabilizao:

      a. Pela constituio.

         Lucros ou Prejuzos Acumulados
         a Reservas de Lucros a Realizar

      b. Pela reverso em funo da realizao dos lucros a realizar.

         Reserva de Lucros a Realizar
         a Lucros ou Prejuzos Acumulados

12.4.1.6 Reserva Especial de Lucros para Dividendos Obrigatrios no Distribudos

      Quando a sociedade tem dividendo obrigatrio a distribuir e no existem recursos financeiros para
seu pagamento, ela poder no efetuar a distribuio (art. 202.  4o e 5o da Lei 6.404/76); os lucros que
deixarem de ser distribudos sero registrados como reserva especial e, se no absorvidos por prejuzos
subseqentes, devero ser pagos como dividendos assim que o permitir a situao financeira da
companhia.

      Sendo tal reserva classificada no PL, seu saldo ser corrigido monetariamente e o pagamento dos
dividendos, quando for possvel, sero efetuados pelo seu valor atualizado.

      Contabilizao:

      a. Pela constituio

         Lucros ou Prejuzos Acumulados
         a Reserva de Lucros para Dividendos Obrigatrios

      b. Pela reverso

         Reserva de Lucros para Dividendos Obrigatrios
         a Lucros ou Prejuzos Acumulados

12.5 ATUALIZAO MONETRIA DE DIVIDENDOS

      A pessoa jurdica que distribuir, no perodo, lucros ou dividendos declarados no perodo anterior,
pelo seu valor atualizado monetariamente at a data do pagamento ou do crdito, poder deduzir o valor
correspondente como Variao Monetria Passiva.




      Contabilizao:
Professores Andr e Biu                                                                              125
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      1. pela atualizao monetria

         Variao Monetria Passiva
         a Dividendos a Pagar

      2. pelo pagamento
         Dividendos a Pagar
         a Disponvel (Caixa ou Bancos)

      A companhia que receber os lucros ou dividendos mencionados anteriormente dever registrar a
sua correo monetria:

      a. como variao monetria ativa se a participao societria for avaliada pelo mtodo da
         equivalncia patrimonial.

      Contabilizao:

      1. pela atualizao monetria

         Dividendos a Receber
         a Variao Monetria Ativa

      2. pelo recebimento
         Disponvel
         a Dividendos a Receber

      b. como receita de lucros ou dividendos nos demais casos.

         1. pela atualizao monetria
            Dividendos a Receber
            a Receita de Lucros ou Dividendos

         2. pelo recebimento
            Disponvel
            a Dividendos a Receber


12.6 LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS

      O saldo existente na conta Lucro ou Prejuzos acumulados, representam por exemplo, os lucros
no distribudos, no capitalizados ou ainda no apropriados na formao de reservas de lucros.

      Sero considerados, ainda, no saldo inicial de Lucros ou Prejuzos Acumulados os ajustes
(devedores ou credores) de perodos base anteriores decorrentes de mudana de critrio contbil ou erro
imputvel a perodos anteriores.

       Compensao do Prejuzo Contbil: o prejuzo apurado no exerccio dever ser obrigatoriamente
absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva legal, nessa ordem. Se aps
esgotadas todas as reservas de lucros, ainda persistir saldo de prejuzos a compensar, o valor
correspondente poder ser compensado , subsidiariamente pelas reservas de capital (exceto a reserva
de correo monetria do capital social realizado, que somente pode ser utilizada para aumentar o capital
social).




12.7 CONTAS RETIFICADORAS DO PATRIMNIO LIQUIDO
Professores Andr e Biu                                                                              126
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

12.7.1 Capital a Realizar

      Conforme j definimos, Capital a Realizar , a parcela do compromisso assumido pelos scios,
ainda no paga, portanto, esta conta  devedora, indicando a obrigao dos scios para com a empresa.

12.7.2 Aes em Tesouraria

      A conta Aes em Tesouraria registrar o valor das aes da companhia que foram adquiridas por
ela prpria, para revend-las futuramente, e pode ser feito com o objetivo de participar no mercado de
suas prprias aes, visando influir na quotao delas.



            OBS.:
            1. Enquanto mantidas em tesouraria, tais aes no tero direito a dividendos nem a voto;
            2. Nas empresas limitadas, a aquisio de suas prprias quotas  classificada numa conta
               denominada Quotas Liberadas, redutora do PL;
            3. Aes em Tesouraria ser classificada no Balano como retificadora da conta do PL que deu a
               origem de recursos para a aquisio das mesmas;
            4. Lucro ou prejuzo na venda de Aes em Tesouraria - tais resultados devem ser registrados
               diretamente em contas de Reservas ou Lucros que formam o PL, sem transitar por receitas e
               despesas.


      Contabilizao:

      Aes em Tesouraria
      a Caixa ou Bancos


12.7.3 Lucros ou Dividendos Antecipados

      A companhia que distribuir lucros ou dividendos por conta de resultado de perodo-base no
encerrado dever registrar o valor distribudo em conta retificadora de Lucros ou Prejuzos Acumulado.

       O saldo desta conta ser corrigido monetariamente a partir do ms do efetivo pagamento ou
crdito dos lucros e dividendos a que se refere. No final do ano, aps a apurao do resultado, encerra-
se a conta debitando seu saldo na conta de Lucros ou Prejuzos Acumulados.

      Contabilizao:

      Lucros ou Dividendos Antecipados (redutora de PL)
      a Disponvel ou Dividendos a Pagar




Professores Andr e Biu                                                                                      127
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




001. Para as sociedades annimas,  obrigatria a compensao do prejuzo contbil na seguinte
     ordem:

      a.   lucros acumulados, reservas de lucros e reserva legal
      b.   lucros acumulados, reservas de capital e reservas de lucros
      c.   reservas de lucros, reservas de capital e lucros acumulados
      d.   reservas de lucros, lucros acumulados e reserva de capital
      e.   reservas de capital, reservas de lucros e lucros acumulados

002. O patrimnio lquido de determinada empresa, cujo capital representa 1.000 de aes, est assim
     composto:

      Capital Social                         $ 1.000
      Reservas de Reavaliaes               $ 200
      Reservas de Lucros                     $    50
      Lucros ou Prejuzos Acumulados         $ 250
                                             $ 1.500

      O valor nominal e patrimonial da ao so, respectivamente:

      a.   $ 1,50 e $ 1,00
      b.   $ 1,00 e $ 1,50
      c.   $ 1,00 e $ 1,00
      d.   $ 1,50 e $ 1,50

003. Capital Social $ 1.000, Reserva para Aumento de Capital $ 80, Reserva de Correo Monetria do
     Capital Social $ 160, Reserva Legal $ 120, Capital Social a Realizar $ 100, Prejuzos Acumulados
     $ 40, Aes em Tesouraria $ 20. O valor do Patrimnio Lquido :

      a.   $ 1.220
      b.   $ 1.240
      c.   $ 1.200
      d.   $ 1.280

004. O prejuzo do exerccio ser obrigatoriamente absorvido, com a utilizao de recursos, na seguinte
     ordem:

      a.   pela reserva legal, lucros acumulados e capital social
      b.   pelos lucros acumulados, reservas de capital e reserva legal
      c.   pela reserva legal, reservas de capital e reservas de lucros
      d.   pelos lucros acumulados, reservas de lucros e reserva legal

005. Tem por finalidade assegurar a integridade do capital social:

      a.   a Reserva Legal
      b.   a Reserva de Correo Monetria do Capital Social
      c.   a Reserva para Contingncias
      d.   a Reserva de Lucros a Realizar


006. Sabendo-se que o Patrimnio Lquido da empresa :

Professores Andr e Biu                                                                            128
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                                              Elementos                          $
                       Capital Social                                            5.000
                       Reserva de Correo Monetria do Capital Social           2.000
                       gio na Emisso de Aes                                    900
                       Reserva de Alienao de Partes Beneficirias                600
                       Prmios na Emisso de Debntures                            300
                       Reserva de Reavaliaes                                   1.500
                       Reserva Legal                                               500
                       Reserva para Aumento de Capital                             350
                       Reserva para Contingncias                                  120
                       Reserva para Plano de Investimentos                         200
                       Reserva de Lucros a Realizar                                980
                       Lucros Acumulados                                           450
                       Total do Patrimnio Lquido                              12.900




      Se o Lucro Lquido do Exerccio  $ 10.000, a empresa:

      a.   est obrigada a constituir a Reserva Legal de $ 500
      b.   est obrigada a constituir a Reserva Legal de $ 100
      c.   poder deixar de constituir a Reserva Legal
      d.   nenhuma resposta acima

007. No exerccio social encerrado em 31 de dezembro do ano 4, Anta Gorda S/A apurou um Lucro
     Lquido de $ 30.000. Naquela data, o Capital Social apresentava um saldo de $ 40.000 e a Reserva
     Legal, $ 7.500. Face a legislao comercial em vigor, o valor mximo da Reserva Legal a ser
     constituda em 31 de dezembro do ano 4  :

      a. $ 1.500                                     c. $ 1.000
      b. $ 2.500                                     d. $ 500

008. Em 31 de dezembro do ano 3, foi constituda a Reserva para Contingncia no valor de $ 300. Se,
     em 15 de outubro do ano 4, deixaram de existir as razoes que justificaro sua constituio, o
     lanamento a ser efetuado:

      a. Reserva para Contingncia
         a Resultado do Exerccio                    $ 300

      b. Resultado do Exerccio
         a Reserva para Contingncias                $ 300

      c. Reserva para Contingncias
         a Lucros ou Prejuzos Acumulados            $ 300

      d. Reserva para Contingncias
         a Perdas Futuras                            $ 300

Professores Andr e Biu                                                                               129
                                                                         S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
009. Na Constituio da Reserva para Contingncias, de acordo com os preceitos da Lei no 6.404/76,
     deve-se considerar:

      a. que ela dever ser classificada no Passivo Circulante
      b. que, na data em que ocorrer a perda extraordinria, esta ser reconhecida, contabilmente como
         despesa, para atender o que determina o regime de competncia, e que a reserva ser
         revertida no exerccio em que deixa de existir o motivo de sua constituio
      c. que no pode dificultar o pagamento do dividendo obrigatrio
      d. que ela no pode ultrapassar a 30% do Capital Social


010. Encantado S/A apurou, no exerccio do ano 4, um lucro lquido de $ 1.500. Neste resultado esto
     includos lucros a realizar, conforme abaixo se discrimina:

                     Resultado da Correo Monetria (saldo credor)          $ 320
                     Receita de Participaes Societrias                    $ 280
                     Lucro na venda a longo prazo                            $ 100
                     = Lucros a Realizar                                     $ 700

      Parte do lucro lquido destinado a formao de reservas, conforme se demonstra:

                     Reserva Legal                                         $ 75
                     Reserva para Aumento de Capital                       $ 125
                     Reserva para Plano de Investimento                    $ 250
                     Reserva para Contingncias                            $ 350
                     Soma                                                  $ 800

      Assim, o valor mximo a ser utilizado para a constituio da Reserva de Lucros a Realizar :

      a. $ 775                    b. $ 100                    c.   $ 700                d. $ 0


011. Marque a alternativa que contem reservas que podem ser constitudas independentemente do
     resultado apurado:

      a. Reserva de Reavaliaes, Reserva de Doaes e Subvenes e Reserva de Correo
         Monetria do Capital Social
      b. Reserva Legal e Reserva para Aumento do Capital Social
      c. Reservas para Plano de Investimentos e Reserva para Contingncias
      d. Reserva de Lucros a Realizar e Reserva Especial para Dividendos no Distribudos


012. Calcule o valor do patrimnio liquido de AJF Ltda., abaixo:

                                              Elementos                         $
                              Capital Social                                  10.000
                              Prejuzos Acumulados                             1.800
                              Aes em Tesouraria                              1.300
                              Correo Monetria do Capital Realizado          2.500
                              Capital a Realizar                               2.500

      a. $ 12.500              b. $ 8.200               c. $ 10.000                     d. $ 6.900


013. Ao final do perodo do ano 1, antes da destinao do lucro lquido do exerccio, observaram-se os
     seguintes saldos nas contas da Cia. PVSN:


Professores Andr e Biu                                                                              130
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                                        Elementos                          $
                         Capital Social                                20.000,00
                         Reserva Legal                                  5.000,00
                         Reservas de Capital:
                          Correo Monetria do Capital               10.000,00
                          Doaes e Subvenes p/Investimentos         5.000,00
                          Lucro Liquido do Perodo-base ano 1           4.000,00




      Com base nos dados acima, o valor mximo que dever ser destinado para a constituio da
      Reserva Legal, no ano 1,  de:

      a.   200                                      d. no existe obrigao de constituio de reserva
      b. 1.000                                      e. 50
      c.   100

014. So classificadas no Patrimnio Lquido, as seguintes somas:

      a. Aes em Tesouraria e/ou Quotas Liberadas

      b. Capital Social a Realizar e Dividendos Distribudos Antecipadamente (por contado resultado do
         perodo-base)

      c. Prejuzos Acumulados e Reserva de Bnus para Subscrio

      d. Reserva de Incentivos Fiscais, Reserva de Subvenes para Investimentos e Reserva de
         Reavaliao

      e. Todas as alternativas esto corretas

                                        Elementos                      $
                             Capital Social (valor corrigido)       20.000,00
                             gio na Emisso de Aes                  400,00
                             Reserva Legal                           3.960,00
                             Lucros Acumulados                         600,00




015. O Patrimnio Liquido da Comercial PVSN S/A, em 31-12-X3, antes da destinao do resultado do
     exerccio, estava assim constituda:

      O lucro lquido do exerccio foi de $ 4.000,00, do qual deve se destinar a Reserva Legal a
      importncia de:

      a. $ 1.040,00                                 d. $ 2.000,00
      b. $ 400,00                                   e. zero
      c. $    40,00

016. Assinale a alternativa correta:



Professores Andr e Biu                                                                                  131
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      a. os Grupos de Reservas que compem o Patrimnio Lquido so: Reservas de Capital,
         Reservas de Reavaliao e Reservas de Lucros

      b. so consideradas como Reservas de Capital: Reserva de Correo Monetria do Capital,
         Reserva de gio na Emisso de Aes, Reserva de Prmio na Emisso de Debntures,
         Reserva de Alienao de Partes Beneficirias, Reserva de Doaes, Reserva de Subvenes
         para Investimentos, Reserva de Incentivos Fiscais e Reserva de Bnus de Subscrio

      c. so consideradas como Reservas de Lucros: Reserva Legal, Reservas Estatutrias, Reserva
         para Contingncias, Reserva Especial de Lucros a Realizar, Reserva de Planos para
         Investimentos e Reserva de Lucros para Dividendos

      d. Aes em Tesouraria ou Quotas Liberadas so contas retificadoras (redutoras) do Patrimnio
         Lquido

      e. todas as alternativas esto corretas


017. A Cia. de Produtos Alimentares Paulo, Andr e Claudia reavaliou imvel de sua propriedade, cujo
     valor de mercado foi avaliado, no laudo competente, em R$ 200.000,00. Sabendo-se que o valor
     contbil, corrigido monetariamente, do referido imvel era de R$ 80.000,00, a companhia dever:

      a. lanar a diferena de R$ 120.000,00 a dbito do imvel e a crdito da conta de Reserva de
         Reavaliao
      b. proceder  correo monetria do imvel, lanando a contrapartida da reavaliao em conta de
         resultado
      c. lanar a diferena de R$ 120.000,00 a crdito de conta de Reserva de Capital, uma vez que ela
         no corresponde a resultado auferido pela empresa em suas operaes mercantis
      d. lanar a contrapartida do aumento do valor do imvel em Reservas de Lucros a Realizar, j que
         a valorizao do imvel s estar financeiramente disponvel para a empresa se ele for alienado
         a terceiros
      e. nada a fazer, pois a Lei das Sociedades Annimas dispe que os bens integrantes do Ativo
         Permanente devem ser avaliados pelo seu custo de aquisio

018. Informaes (exerccio social do ano 3)
            Elementos                                                                     $
             Lucro Lquido do Exerccio                                              100.000.000
             Capital Social (subscrito e integralizado)                              800.000.000
             Reserva de Correo Monetria do Capital Social                         500.000.000
             Reserva Legal ( saldo do Balano anterior, atualizado Monetariamente)   120.000.000
             Reserva de Capital
             Prmio recebido na emisso de debntures                                140.000.000
             Subvenes, do Poder pblico, para investimentos                        150.000.000




      A Cia Comercial Bandeirantes, a quem se referem as informaes  retro, estava:

      a. obrigada a constituir uma reserva legal de $ 5.000.000
      b. obrigada a constituir uma reserva legal de $ 40.000.000
      c. obrigada a constituir uma reserva legal de $ 65.000.000

Professores Andr e Biu                                                                              132
                                                                        S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      d. desobrigada a pagar dividendos aos acionistas
      e. desobrigada a constituir a reserva legal

019. O estatuto da Comercial Magela S.A  omisso quanto ao pagamento de dividendos. No exerccio
     social findo em 31 de janeiro do ano 3, o seu contador estabeleceu a base de clculo do dividendo
     obrigatrio a pagar com base nos seguintes elementos:
             Lucro Lquido do Exerccio                                            $ 80.000.000
             Quota destinada a constituio de Reserva Legal                       $ 2.000.000
             Reverso de Reserva para Contingncia formada em exerccio anterior   $ 18.000.000
             Lucro a Realizar transferido para a respectiva reserva                $ 4.000.000




      Em decorrncia, os acionistas tiveram o direito de receber, naquele exerccio, a importncia de:

      a. 52.000.000                                  d. 26.000.000
      b. 40.000.000                                  e. 32.000.000
      c. 46.000.000

020. A Cia Industrial Santa Helena recebeu, em 31 de dezembro do ano 3, uma Subveno para
     Investimentos feita por pessoa jurdica de direito pblico com a finalidade especfica de adquirir
     equipamentos para expandir o seu empreendimento econmico. Segundo a Lei das Sociedades
     por Aes, esse tipo de subveno deve ser classificado, na beneficiria, como:

      a. reserva para contingncia                   d. receita operacional
      b. reteno de lucro                           e. reserva de capital
      c. reserva legal




13.1 INTRODUO

        Regra geral, os bens e direitos de natureza permanente, cuja vida til (bens) ou prazo de exerccio
(direitos) seja superior a um ano, sujeitam-se a depreciao, amortizao ou exausto, conforme o caso.

      Assim, podero ser debitados diretamente a resultado do exerccio, como custo ou despesa
operacional, o valor de aquisio dos elementos patrimoniais de vida til ou prazo de exerccio inferior a
um ano (Conveno da Materialidade).

        Tambm podero deixar de ser imobilizados os bens e direitos cujo valor unitrio no supere o
limite fixado na legislao tributria, mesmo que o prazo de vida til seja superior a um ano (Conveno
da Materialidade).

      A base de clculo da depreciao, amortizao ou exausto ser:

      a. Custo corrigido, assim entendido o custo histrico ajustado pela correo monetria;
      b. Valor de reavaliao decorrente de novas avaliaes efetuadas no ativo imobilizado.

13.2 DEPRECIAO



Professores Andr e Biu                                                                                  133
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Representa a diminuio do valor dos bens corpreos que integram o ativo permanente, em
decorrncia de desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ao da natureza ou obsolescncia tecnolgica.

       Ser calculada pela aplicao da taxa de depreciao, fixada em funo da vida til do bem, sobre
o valor dos bens objeto de depreciao.

13.2.1    Taxas Usuais

                                                                                Taxa     Vida til
                                    Espcie de Bens
                                                                                Anual    Estimada
             1- Edifcios, construes e benfeitorias                             4%      25 anos
             2- Equipamentos, ferramentas, mquinas, instalaes, etc            10%      10 anos
             3- Mveis e utenslios                                              10%      10 anos
             3- Semoventes (animais de trao)                                   20%      5 anos
             4- Computadores e perifricos                                       20%      5 anos
             5- Veculos (passageiros ou carga)                                  20%      5 anos
             6- Motociclos, tratores e caminhes fora-da-estrada                 25%      4 anos

13.2.2    Ativos de Natureza Permanente no Sujeitos  Depreciao

          No  admitido o registro de quota de depreciao em relao aos seguintes bens:

          a. Terrenos, salvo em relao aos melhoramentos, benfeitorias e construes;
          b. Prdios ou construes no alugados e nem utilizados na produo de bens ou servios
             destinados a manter a atividade da empresa;
          c. Bens que aumentam de valor com o tempo como as antigidades e as obras de arte;
          d. Bens para os quais sejam registradas quotas de amortizao ou exausto.




                OBS.:

           1. As empresas podero usar taxas superiores s fixadas desde que comprovem, mediante laudo
              pericial de rgo tcnico, sua adequao ao tempo de vida til do bem;

           2. Os imveis alugados, classificados no ativo permanente como investimentos, podem ser
              depreciados normalmente;

           3. A despesa de depreciao dos bens cedidos em comodato, desde que a cesso seja
              necessria  atividade da empresa cedente ser dedutvel na apurao do Lucro Real;

           4. A depreciao pode ser contabilizada a partir do ms em que o bem foi instalado, colocado
              (posto) em funcionamento ou em condies de produzir;

           5. Caso a empresa adote taxas inferiores  permitida, o valor no contabilizado em um perodo
              no poder ser recuperado posteriormente atravs da utilizao de taxas superiores s
              mximas, anualmente, permitidas para cada perodo. Nesse caso, haver uma dilatao no
              prazo durante o qual se poderia depreciar o respectivo bem;

           6. O valor total da Depreciao (normal ou acelerada) no poder passar o valor do bem
              corrigido monetariamente.



13.2.3 Clculo da Depreciao

         a. Depreciao Anual = Taxa Anual x Valor do bem no balano anterior ou no incio do perodo
Professores Andr e Biu                                                                            134
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                     CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
          b. Depreciao dos Acrscimos = Taxa Ajustada x Valor dos acrscimos (aquisies)

          Taxa Ajustada = Taxa Anual x Numero de meses de uso do bem no perodo 12

          c. Depreciao Mensal = Depreciao do perodo (anual ou acrscimos)
             Nmero de meses do perodo

          Exemplo: Calcule a depreciao a ser registrada na conta veculos em 31 de dezembro do ano 1,
          que tinha saldo no balano de 31/12/X0 no valor de R$ 24.000,00.

          Clculo:

          Depreciao Anual = 20% x 24.000,00 = 4.800,00

          Contabilizao

          Despesa de Depreciao
          a Depreciao Acumulada              4.800,00

13.2.4 Depreciao Acelerada em Razo dos Turnos de Operao

      A depreciao acelerada consiste em atribuir coeficientes multiplicadores em funo do nmero de
horas dirias de operao do bem sujeito ao desgaste pelo uso. Pode ser adotada, somente, no caso de
bens mveis.

         Coeficientes adotados:

         a. 1,5 para 2 turnos dirios de operao (16 horas)
         b. 2,0 para 3 turnos dirios de operao (24 horas)




     Exemplo: Uma mquina registrada no balano de 19X0 por R$ 15.000,00, e que trabalhou 3 turnos
     dirios durante o exerccio de 19X1. Calcular a depreciao a ser registrada no balano de 19X1.

     Clculo:

     Por trabalhar 3 turnos - implica usar o coeficiente 2,0 sobre a taxa anual de depreciao do bem,
     assim:

     Depreciao Acelerada = (2,0 x 10%) x 15.000,00 = 3.000,00

     Despesa de Depreciao
     a Depreciao Acumulada                  3.000,00

13.2.5      Compra de Bem Usado

     Nessa hiptese, o prazo de depreciao ser o maior dentre os seguintes:

     a. metade do prazo de vida til do bem, quando adquirido novo;
     b. restante do prazo de vida til do bem, considerado este em relao  primeira instalao ou
        utilizao desse bem.

         Exemplo: Mquina usada:

          Adquirida em                   28/06/X2
          Primeira instalao            02/06/X0
Professores Andr e Biu                                                                            135
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      Prazos:

      a. Metade do prazo de vida til: 5 anos
      b. Restante do prazo de vida til: 8 anos

      Taxa = 100% = 12,5% a.a.
             8 anos

      Exerccio sobre o clculo da Taxa de Depreciao para Bem Adquirido Usado:

      Exemplo 1:

      Calcule a taxa de depreciao anual de um veculo adquirido usado com os dados abaixo:

       Primeiro uso 01/01/X1
       Adquirido em 01/01/X3

      a. Metade do prazo de vida til: 2,5 anos
      b. Restante do prazo de vida til: 3 anos

      Taxa = 100% = 33,33% a.a
             3 anos

      Exemplo 2:

      Refaa os clculos do exemplo 1, considerando que o bem tenha sido adquirido em 01/01/X5.

      a. Metade do prazo de vida til: 2,5 anos




      b. Restante do prazo de vida til: 1 ano*

      Taxa =       100% = 40% a.a
                2,5 anos

      Exemplo 3:

       Refaa os clculos do exemplo 1 considerando que, o bem tenha sido adquirido em 01/01/X7, ou
seja, quando o bem j foi 100% depreciado.

      a. Metade do prazo de vida til: 2,5 anos
      b. Restante do prazo de vida til: vida til estimada do bem j esgotada*

      Taxa =       100% = 40% a.a
                2,5 anos



            OBS.:
            1. De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda o bem adquirido usado dever ser
               depreciado considerando o maior dos seguintes prazos:

                a. metade da vida til admissvel para o bem adquirido novo;
                b. restante da vida til, considerada esta em relao  primeira instalao para utilizao do
                   bem.

        2. O Andr e usado
Professores bem adquiridoBiu mesmo que j tenha sido 100% depreciado, ou seja, com sua 136
                                                                 S Tu, deve ser a nossa pelo
           vida til estimada esgotada, de acordo com a Legislao Fiscal,  Deus,depreciado fortaleza!
           adquirente tomando como base, as regras definidas no Regulamento do Imposto de Renda
           acima descritas. Isto funciona como um reconhecimento do Fisco da necessidade do
           adquirente de bens usados, tambm proceder a recuperao econmica do capital aplicado
           nesses bens.
               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




13.2.6 Valor ou Custo Contbil do Bem

       Considera-se custo ou valor contbil do bem seu valor corrigido monetariamente, diminudo da
depreciao acumulada correspondente.

       Valor residual  o valor que, a critrio da empresa, no deve ser depreciado.

       Representa, portanto, o saldo da conta aps o prazo total de depreciao, ou seja, da vida til
estimada do bem.

       Exemplo:

       a. Dados:

          Custo dos Bens (Veculos)            R$ 10.000,00
          Valor Residual                       R$ 2.000,00
          Vida til para fins de depreciao         5 anos




       b. Pede-se: clculo da depreciao anual com e sem valor residual.

          Taxa de Depreciao = 100 = 20% a.a.
          5

       c. Clculo sem valor residual
          20% x 10.000,00 = R$ 2.000,00 p/ ano

       d. Clculo com valor residual
          20% x 8.000,00 = R$ 1.600,00 p/ ano

       e. Aps o 5o ano  Representao

                                         Balano Patrimonial
             Ativo Permanente Imobilizado         sem valor residual com valor residual
              Veculos                                       10.000             10.000
             (-) Depreciao Acumulada                     (10.000)             (8.000)
             (=) Custo Contbil ou Valor Residual                  0              2.000




Professores Andr e Biu                                                                           137
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

13.3       AMORTIZAO

     Representa a diminuio do valor de bens intangveis, ou em outras palavras a recuperao
econmica do capital aplicado nesses bens.

13.3.1 Bens Intangveis Sujeitos  Amortizao

       So bens classificados no Ativo Permanente, no sub-grupo Imobilizado ou Diferido, tais como:

           Marcas e Patentes;
           Frmulas ou processos de fabricao, direitos autorais, autorizaes ou concesses;
           Ponto Comercial, Fundo de Comrcio;
           Benfeitorias em prdios de terceiros;
           Pesquisa e desenvolvimento de produtos;
           Custo de projetos tcnicos;
           Despesas Pr-operacionais, pr-industriais, de organizao, reorganizao, reestruturao ou
            remodelao de empresas.

       OBS.: O montante acumulado da amortizao no poder ultrapassar o custo de aquisio do
             bem ou direito, corrigido monetariamente.

13.3.2 Prazos de Amortizao

       1. De acordo com a Lei no 6.404/76 - prazo mximo de dez anos;

       2. De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda, a taxa anual de amortizao ser fixada
          tendo em vista:

            a. o nmero de anos restantes de existncia do direito;

            b. o nmero de perodos-base em que devero ser usufrudos os benefcios decorrentes das
               despesas registradas no Ativo Diferido;

            c. o prazo de amortizao no poder ser inferior a 5 anos.




       Exemplo:

       Bem: Marcas e Patentes R$ 2.000.000,00
       Prazo de utilizao            10 anos

       Taxa Anual =      100% = 10% a.a
                       10 anos

       Amortizao Anual = 10% x 2.000.000,00 = 200.000,00

       Contabilizao:

       Despesa de Amortizao
       a Amortizao Acumulada             100.000,00

13.3.3 Exausto

      Corresponde  perda de valor decorrente da explorao de recursos minerais ou florestais ou de
bens aplicados nessa explorao.
Professores Andr e Biu                                                                               138
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      OBS.: os equipamentos de extrao mineral ou florestal podem, opcionalmente ser depreciados,
            utilizando-se para tal os critrios e taxas de depreciao, vistos anteriormente.

13.3.3.1 Taxas Anuais

      Sero determinadas em funo do:

      a. Volume de produo no perodo e sua relao com a possana (reserva potencial de
         explorao) conhecida;

      b. prazo de concesso dado pela autoridade governamental.

      Exemplo:

      1. Dados:

         a. Valor da Conta: Custo de Obteno dos Direitos de Lavra R$ 150.000,00
         b. Reserva Potencial de Explorao (possana) conhecida 20.000.000 t
         c. Minrio extrado no 1o ano 2.400.000 t

      2. Clculos da Quota Anual de Exausto

         Taxa = 2.400.000 x 100 = 12%
                    20.000.000

         12% x 150.000,00 = R$ 18.000,00


      Contabilizao

      Despesa de Exausto
      a Exausto Acumulada           18.000,00




001. Assinale a alternativa incorreta:

      a. Depreciao representa o desgaste ou a perda da capacidade de utilizao (vida til) de bens
         fsicos registrados no Ativo Permanente
      b. Amortizao Acumulada  uma conta que registra a diminuio do valor dos bens intangveis
      c. Exausto representa o esgotamento de recursos naturais no renovveis
      d. O valor total da Depreciao, Amortizao ou Exausto Acumuladas, incluindo a normal e a
         acelerada, no poder ultrapassar o custo de aquisio do bem
      e. terrenos so bens classificados no Ativo Permanente e, portanto, podem ser depreciados

002. Dados:
     Bem: Caminho Mercedes-Bens (utilizado na produo)
     Data de aquisio: 20.07.X0
Professores Andr e Biu                                                                          139
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Taxa anual permitida: 20% (1 turno)
      Data de funcionamento: 30.07.X0
      Valor de aquisio: $ 120.000,00

      O encargo de depreciao dedutvel, corresponde ao perodo-base encerrado em 31.12.X0, :

      a. $ 10.000,00                                 d. $ 12.000,00
      b. $ 24.000,00                                 e. $ 20.000,00
      c. $ 120.000,00

003. Dados:
     Bem: Tear Jacquard
     Data de aquisio: 05.04.X0
     Data de funcionamento: 17.04.X0
     Valor da Nota Fiscal: $ 20.000,00
     Despesas de frete e instalao, por conta da empresa adquirente: $ 4.000,00
     Taxa anual permitida: 10%
     Coeficiente de depreciao acelerada incentivada: 1,0 x taxa normal

      O valor dedutvel relativo  depreciao acelerada incentivada que poder ser lanado no LALUR
      pela empresa no perodo-base encerrado em 31.12.X0  de:

      a. $ 2.400,00                                  d. $ 2.000,00
      b. $ 1.800,00                                  e. $ 3.600,00
      c. $ 1.500,00

004. A Companhia de Minerao PVSN adquiriu, em maro de 19X0, rea de terra contendo jazida de
     minrio, por $ 25.000.000,00. Teve gastos com pesquisa, prospeco e estudos geolgicos, no
     mesmo ms de aquisio, no montante de $ 20.000.000,00.
     Sabendo-se que a possana conhecida  de 1.000.000 toneladas, a quota de exausto, por
     tonelada de minrio  de (em $):

      a. 45,00                                       d. 62,50
      b. 25,00                                       e. 125,00
      c. 20,00




005. A Cia. Nevisil alugou terreno e nele realizou benfeitoria para uso em seus negcios sociais no valor
     de $ 14.400,00. A operao foi realizada no ms de outubro de 19X0 e o contrato de locao est
     previsto para 3 (trs) anos. O valor da amortizao a ser lanada em cada perodo-base anual, a
     partir de 19X0,  de, respectivamente, em $:

      a.   4.800,00, 4.800,00 e 4.800,00
      b.   1.200,00, 4.800,00, 4.800,00 e 3.600,00
      c.   14.400,00
      d.   7.200,00 e 7.200,00
      e.   4.800,00 e 9.600,00

006. A Companhia PVSN efetuou gastos com conservao e reparos em bens do ativo imobilizado
     (mquinas), que aumentaram a sua vida til em trs anos, no valor de $ 400.000,00. O valor da
     mquina antes da reforma era de $ 2.000.000,00 e j estava depreciado em 70%.
     Os valores que podero ser registrados em conta de resultado do perodo e na conta de mquinas
     so, respectivamente (em $):

      a. 120.000,00 e 280.000,00
      b. 350.000,00 e 50.000,00
Professores Andr e Biu                                                                              140
                                                                      S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      c. 200.000,00 e 200.000,00
      d. 280.000,00 e 120.000,00
      e. 400.000,00 e 400.000,00

007. Saldo da razo da Cia. Beta em 31.12.X0:

          Mquina Y = $ 150.000,00
          Depreciao Acumulada  Mquina Y: $ 130.000,00
          NO de turnos de utilizao em X1: 3 turnos de 8 horas
          Taxa anual permitida: 10% (1 turno)

      O encargo anual de depreciao que poder ser lanado pela Cia. em 31.12.X1 ser de (em $):

      a. 45.000,00                                 d. 20.000,00
      b. 30.000,00                                 e. 25.000,00
      c. 15.000,00

008. A Cia. Pasil adquiriu um veculo usado, que ser utilizado em suas atividades operacionais.
     Considerando-se que o veculo foi posto em funcionamento pela primeira empresa que o adquiriu
     h exatos 3 anos da data da compra pela Cia. Pasil, a taxa de depreciao que poder ser
     utilizada por esta ltima ser de:

      a.   50%
      b.   20%
      c.   40%
      d.   10%
      e.   nihil, porque veculo usado no pode ser depreciado

009. O fenmeno da perda de valor de um bem corpreo, em funo do desgaste fsico, pelo uso, ao
     do tempo ou obsolescncia,  denominado:

      a.   amortizao
      b.   depreciao
      c.   exausto
      d.   proviso




010. Marque a alternativa que preencha as lacunas corretamente:

      I. A recuperao de gastos com a aquisio de bens tangveis classificados no Ativo Imobilizado e
         que perdem o valor, faz-se atravs do mecanismo da .......... .

      II. A recuperao de gastos com a aquisio de bens intangveis classificados no Ativo Imobilizado
          e de despesas do Ativo Diferido, faz-se atravs .......... .

      III. O registro da diminuio do valor de minas, florestas e recursos petrolferos, em funo da
           efetiva extrao, faz-se atravs do mecanismo da .......... .

      a. amortizao, depreciao e exausto       c. depreciao, amortizao e exausto
      b. exausto, depreciao e amortizao       d. depreciao, exausto e amortizao

011. Na acepo tecnolgica, a palavra "Depreciao"  aplicada no sentido de:

      a. medir o valor de um bem instalado na empresa
      b. avaliar a perda de eficincia funcional dos bens

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                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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      c. calcular a diferena entre os valores objetivos (mercado) e subjetivos (atribudos pelos
         proprietrios)
      d. medir o valor de um bem e calcular a eficincia do mesmo

012. Os custos dos elementos que compem o Ativo Imobilizado devem ser rateados e distribudos:

      a.   pelos perodos de sua vida til estimada
      b.   pelos exerccios que apresentam lucro
      c.   pelas contas retificadoras do Ativo Permanente
      d.   de acordo com a participao de cada um no total do ativo

013. A depreciao  contabilizada mediante lanamento de:

      a.   dbito de conta do ativo e crdito em conta de resultado
      b.   dbito de conta de resultado e crdito em conta do passivo
      c.   dbito em conta de passivo e crdito em conta de resultado
      d.   dbito em conta de resultado e crdito em conta de retificao do ativo

014. O registro contbil da quota de depreciao de bens tangveis em uso ou operao na empresa,
     faz-se assim:

      a. Despesas de Depreciao                     c. Despesas de Depreciao
         a Caixa                                         a Maquinismo e Acessrios

      b. Despesas de Depreciao                     d. Despesas de Depreciao
         a Amortizao Acumulada                        a Depreciao Acumulada

015. Se o valor da depreciao de "Mveis e Utenslios", do exerccio social que se encerra,  $ 50, o
     lanamento :

      a. Despesas de Depreciaes                         c.   Despesas de Depreciaes
         a Mveis e Utenslios                $ 50             a Depreciaes Acumuladas      $ 50

      b. Mveis e Utenslios                              d.   Depreciaes Acumuladas
         a Despesas de Depreciaes           $ 50             a Mveis e Utenslios          $ 50




016. O lanamento correto da questo anterior registra uma variao:

      a.   patrimonial qualitativa
      b.   patrimonial quantitativa
      c.   patrimonial mista
      d.   patrimonial permutativa

017. Se no balano de abertura (1o de janeiro do ano3) o Ativo Imobilizado da empresa estava assim
     composto:

                                        Mveis e Utenslios             100
                                  (-)   Depreciaes Acumuladas         -10      90
                                        Veculos                        500
                                  (-)   Depreciaes Acumuladas        -100    400

      Sabendo-se, tambm, que durante o exerccio social no foi adquirido nem baixado nenhum bem
      do grupo. Ento, o valor da depreciao do exerccio social do ano 3 e:

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                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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      a. $ 89                                      c. $ 60
      b. $ 11                                      d. $ 110

018. O lanamento que registra o fato acima :

      a. Depreciaes
         a Caixa                                   $ 110

      b. Caixa
         a Depreciaes Acumuladas                 $ 110

      c. Depreciaes
         a Depreciaes Acumuladas M & U           $ 10
         a Depreciao Acumuladas Veculos         $ 100      $ 110

      d. a Depreciaes
         Depreciaes Acumuladas M & U             $ 10
         Depreciaes Acumuladas Veculos          $ 100      $ 110

019. O lanamento correto (questo anterior) registra:

      a.   uma variao patrimonial mista
      b.   uma variao patrimonial permutativa
      c.   uma variao patrimonial modificativa
      d.   um ato administrativo

020. A empresa Alfa encerra seu balano em 31 de dezembro de cada ano. No dia 10 de janeiro de
     1985, adquiriu da empresa Beta uma mquina industrial usada, cuja vida inicial foi estimada em 5
     anos. Sabe-se que a empresa Beta adquiriu este equipamento para instalao em seu parque
     industrial em 1o de janeiro do ano 1. O valor pelo qual a empresa Alfa adquiriu este equipamento
     foi de $ 750, cujo valor residual  de $ 50. Ento, o valor da depreciao anual a ser contabilizado
     em 31 de dezembro do ano 5, pelo mtodo da linha reta, ser de:

      a.   $ 150
      b.   $ 140
      c.   $ 700
      d.   $ 280




14.1 INTRODUO

      O grupo de resultados no-operacionais limita-se a pequeno nmero de operaes.

       A lei das S.A., na verdade, no fornece detalhes de seu contedo, somente mencionando, no seu
artigo 187, que aps o resultado operacional devem aparecer "as receitas e despesas no operacionais".

     O RNOp representa o resultado de atividades atpicas ou extraordinrias que geralmente
dependem de deciso administrativa, tais como:

      a. Ganhos ou perdas de capital na venda de bens e direitos do Ativo Permanente;
      b. Despesas com a constituio de proviso para perdas provveis na alienao de investimentos;
      c. Realizao da Reserva de Reavaliao.

Professores Andr e Biu                                                                              143
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14.2 DETERMINAO DOS GANHOS OU PERDAS DE CAPITAL

      Como regra geral, os ganhos e perdas de capital so apurados tendo como base o valor contbil
dos respectivos bens e direitos, assim entendido o custo de aquisio corrigido monetariamente* at o
dia da baixa, diminuindo, se for o caso, da depreciao, amortizao ou exausto acumuladas ou da
proviso para perdas provveis na realizao de investimentos.

      Exemplo 1:

       Venda por $ 24.000,00, em 20/09/X5, de 1.500 aes preferenciais da Cia ABC. Estas aes
segundo controle analtico, foram adquiridas em 15/04/X4, por $ 700.000,00, e so avaliadas na empresa
investidora pelo custo de aquisio.

      Dados relativos  UFIR:

      15/04/X4           $ 2,00
      31/12/X4           $ 7,00
      20/09/X5           $ 60,00

      Com os dados acima determine:

      a. o valor contbil do bem vendido;
      b. a apurao do resultado na venda do bem;
      c. a contabilizao da operao

      Exemplo 2:

      Com os dados do exemplo 1), apure o Resultado No-Operacional sabendo que o Investimento foi
alienado por $ 20.000.000.

      Exemplo 3:

      Apurar o ganho ou a perda de capital na baixa de um equipamento, conforme os dados a seguir.

      a. Valor da Alienao do equipamento                                  R$ 10.000
      b. Valor de Aquisio corrigido monetariamente at a data da venda    R$ 18.000
      c. Depreciao Acumulada (CM at a data da venda)                     R$ 13.000


14.3 GANHOS E PERDAS DE CAPITAL NO ATIVO PERMANENTE DIFERIDO

      A Lei no 6.404/76 prescreve em seu artigo 183,  3, que:

      "Os recursos aplicados no ativo diferido sero amortizados periodicamente, em prazo no superior
a dez anos a partir do incio da operao normal ou do exerccio em que passem a ser usufrudos os
benefcios deles decorrentes, devendo ser registrada a perda de capital aplicado quando abandonados
os empreendimentos ou atividades a que se destinam, ou comprovados que essas atividades no
podero produzir resultados suficientes para amortiz-los."

       Por exemplo, suponha que uma indstria automobilstica tenha trabalhado durante meses em um
projeto de desenvolvimento de um novo modelo a ser lanado, mas, devido a uma mudana na poltica
da empresa, esta decida cancelar o projeto.

      Nesse caso, todos os recursos aplicados no projeto e que at ento estavam sendo acumulados
em conta do diferido, que poderia ser denominada "Desenvolvimento de Novos Produtos", ho de ser
baixados a dbito de Resultado do Exerccio em uma conta que pode ser denominada "Perda de Capital
no Diferido".
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      O lanamento contbil correspondente ao reconhecimento da perda seria:

      Perda de Capital no Diferido (RNOp)
      a Projetos de Desenvolvimento de Novos Produtos

14.4 REALIZAO DA RESERVA DE REAVALIAO

14.4.1 Alienao de Bem Reavaliado

      Quando a empresa alienar um bem que tenha sido anteriormente objeto de reavaliao, ela
proceder a baixa desse bem pelo valor reavaliado. A reserva relativa  reavaliao desse bem ser
considerada realizada.

       Na baixa de bem reavaliado podemos reverter a Reserva de Reavaliao ao resultado do exerccio
como elemento de receita, assim a reserva realizada passa a integrar o RNOp, anulando desta forma, a
reavaliao embutida no custo do bem alienado. O lanamento contbil ser:

      Reserva de Reavaliao
      a Reverso de Reserva de Reavaliao (RNOp)

      Exemplo:

       Uma mquina est registrada no ativo pelo custo de aquisio corrigido de $ 800.000,00. Segundo
laudo de avaliao, o valor contbil dessa mquina  de $ 1.400.000,00. Admitindo que a mquina
reavaliada foi vendida por $ 1.200.000,00, determine o RNOp desta venda fazendo sua demonstrao e
contabilizando as operaes envolvidas.

14.4.2 Realizao da Reserva de Reavaliao Atravs da Depreciao do Bem Reavaliado

      Para a depreciao, adota-se o critrio de que o bem reavaliado deve ser considerado como se
novo fosse.

       Portanto, a base de clculo  o valor reavaliado do bem sobre o qual se aplica a taxa obtida a partir
da vida til do remanescente indicada no laudo de avaliao. No sendo indicado, no laudo, o prazo de
vida til residual, tomar-se- o prazo normalmente aceito para o bem novo.




      Pelo fato de considerar-se como novo o bem reavaliado, o saldo da depreciao acumulada at a
data da reavaliao dever ser baixado em contrapartida da conta em que o bem se encontra registrado,
obtendo-se, ento, o valor contbil do bem.

      Exemplo:

      A empresa possui no seu ativo permanente um equipamento que est registrado contabilmente por
$ 2.000.000,00, sendo que o saldo de depreciao acumulada desse mesmo equipamento  de
$ 400.000,00. O laudo de avaliao elaborado nessa mesma data indica que o seu valor de mercado 
de $ 3.500.000,00, com vida til remanescente de 8 anos.

      Pede-se calcular e contabilizar os fatos relativos  reavaliao desse equipamento at o final do
primeiro ano aps a reavaliao.




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Para responder as questes de nmeros 1 a 4, observe os dados abaixo:

    Empresa:                                                Transportadora Mar do Norte Ltda.
    Conta:                                                  Veculos
    Bem:                                                    caminho
    Valor original do bem:                                  $ 475.640.400,00 (moeda da poca)
    Data da aquisio                                       12.01.X3
    Data em que o bem foi posto em servio                  26.01.X3
    Taxa anual de Depreciao                               20% (vinte por cento)
    Valor da UFIR de 12.01.X3:                              $ 7.927,34
    Valor da UFIR 1o semestre do ano de 19X6                $ 0,8287
    Periodicidade do registro do encargo de depreciao :   anual
    Valor da venda  vista do bem em 31.03.X7               $ 15.200,00

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     Outros Dados:

     I. a empresa registrou o encargo de depreciao desde o ano 3 at o dia da baixa, inclusive;
     II. ICMS incidente sobre a receita bruta de venda: 10% (dez por cento)         .

     Com base nos dados fornecidos, assinale as alternativas corretas das questes adiante
     formuladas:

001. Custo do bem baixado, tambm denominado de valor contbil do bem:

     a. $ 9.944,40                                d. $ 7.458,30
     b. $ 29.833,20                               e. $ 42.263,70
     c. $ 49.722,00

002. Resultado no-operacional auferido com a venda do bem, sobre cuja receita bruta incidiu 10% (dez
     por cento) de ICMS:

     a. $ 7.741,70                                d. $ 3.735,60
     b. $ 5.255,60                                e. prejuzo operacional de $ 36.042,00
     c. $ 6.221,70

003. A despesa de depreciao do bem baixado, contabilizada no ano-calendrio de 19X7, foi de:

     a. $ 2.486,10                                d. $ 9.944,40
     b. $ 4.972,20                                e. $ 6.221,70
     c. $ 7.458,30

004. A despesa de depreciao, relativa ao bem baixado e contabilizada no ano-calendrio de 1996, foi
     de:

     a.   $ 29.833,20
     b.   $ 9.944,40
     c.   $ 2.486,10
     d.   $ 7.458,30
     e.   $ 12.430,50



005. A Cia. SPVN alienou por $ 16.000,00 um bem de seu ativo permanente, cujo valor contbil,
     corrigido monetariamente at 31-12-X5, era de $ 12.000,00. A venda foi realizada em 19X6 para
     pagamento em 4 prestaes anuais de $ 4.000,00 a partir de 19X6. Se a Cia. PVSN reconhecer
     todo o lucro na escriturao comercial, deve registrar, no perodo-base de 19X6, o ganho de capital
     de (em $):

     a.   1.000,00
     b.   1.500,00
     c.   2.000,00
     d.   4.000,00
     e.   4.500,00

006. Observando os dados da questo anterior, assinale a parcela que ser registrada em 31-12-X6, na
     parte A do Livro de Apurao do Lucro Real (LALUR), caso a Cia. PVSN opte por diferir o lucro
     obtido na venda do bem do ativo:

     a.   uma excluso no valor de $ 1.500,00
     b.   uma adio no valor de $ 3.000,00
     c.   uma excluso no valor de $ 3.000,00
     d.   uma adio no valor de $ 4.000,00
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     e. uma adio no valor de $ 1.000,00

007. Empresa: Mariana, Camila e Cia. Ltda.

       Bem do Ativo Permanente Vendido: Caminho FORD 19X9
       Data da Venda: 30-04-19X6
       Valor da Venda: $ 4.000,00
       Valor corrigido at o Balano Patrimonial imediatamente anterior  data da venda: $ 7.500,00
       Taxa de Depreciao Acumulada at o Balano Patrimonial imediatamente anterior  data da
        venda: 100%
       Impostos incidentes sobre a venda: $ 1.320,00

      Com base nos dados acima, contata-se que foi apurado, nessa operao, um resultado no-
      operacional:

      a. positivo de $ 9.490,50                  d. negativo de $ 7.925,00
      b. negativo de $ 15.425,00                 e. positivo de $ 2.680,00
      c. negativo de $ 4.820,00

008. Dados concernentes  venda  vista, em 31-12-X6, de um bem do Ativo Permanente:

                                                                   $
                              Custo Corrigido at 31-12-95        800,00
                              Depreciao Acumulada               540,00
                              Preo de Venda                      400,00
                              ICMS                                 27,00




      Dessa transao resultou:

      a.   um Lucro Operacional de valor idntico ao da reduo do Ativo
      b.   um Lucro No-Operacional de $ 113,00 e uma reduo do Ativo Permanente de $ 260,00
      c.   um Prejuzo Operacional de $ 373,00 e uma reduo do Ativo Permanente de $ 400,00
      d.   um Lucro No-Operaconal de $ 113,00 e uma reduo do Ativo Permanente de $ 800,00
      e.   um Lucro Operacional de $ 140,00 e uma reduo do Ativo Permanente de $ 260,00


009. Assinale a alternativa incorreta:

      a. os ganhos ou perdas de capital so resultados obtidos pela pessoa jurdica na alienao, baixa
         ou liquidao de bens do Ativo Permanente

      b. na venda de bens do Ativo Permanente para recebimento do preo, no todo ou em parte, aps
         o trmino do exerccio social seguinte ao da contratao, o contribuinte poder, para fins de
         apurao do lucro real, reconhecer o lucro na proporo da parcela do preo recebida em cada
         perodo-base

      c. as perdas na alienao de investimentos oriundos de incentivos fiscais so indedutveis na
         determinao do lucro real


Professores Andr e Biu                                                                            148
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      d. os ganhos e perdas de capital decorrentes de variao na porcentagem da participao da
         pessoa jurdica no capital social de coligadas e controladas no sero computados na
         determinao do lucro real

      e. nos casos de alienao de participaes societrias, o valor do gio amortizado, controlado na
         parte B do LALUR, ser adicionado ao lucro lquido, corrigido monetariamente at 31-12-X5,
         para apurao do lucro real.


010. Em relao a perdas e ganhos de capital, pode-se afirmar que:

      a. a perda de capital sofrida pelo vendedor em operaes de lease-back ser dedutvel na
         determinao do lucro real

      b. a pessoa jurdica que auferir ganho de capital na alienao de bens desapropriados poder
         diferir sua tributao para o momento em que receber a importncia referente  desapropriao

      c. na alienao de investimentos, o desgio amortizado ser excludo na parte A do LALUR

      d. a reverso da Proviso para Perdas Provveis  efetuada, por ocasio da alienao do
         investimento que motivou a sua constituio, a dbito de conta de receita no-operacional

      e. o ganho ou perda de capital decorrente de alienao de bens do Ativo Permanente  sempre
         computado na apurao do resultado do exerccio e na determinao do lucro real do perodo-
         base em que ocorrer a venda, independentemente do prazo de recebimento




15.1 CONCEITOS INICIAIS

15.1.1 Investimento

          Em sentido restrito, significa APLICAO DE CAPITAIS fora do objeto social da empresa, ou
seja, aplicao de capitais objetivando obteno de rendimentos ou receitas extra-operacionais (compra
de aes ou quotas de capital, ttulos, obras de arte, etc.)
Professores Andr e Biu                                                                            149
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                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

15.1.2      Participaes Societrias

        So aplicaes de recursos em investimentos efetuados por uma sociedade (denominada
investidora) na aquisio de aes ou quotas de capital de outra pessoa jurdica (denominada investida).

15.2      CLASSIFICAO DOS INVESTIMENTOS QUANTO  DURAO

          a. Investimentos Temporrios - quando possuem prazo definido para resgate, ou quando da
             aplicao j havia a inteno de seu resgate, revenda posterior. Esses investimentos
             geralmente tm carter especulativo. Podem ser classificados no Ativo Circulante (AC) ou no
             Ativo Realizvel a Longo Prazo (ARLP);

          b. Investimentos Permanentes  adquiridos com a inteno de permanncia. Devem ser
             classificados no Ativo Permanente (AP), no subgrupo Investimentos.

15.3      CRITRIOS DE AVALIAO DOS INVESTIMENTOS

          a. Os Investimentos Temporrios - sero avaliados pelo valor de realizao, ou seja, pelo custo
             de aquisio atualizado monetariamente e reduzidos ao valor de mercado, quando este for
             menor;

          b. Os Investimentos Permanentes - sero avaliados:

          b.1 Pelo Mtodo do Custo Corrigido - que corresponde ao custo de aplicao acrescido da
              correo monetria e deduzido da proviso para reconhecimento de perdas consideradas
              permanentes;

          b.2 Pelo Mtodo da Equivalncia Patrimonial*  que corresponde ao preo de custo corrigido
              monetariamente e ajustado pelo Mtodo da Equivalncia Patrimonial, ou seja, com base no
              Patrimnio Lquido da investida e da quantidade de aes que compem o seu capital.

         * Equivalncia Patrimonial -  a alterao do valor contbil dos investimentos registrados no Ativo
           Permanente (AP), pela investidora, conforme o aumento ou a diminuio do Patrimnio Lquido
           (PL) da investida.

     Este mtodo  obrigatrio para os investimentos considerados relevantes e influentes, efetuados
em empresas coligadas e controladas.




15.4 OS INVESTIMENTOS PERMANENTES SEGUNDO A LEI 6.404/76

         Dividem-se em:

          Direitos de Qualquer Natureza no classificados no Ativo Circulante e nem no Ativo Realizvel a
           Longo Prazo, que no se destinem  manuteno da atividade da empresa (obras de arte,
           imveis para revenda, etc.);

          Participaes Permanentes em outras Empresas (aes ou quotas de capital) .

       As Participaes Permanentes, por sua vez, se classificam em: participaes em Controladas,
participaes em Coligadas e participaes em Associadas.


15.5 CONCEITUAO DAS PARTICIPAES PERMANENTES
Professores Andr e Biu                                                                                 150
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                    CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

15.5.1      Participaes em Controladas

      Quando a investidora, denominada Controladora, detiver, direta ou indiretamente, a titularidade de
mais de 50% do capital votante de uma sociedade investida, que  denominada Controlada.

Total do Capita l Votante em Pode da Investida
                                               = + 50% controle
    Total do Capital Votante da Investida

         O controle pode ser exercido direta ou indiretamente:

         a. Controle Direto: quando a investidora possui em seu prprio nome mais de 50% do capital
            votante da investida;

         b. Controle Indireto: quando a investidora exerce o controle de uma sociedade atravs de outra,
            que tambm  controlada por ela.

         Exemplo:

         a. Participaes Societrias da Investidora "A"

            Aes com direito a voto, da Cia "B" 42.000.000 aes x $ 1,00 = $ 42.000.000,00

         b. Capital da Cia "B" (investida)
            Capital Votante 70.000.000 aes x $ 1,00 = $ 70.000.000,00
            Capital no Votante 30.000.000 aes x $ 1,00 = $ 30.000.000,00
            Capital Total 100.000.000 aes = $ 100.000.000,00

         Participao de "A" no Capital votante da Cia "B" 42.000.000 x 100 = 60%
                                                              70.000.000

         Admitamos que a Cia "B", por sua vez, participe da Cia "C":

         c. Participaes Societrias da Investidora "B"

         Aes com direito a voto, da Cia "C" 15.750.000 aes x $ 1,00 = $ 15.750.000,00




         d. Capital da Cia "C" (investida)
            Capital Votante 17.500.000 aes x $ 1,00 = $ 17.500.000,00
            Capital no Votante 12.500.000 aes x $ 1,00 = $ 12.500.000,00
            Capital Total 30.000.000 aes = $ 30.000.000,00

         Participao de "B" no Capital Votante da Cia "C" 15.750.000 x 100 = 90%
                                                              17.500.000

         Temos que:

         a. a Cia "B" controla diretamente a Cia "C";
         b. a Cia "A" controla diretamente a Cia "B" e, indiretamente a Cia "C", pois 60% de 90% = 54%.

15.5.2 Participaes em Coligadas

Professores Andr e Biu                                                                                   151
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      Quando a investidora participa com 10% ou mais, do capital total da investida, sem control-la.

      TOTAL das aes ou quotas da investida possudas pela Investidora = 10% ou mais coligada
                    TOTAL do capital, votante ou no, da investida

      Exemplo:

      a. Participaes da Investidora "D", na Cia "E"

         Aes com direito a voto 7.000.000 aes x $ 1,00 = $ 7.000.000,00
         Aes sem direito a voto 4.000.000 aes x $ 1,00 = $ 4.000.000,00
         Total da participao de "D" 11.000.000 aes x $ 1,00 = $ 11.000.000,00

      b. Capital da Cia "E"

         Capital Votante 70.000.000 aes         $ 70.000.000,00
         Capital no Votante 30.000.000 aes     $ 30.000.000,00
         Total 100.000.000 aes                  $ 100.000.000,00

       Participao no Capital Votante = 7.000.000 x 100 = 10% (menos de 50%)
                                             70.000.000

       Participao no Capital Total =    11.000.000 x 100 = 11% (mais de 10%)
                                             100.000.000

        Concluso: A Cia "D" no controla a Cia "E" porque a sua participao no capital votante da Cia
"E"  de apenas 10%. Entretanto participa com 11% do capital total da investida. Logo, trata-se de
investimento em coligada.



          OBS.:
           a. a coligao  sempre direta; no existe coligao indireta, como pode acontecer
               com o controle;
           b. quando a investidora possui mais de 50% do capital votante da investida surge a
               relao de controle, que  mais forte que a de coligao, prevalecendo, assim, a
               primeira.




15.5.3 Participaes em Associadas

      Quando a participao da investidora for inferior a 10 % do capital total da investida que no ser
considerada controlada e nem coligada. Apenas ASSOCIADA.


15.6 CONCEITO DE RELEVNCIA

      Ser Relevante:

      a. Isoladamente  o investimento em coligada ou controlada, quando o seu valor isoladamente for
         igual ou superior a 10 % do PL da investidora;


Professores Andr e Biu                                                                                 152
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                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
        b. No Conjunto dos Investimentos  o total dos investimentos em coligadas e controladas quando
           o seu montante for igual ou superior a 15% do PL da investidora.

        Exemplo:

       Uma determinada empresa investidora com PL de $ 100.000.000,00 possui os seguintes
investimentos:

        a. numa empresa controlada              $ 8.000.000,00
        b. numa empresa coligada                $ 9.000.000,00     $ 17.000.000,00

      Isoladamente, nenhum dos investimentos  considerado relevante porque cada um deles  inferior
a 10% do PL da investidora. Entretanto, os dois investimentos somados representam mais de 15%. Logo,
cada um deles, passa a ser relevante, em razo do conjunto ser relevante.


15.7 REGRAS PARA A AVALIAO DE INVESTIMENTOS PELA EQUIVALNCIA PATRIMONIAL

    S podero ser avaliados pelo mtodo da equivalncia Patrimonial os INVESTIMENTOS
RELEVANTES, efetuados:

      a. em CONTROLADAS;
      b. em COLIGADA  quando o investimento for igual ou superior a 20% do capital total da
coligada;
      c. em COLIGADA  cuja a investidora tenha influncia, quando o investimento for igual ou superior
a 10% e inferior a 20% do capital da coligada;

OBS.:

        1. Para fins de determinao do clculo da RELEVNCIA; o investimento dever ser considerado
           pelo seu valor contbil devidamente corrigido at a data do balano e:

           a. acrescido do saldo no amortizado de seu gio;

           b. diminudo de seu desgio no amortizado e da proviso para perdas provveis na sua
              realizao, quando esta houver sido constituda;

           c. acrescido dos crditos de qualquer natureza, perante a CONTROLADA ou COLIGADA, que
              figurem no ATIVO CIRCULANTE ou ATIVO REALIZVEL A LONGO PRAZO da investidora,
              exceto quando a investidora for companhia aberta ou instituio financeira.




        2. No caso de a INVESTIDORA ser companhia aberta ou instituio financeira, por determinao
           da CVM e BACEN, respectivamente, devero ser avaliados pela Equivalncia Patrimonial:

           a. todos os investimentos em controladas, independentemente de serem relevantes;

           b. os investimentos em coligadas, mesmo que sua participao percentual no capital da
              investida seja inferior a 20% e que no tenha influncia na sua administrao, desde que o
              conjunto dos investimentos (em coligadas e/ou controladas) represente 15% ou mais do
              patrimnio lquido da investidora. (IN CVM no 01/78, inciso IX e Resolues no 476 e 484/78
              do BACEN).



Professores Andr e Biu                                                                              153
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
15.8 FRMULAS PARA O CLCULO DO AJUSTE PELA EQUIVALNCIA PATRIMONIAL DOS
     INVESTIMENTOS

       O valor do ajuste dos investimentos pelo mtodo da Equivalncia Patrimonial (VEP) ser sempre a
diferena, a maior ou a menor, entre o VALOR PATRIMONIAL DO INVESTIMENTO (VPI) e o VALOR
CORRIGIDO DO INVESTIMENTO (VCI). Ou seja:


                               VPI - VCI = +/- VEP ou ainda; VEP = VPI - VCI



      O valor patrimonial do investimento (VPI) pode ser calculado por dois mtodos:

       com base no valor patrimonial da ao ou quota de capital da investida;
       com base no percentual de participao da investidora no capital total da investida.

      a. Pelo Mtodo do Valor Patrimonial da Ao

       O valor patrimonial do investimento (VPI) ser igual ao nmero de aes possudas pela
investidora (NAP) multiplicado pelo valor patrimonial da ao (VPA).


                                            VPI = NAP x VPA


     Donde o valor patrimonial da ao se obtm dividindo-se o PATRIMNIO LQUIDO DA
INVESTIDA pelo nmero de aes que compe o seu capital.

      b. Pelo Mtodo do Percentual de Participao no Capital Total

      Neste caso o valor patrimonial do investimento se obtm aplicando-se sobre o PATRIMNIO
LQUIDO da investida o mesmo percentual com que a investidora participa no capital total da investida.
Se a investidora participa com 25% do capital total da investida, o valor patrimonial desse investimento
corresponder a 25% do PATRIMNIO LQUIDO DA INVESTIDA.

      Exemplo:

      a. VALOR CORRIGIDO DO INVESTIMENTO, NA INVESTIDORA:

         30.000.000 aes contabilizadas por                   $ 75.000.000,00




      b. COMPOSIO DO PATRIMNIO LQUIDO DA INVESTIDA

         Capital Votante 40.000.000 aes por                  $ 40.000.000,00
         Capital no Votante 60.000.000 aes por              $ 60.000.000,00
         Total 100.000.000 aes por                           $ 100.000.000,00

         Reservas e Lucros Acumulados                          $ 200.000.000,00
         PATRIMNIO LQUIDO                                    $ 300.000.000,00

         VALOR PATRIMONIAL DO INVESTIMENTO (VPI)

       pelo valor patrimonial da ao VPA = $ 300.000.000,00 = $ 3,00
Professores Andr e Biu                                                                             154
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                                                100.000.000 aes

         VPI = 30.000.000 aes x 3,00 = $ 90.000.000,00

       pelo percentual de participao
        % de participao = 30.000.000 x 100 = 30% ou 0,30
                              100.000.000

         VPI = 0,3 x 300.000.000,00 = $ 90.000.000,00

         VEP = VPI - VCI = 90.000.000,00 - 75.000.000,00 = 15.000.000,00

      O ajuste decorrente da avaliao pela Equivalncia Patrimonial deve ser debitado ou creditado 
conta do investimento, conforme seja positivo ou negativo, em subconta distinta do valor corrigido, e a
dbito ou a crdito, respectivamente, do resultado do exerccio.

      Exemplo:

      DADOS SOBRE A INVESTIDORA "A"

       PATRIMNIO LQUIDO $ 2.750.000,00
       PARTICIPAES PERMANENTES:

      Na Investida "B"        76.500 aes c/voto       $ 130.000,00
                               9.900 aes s/voto       $ 20.000,00
                              86.400 aes              $ 150.000,00

      Na investida "C"        39.000 aes c/voto       $ 87.750,00
                              39.000 aes s/voto       $ 87.750,00
                                                        $ 175.500,00
                              Subtotal                  $ 325.500,00

       CRDITOS JUNTO S INVESTIDAS:

      Junto a investida "B"                             $ 50.000,00
      Junto  investida "C"                             $ 80.000,00
                                                        $ 130.000,00

      SOMA DAS PARTICIPAES + CRDITOS                 $ 455.500,00




      COMPOSIO DO PATRIMNIO LQUIDO DAS INVESTIDAS

      DETALHES                                          INVESTIDA "B"         INVESTIDA "C"

      CAPITAL:

      Aes c/voto (de $ 1,00 cada)                  $ 150.000,00            210.000,00
      Aes s/voto (idem)                            $ 90.000,00             180.000,00
      Subtotal                                       $ 240.000,00            390.000,00

      RESERVAS E LUCROS ACUMULADOS                   $ 144.000,00            468.000,00

Professores Andr e Biu                                                                            155
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      PATRIMNIO LQUIDO                               $ 384.000,00            858.000,00




RESOLUO:

1.   CLASSIFICAO DO TIPO DE PARTICIPAO SOCIETRIA

1.1 Da participao na investida "B"

     1.   Verificar se h controle: 76.500 aes c/voto x 100 = 51% (sim)
                                            150.000

     2.   Verificar se  coligada: prejudicado (trata-se de uma controlada)

1.2 Da participao na investida "C"

     1. Verificar se h controle: 39.000 aes c/voto x 100 = 18,5% (no)
Professores Andr e Biu                                                                            156
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                                       210.000

     2. Verificar se  coligada: 78.000 aes x 100 = 20,0% (sim)
                                      390.000

2.   VERIFICAR QUANTO A RELEVNCIA DOS INVESTIMENTOS

2.1 Do investimento da investidora "A" na investida "B" (isoladamente)

     $ (150.000,00 + 50.000,00) x 100 = 7,27 % - no relevante (menos de 10%)
             $ 2.750.000,00

2.2 Do investimento da investidora "A" na investida "C" (isoladamente)

        $ (175.500,00 + 80.000,00) x 100 = 9,29 % - no relevante (menos de 10%)
                $ 2.750.000,00

2.3 Do total dos investimentos da investidora "A" (no conjunto)

     $ (200.000,00 + 255.500,00) x 100 = 16,56 % - relevante no conjunto por representar mais de 15 %.
              $ 2.750.000,00

3.   VERIFICAO DO CABIMENTO OU NO DO AJUSTE PELA EQUIVALNCIA PATRIMONIAL

3.1 Do investimento em "B"

      Trata-se de INVESTIMENTO EM CONTROLDA, NO RELEVANTE.

      No estaria sujeito  equivalncia patrimonial, caso s existisse esse investimento.

3.2 Do investimento em "C"

      Trata-se de INVESTIMENTO EM COLIGADA (com coligao de 20 %), NO RELEVANTE.

      Tambm no caberia a equivalncia patrimonial se esse fosse o nico.

3.3 Do conjunto dos investimentos

      Como o conjunto dos investimentos  RELEVANTE por representar mais de 15 % do
PATRIMNIO LQUIDO da investidora, cada um deles passa a ser considerado RELEVANTE. Temos,
ento, um conjunto de INVESTIMENTOS RELEVANTES em CONTROLADA e em COLIGADA (a 20 %),
devendo portanto cada um deles ser avaliado pela equivalncia patrimonial.



OBS.: Para o clculo da relevncia deve ser adicionado ao valor corrigido do investimento, o valor de
      quaisquer crditos existentes junto  investida, em favor da investidora. No caso, $ 50.000,00 e
      80.000,00, em favor da investidora "A", junto s investidas "B" e "C", respectivamente.


4.   CLCULO DO AJUSTE PELA EQUIVALNCIA PATRIMONIAL

4.1 Do investimento relevante na Controlada "B"

     a. Valor Patrimonial da ao = $ 384.000,00 = $ 1,60
                                      240.000

     b. % de participao no Capital Total =   86.400 x 100    = 36 %
Professores Andr e Biu                                                                            157
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               CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
                                              240.000 aes

       VPI (1) = 86.400 aes x $ 1,60 = $ 138.240,00, ou
       VPI (2) = 0,36 x 384.000,00 = $ 138.240,00
       VEP = $ 138.240,00 - $ 150.000,00 = $ (11.760,00) negativo

    Contabilizao:

    D  EQUIV. PAT. INVEST. (C/Resultado)
    C  INVESTIMENTOS                              11.760,00

4.2 Do investimento relevante na Coligada "C"

    a. Valor Patrimonial da ao = $ 858.000,00 = 2,20
                                    390.000,00

    b. % de participao no capital total = 78.000 x 100 = 20 %
                                           390.000,00 aes

       VPI (1) = 78.000 aes x 2,20 = $ 171.600,00 ou
       VPI (2) = 0,20 x $ 858.000,00 = 171.600,00
       VEP = $ 171.600,00 - $ 175.500,00 = $ (3.900,00) negativo

    Contabilizao: Idntica a do caso anterior. Se o ajuste fosse positivo, o lanamento seria invertido.




001. A Companhia Investidora Fbio adquire aes da investida Karina. O investimento  relevante e
     realizado em empresa controlada. Sabe-se que o Patrimnio Lquido na investida  de
     $ 800.000,00 e que a Investidora Fbio adquire 60% de suas aes, pagando  vista $ 500.000,00.
     O lanamento correto do fato acima na investidora ser:

      a. Investimento em Controladas
         a Caixa                                                       500.000,00
Professores Andr e Biu                                                                                 158
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                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

      b. Investimentos em Controladas
         a Caixa                                                         480.000,00

      c. Diversos
         a Caixa                                                         500.000,00
         Investimentos em Controladas             480.000,00
         gio em Investimentos                     20.000,00

      d. Investimentos em Controladas
         a Diversos
         a Caixa                                  480.000,00
         a Desgio em Investimentos                20.000,00

      e. Caixa
         a Investimentos em Controladas                                  520.000,00

002. A controladora Cia. Andressa possui 70% do Capital de uma empresa controlada. O investimento
     est registrado na contabilidade da investidora por $ 3.000,00. Se o patrimnio da investida estiver
     representado por:

                                 Capital Social             $ 3.000,00
                                 Reservas                   $ 500,00
                                 Lucros Acumulados          $ 500,00
                                 Total                      $ 4.000,00

      O lanamento contbil da Equivalncia na investidora ser:

      a. Investimentos em Coligadas e Controladas
         a Ganhos de Investimentos                                       200,00

      b. Resultado Negativo na Equivalncia Patrimonial
         a Investimento em Coligadas e Controladas                       200,00

      c. Investimento em Coligadas e Controladas
         a Perdas de Investimentos                                       200,00

      d. Despesas Financeiras
         a Investimentos                                                 400,00

      e. Investimentos em Coligadas e Controladas
         a Resultado Positivo na Equivalncia Patrimonial                400,00


003. Assinale a alternativa incorreta:

      a. Ser relevante o investimento em coligada e controlada quando o seu valor isoladamente for
         igual ou superior a 10% do Patrimnio Lquido da investidora

      b. Ser relevante o total dos investimentos em coligadas e controladas quando o seu montante for
         igual ou superior a 15% do Patrimnio Lquido da investidora

      c. A coligao somente pode ser determinada de forma direta

      d. O controle  sempre determinado de forma direta

      e. As opes a, b e c esto corretas

Professores Andr e Biu                                                                              159
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
004. Assinale a alternativa incorreta:

      a. Sociedades coligadas so as sociedades em que, sem haver controle, a investidora participa
         com 10% ou mais do Capital Social da investida

      b. Sociedade Controladora  a investidora que detiver, direta ou indiretamente, mais de 50% do
         Capital votante de outra sociedade, chamada de investida

      c. Devero ser excludos do Patrimnio Lquido da investida, para fins de determinao da
         equival6encia patrimonial, os lucros no-realizados em negcios desta com a investidora

      d. Na contabilizao do recebimento de lucros ou dividendos de investimentos avaliados pelo
         patrimnio lquido, o crdito dever ser efetuado na prpria conta que registrar a participao
         societria

      e. Todas as alternativas acima esto incorretas

005. Na contabilizao do ganho em equivalncia patrimonial, debita-se a conta representativa deste
     investimento e credita-se uma conta de receita. Na demonstrao do resultado do exerccio esta
     receita ser classificada como:

      a. receitas no-operacionais                d. outras receitas operacionais
      b. variaes monetrias ativas              e. receitas brutas
      c. outras receitas financeiras

006. Os dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo patrimnio lquido so contabilizados
     como:

      a. receita no-operacional                  d. crdito na conta de investimentos
      b. dbito na conta de investimentos         e. receita de vendas
      c. receitas operacionais

007. Os dividendos recebidos, aps seis meses da data de aquisio das aes ou quotas, de
     investimentos avaliados pelo custo corrigido, so contabilizados como:

      a.   receita no-operacional
      b.   dbito na conta de investimentos
      c.   outras receitas operacionais
      d.   crdito na conta de investimentos
      e.   receita de vendas




008. Na aquisio de investimentos relevantes em sociedades coligadas ou controladas, poder
     ocorrer:

      1.   gio
      2.   desgio
      3.   proviso para perda
      4.   correo monetria (at 31.12.95)

      a. somente 1 e 3 so corretos               d. somente 3 e 4 so corretos
      b. somente 1 e 2 so corretos               e. todos so corretos
      c. somente 1 e 4 so corretos

009. O gio ou desgio na aquisio de investimentos sero amortizados (uma ou mais opes):

Professores Andr e Biu                                                                             160
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                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      a.    medida que os bens da investida forem depreciados
      b.   quando deixar de subsistir a perspectiva de rentabilidade futura da investida
      c.   quando deixar de subsistir o fundo de comrcio ou outras razes econmicas
      d.    medida que os bens da investida forem vendidos
      e.   em todos os casos mencionados acima

010. Na Cia. Cllia, cujo exerccio social coincide com o ano-calendrio, o Balancete de Verificao em
     31 de dezembro do ano 1, antes da avaliao dos investimentos relevantes e influentes,
     apresentava, entre outros, os seguintes saldos:

      Investimentos Relevantes em Controladas:                  $

          Companhia Isa                                   180.000,00
          Companhia Cludia                               120.000,00

      Os Patrimnios Lquidos das empresas controladas, cujos exerccios sociais tambm coincidem
      com o ano-calendrio, totalizavam, nos Balanos Patrimoniais levantados em 31 de dezembro do
      ano 1, respectivamente $ 350.000,00 e $ 200.000,00, ambos positivos.

      Informaes adicionais:

       as empresas controladas no distriburam dividendos no ano-base de 19X1;
       os saldos indicados no Balano de Verificao citado so idnticos ao do Balano Patrimonial
        de 31.12.X0;
       Participaes da investidora no Capital das Controladas em 31.12.X0 e 31.12.X1:

             Companhia Isa                         60%
             Companhia Cludia                     70%

      A contabilizao correta, a ser efetuada em 31.12.X1, pela investidora :

      a. Resultado Positivo na Equival6encia Patrimonial        50.000,00
         a Diversos
         a Participao na Cia. Isa                                                 30.000,00
         a Participao na Cia. Cludia                                             20.000,00

      b. Diversos
         a Resultado Negativo em Participaes Societrias                         250.000,00
         Participao na Cia. Isa                               170.000,00
         Participao na Cia. Cludia                            80.000,00

                                                                                                    +


      c. Diversos
         a Resultado Positivo em Participaes Societrias                         50.000,00
         Participao na Cia. Isa                               30.000,00
         Participao na Cia. Cludia                           20.000,00

      d. Diversos
         a Resultado Negativo em Participaes Societrias                         50.000,00
         Participao na Cia. Isa                               20.000,00
         Participao na Cia. Cludia                           30.000,00

      e. Resultado Positivo em Participaes Societrias        50.000,00
         a Diversos
         a Participao na Cia. Isa                                                20.000,00
         a Participao na Cia. Cludia                                            30.000,00
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                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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011. a Cia. Alfa detm, respectivamente, 20% e 30% do Capital Social das Cias. Beta e Gama. Estes
     investimentos representam, em conjunto, 16% do Patrimnio Lquido da Cia. Alfa. Sabendo-se
     que, no final do perodo-base, os Patrimnios Lquidos de Beta e Gama eram de, respectivamente,
     $ 60.000,00 e $ 80.000,00 e que os investimentos registrados no Ativo Permanente de Alfa, antes
     da equivalncia, somavam $ 30.000,00, assinale a alternativa correta:

      a. a Cia. Alfa registrar uma excluso de $ 16.000,00 na parte A do LALUR correspondente a
         resultados negativos em participaes societrias avaliadas pela equival6encia patrimonial

      b. a Cia. Alfa registrar uma adio de $ 36.000,00 na parte A do LALUR correspondente a
         resultados negativos em participaes societrias avaliadas pela equival6encia patrimonial

      c. a Cia. Alfa registrar uma excluso de $ 36.000,00 na parte A Do LALUR correspondente a
         resultados positivos em participaes societrias avaliadas pela equival6encia patrimonial

      d. a Cia. Alfa registrar uma adio de $ 6.000,00 na parte A do LALUR correspondente e
         resultados negativos em participaes societrias avaliadas pela equival6encia patrimonial

      e. a Cia. Alfa registrar uma excluso de $ 6.000,00 na parte A do LALUR correspondente a
         resultados positivos em participaes societrias avaliadas pela equival6encia patrimonial


012. No incio do exerccio, A Cia. Investidora adquiriu 30% do Patrimnio Lquido da Cia. Investida, que
     era representado unicamente pela Conta Capital, no valor de $ 300 milhes. Sabendo-se que:

      a. a aquisio foi realizada por $ 90 milhes
      b. que a Cia. Investida  coligada da Investidora e este investimento  considerado relevante e
         influente
      c. que o Lucro Lquido do perodo da Investida foi de $ 100 milhes

      Pede-se indicar por quanto estar avaliado o investimento no Balano Patrimonial da Cia.
      Investidora, no final do perodo (em $):

      a.   150 milhes
      b.   120 milhes
      c.   90 milhes
      d.   60 milhes
      e.   n.d.a.




013. Na Demonstrao do Resultado do Exerccio da Cia. Investidora da questo anterior, aparecer,
     como Resultado de Equivalncia Patrimonial, uma receita de (considerados os dados da questo
     anterior):

      a.   $ 30 milhes
      b.   $ 60 milhes
      c.   $ 100 milhes
      d.   $ 200 milhes
      e.   $ n.d.a.

014. Se, aps os lanamentos contbeis de ajustes do Investimento na Cia, Investidora, a Cia. Investida
     distribuir $ 50 milhes de dividendos, a Investidora far o seguinte lanamento contbil:

      a. Dbito: Caixa
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                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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        Crdito: Dividendos                     $ 15.000.000,00

     b. Dbito: Caixa
        Crdito: Receita                        $ 15.000.000,00

     c. Dbito: Caixa
        Crdito: Investimento                   $ 15.000.000,00

     d. Dbito: Caixa
        Crdito: Lucro                          $ 15.000.000,00

     e. n.d.a.

015. Considerando-se os dados da pergunta no 12, se a investidora tivesse pago $ 100 milhes pelas
     aes da Investida, o lanamento contbil seria (supondo-se pagamento  vista em dinheiro):

     a. Dbito: Caixa
        Crdito: Investimentos                        100.000.000,00

     b. Dbito: Caixa                                  10.000.000,00
        Dbito: Investimentos                          90.000.000,00
        Crdito: gio na aquisio de investimentos   100.000.000,00

     c. Dbito: gio na aquisio de investimentos     90.000.000,00
        Dbito: Investimentos                          10.000.000,00
        Crdito: Caixa                                100.000.000,00

     d. Dbito: Investimentos                          90.000.000,00
        Dbito: gio na aquisio de investimentos     10.000.000,00
        Crdito: Caixa                                100.000.000,00

     e. n.d.a.




16.1 INTRODUO

      De acordo com o Artigo 176 da Lei no 6.404/76, ao final de cada exerccio social, a empresa
levantar os seguintes demonstrativos:

      Balano Patrimonial (BP);
      Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados (DLPA);
      Demonstrao do Resultado do Exerccio (DRE);
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                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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       Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR).



           OBS.:
           a. A Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados (DLPA) poder ser includa na
              Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido (DMPL), quando esta ltima
              demonstrao for elaborada e publicada pela empresa. A instruo CVM n 59/86,
              tornou obrigatria a DMPL para as Companhias Abertas (S/A de Capital Aberto);

           b. A Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR)  obrigatria para
              todas as Companhias Abertas (S/A de Capital Aberto) e para as Companhias
              Fechadas (S/A de Capital Fechado) com Patrimnio Lquido superior  quantia de
              138.400 UFIR na data do balano.


16.2 BALANO PATRIMONIAL (BP)

     O Balano Patrimonial constitui a representao grfica da situao patrimonial de uma empresa,
em determinado momento. Representa, portanto, uma situao esttica, e no uma situao dinmica.

      a demonstrao que tem por objetivo expressar os elementos financeiros e patrimoniais de uma
empresa, atravs da apresentao ordenada de suas aplicaes de recursos (ATIVO) e das origens
desses recursos (PASSIVO).

16.3 DEMONSTRAO DE RESULTADO DO EXERCCIO (DRE)

     Essa demonstrao tem por objetivo fornecer o Lucro Lquido do Exerccio e os elementos que o
compuseram.

      Segundo o art. 187 da Lei no 6.404/76, essa demonstrao discriminar, de forma comparativa:

      a. A receita bruta das vendas e servios, as dedues das vendas, os abatimentos e os impostos
         incidentes sobre vendas;

      b. A receita lquida das vendas e servios, o custo das mercadorias e servios vendidos e o lucro
         bruto;

      c. as despesas com vendas, as despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras, as
         despesas gerais e administrativas e outras despesas operacionais;




      d. As outras receitas operacionais;

      e. O lucro ou prejuzo operacional, as receitas e despesas no operacionais e o saldo (devedor ou
         credor) da Correo Monetria do Balano;

      f. O resultado do exerccio antes da Contribuio Social sobre o Lucro Lquido* e da Proviso
         para o Imposto de Renda**;

      g. As participaes de debenturistas, de empregados, de administradores, de partes beneficirias,
         e de fundos de assistncia ou previdncia aos empregados***;

      h. O lucro lquido ou prejuzo contbil do exerccio e o seu montante por ao do capital social.


Professores Andr e Biu                                                                                   164
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      Deve ser obedecido, ainda, o regime de competncia dos exerccios, para as receitas e despesas,
que sero reconhecidas quando auferidas ou incorridas, independentemente do efetivo recebimento ou
pagamento.


16.3.1       Contribuio Social Sobre o Lucro Lquido (CSLL)

         A CSLL foi instituda pela Lei no 7689/88 com o objetivo de financiar a seguridade social.


16.3.1.1 Base de Clculo

      A base de clculo da CSLL  o valor do Resultado do Exerccio, antes da CSLL e da Proviso para
o Imposto de Renda, ajustada pelas adies e excluses disciplinadas na legislao de regncia. Assim:
       Resultado do Exerccio antes da CSLL e da PIR.

         (+) ADIES

          Provises no dedutveis;
          Reserva de Reavaliao Baixada e no computada no Resultado do Exerccio;
          Resultado Negativo na Equivalncia Patrimonial;
          Encargos de Depreciao, Amortizao, Exausto e Baixa de Bens - Diferena de
                 correo monetria IPC/BTNF;
          Parcela recebida nos Lucros de Contratos de Construo por Empreitada ou
           fornecimento, celebrados com PJ de Direito Pblico;
          Outras adies.

         (-) EXCLUSES

          Reverso dos Saldos das Provises no Dedutveis;
          Lucros ou Dividendos de Investimentos avaliados pelo custo de aquisio;
          Resultado Positivo na Equivalncia Patrimonial;
          Parcela no recebida dos Lucros de Contratos de Construo por Empreitadas ou
           Fornecimento, celebrados com PJ de Direito Pblico
          Outras excluses

         (=) SUBTOTAL

         (-) Base de Clculo Negativa da Contribuio Social do Perodo-base anterior,
             corrigida monetariamente at 31/12/95 (Limite 30% do Subtotal)

         (=) Base de Clculo da Contribuio Social sobre o Lucro Lquido (CSLL)



16.3.1.2 Alquotas

         At 31/12/95 as alquotas eram:

         a. 10% para as empresas em geral;
         b. 30% para as instituies financeiras e assemelhadas.

         A partir de 01/01/96:

         a. 8% para as empresas em geral;
         b. 18% para as instituies financeiras e assemelhadas.


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                                                                        S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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16.3.1.3 Frmula

      Para os exerccios encerrados at 31/12/96, a CSLL  calculada por dentro, ou seja, ela 
dedutvel em sua prpria base de clculo, o que determina a seguinte frmula para o clculo.


                                        CSLL = Base de Clculo x
                                                alquota


16.3.1.4 A CSSL

       A partir de 01/01/97,  calculada de acordo com os artigos 28 a 30 da Lei no 9.430/96,
multiplicando-se sua base de clculo pela alquota.

16.3.1.5 Contabilizao

         CSLL
         CSLL a Recolher

         Exemplo:

      O resultado da Cia ABC do ms de novembro/96 foi de $ 330.000,00, antes de deduzidos os
valores correspondentes  prpria CSLL e a PIR. Considerando ainda que esse resultado encontra-se
devidamente ajustado segundo a legislao de regncia e a alquota a ser aplicada seja de 8%,
determine o montante de CSLL do perodo.

                                      CSLL = 330.000,00 x 0,08 = 24.444,44
                                                  1 + 0,08


16.3.2      Proviso para o Imposto de Renda**

      A proviso para o pagamento do Imposto de Renda  obrigatria tanto pela Lei n 6404/76, como
pela Legislao do Imposto de Renda.

     Constitui-se no valor que deve ser deduzido do perodo-base e registrado no Passivo Circulante
como obrigao na conta de Proviso para o Imposto de Renda.




16.3.2.1 Base de Clculo

       A base de clculo do Imposto de Renda  o Lucro Real. Lucro Real  o resultado do Lucro Lquido
do Exerccio (resultado contbil apurado) ajustado pelas Adies, Excluses e Compensaes
disciplinadas na legislao pertinente. Assim:

         Lucro Lquido do Exerccio

         (+) Adies
         (-) Excluses
         (=) Compensaes
         Prejuzo Fiscal
         (=) Lucro Real
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                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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16.3.2.2 Alquota

     Apurado o Lucro Real, aplica-se sobre esse valor a alquota de 15% para determinar o Imposto de
Renda devido.


16.3.2.3 Contabilizao

      Proviso para Imposto de Renda (Despesa)
      a Proviso para Imposto de Renda (Passivo)

      Exemplo:

       No ms de 04/96, a Cia ABC auferiu um Lucro Lquido de $ 100.000,00, sabendo-se que pela
legislao de regncia deveria efetuar ajustes no valor de: Adies - $ 15.000,00, Excluses - $ 5.500,00.
Calcule o Lucro Real do Perodo, determine a devida e efetue seu lanamento.

      Lucro Lquido     100.000,00
      (+) Adies        15.000,00
      (-) Excluses       5.500,00
      (=) Lucro Real    109.500,00

      PIR = 109.500,00 x 15% = 16.425,00

      Contabilizao:

      PIR
      a PIR             16.425,00


16.3.3 Participaes nos Lucros e Distribuio de Lucros ou Dividendos

16.3.3.1 Participaes nos Lucros

      So passivos que representam obrigaes da empresa com pessoas que, em decorrncia de
disposio contratual ou estatuto social da empresa, tm direito a participar dos lucros apurados quando
do encerramento do exerccio social.

      As contas que representam essas obrigaes so, portanto, creditadas em contrapartida das
contas de resultado que representam parcelas redutoras do lucro do exerccio.



16.3.3.2 Base de Clculo

     Do resultado do exerccio, sero deduzidos, antes de qualquer participao, os prejuzos contbeis
acumulados e a Proviso para o Imposto de Renda.

       As participaes estatutrias de debntures, empregados, administradores, partes beneficirias, e
as contribuies para fundos de assistncia ou previdncia de empregados sero determinadas,
sucessivamente e nesta ordem, com base nos lucros que remanescerem, depois de deduzida a
participao calculada anteriormente.


16.3.3.3 Percentual de Participao

Professores Andr e Biu                                                                               167
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
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      De acordo com o previsto no estatuto social da empresa.


16.3.3.4 Contabilizao

      Apurao do Resultado do Exerccio (ARE)
      a Participaes a Pagar


      Exemplo:

      Com base nos dados abaixo fornecidos, calcule o valor das participaes nos lucros.

      a. Participao prevista no estatuto: Empregados 5%, Administradores 10%, Partes Beneficirias
         10%, Debntures 10%, Fundos de Previdncia de Empregados 10%.

      b. Situao no encerramento em 31/12/X2:

         Lucro Lquido do Exerccio antes da PIR220.000,00
         Prejuzos Contbeis Acumulados 2.222,23
         Proviso p/ IR sobre o Lucro Real 40.000,00


      Base de Clculo das Participaes:

      Lucro Lquido do Perodo, antes da PIR           220.000,00
      (-) Prejuzos Contbeis Acumulados                 (2.222,23)
      (-) PIR                                            40.000,00
      (=) Base de Clculo Inicial                      177.777,77
      (-) Participao de Debntures (10%)              (17.777,77)
      (=) Nova Base de Clculo                         160.000,00
      (-) Participao de Empregados (5%)                (8.000,00)
      (=) Nova Base de Clculo                         152.000,00
      (-) Participao de Administradores (10%)        (15.200,00)
      (=) Nova Base de Clculo                         136.800,00
      (-) Partic. de Partes Beneficirias (10%)        (13.680,00)
      (=) Nova Base de Clculo                         123.120,00
      (-) Partic. de Fundos de Previdncia (10%)       (12.312,00)
                                                       110.808,00




16.4 DEMONSTRAO DE LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS (DLPA)

      Essa demonstrao tem por objetivo evidenciar as operaes que influenciaram na modificao do
saldo da conta Lucros ou Prejuzos Acumulados. Essa demonstrao deve, tambm, revelar o dividendo
por ao do capital realizado.

      ESTRUTURA DA DLPA

      Saldo no Incio do Perodo (+/-)

      (+/-) Ajustes de Perodos-base Anteriores
      (+/-) Correo Monetria do Saldo Inicial
      (=)   Saldo Inicial Ajustado e Corrigido

Professores Andr e Biu                                                                         168
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                    CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
         (+)     Reverso de Reservas de Lucros
         (+/-)   Resultado Lquido do Exerccio (DRE)
         (-)     Formao de Reservas de Lucros
         (-)     Capitalizao de Lucros
         (-)     Dividendos ou Lucros Distribudos ou Creditados*
         (+/-)   Outras Movimentaes
         (=)     Saldo no Final do Perodo (+/-)

         * Dividendo por Ao do Capital Social Realizado (DACSR)

         DACSR = Dividendos Creditados
                   NA (No de Aes)

         OBS.: Ajustes de Perodos-base Anteriores  so aqueles decorrentes de mudana de critrio
               contbil, ou de retificao de erro imputvel a determinado exerccio anterior, e que no
               possa ser atribudo a fatos subseqentes. Esses ajustes podem decorrer de erro
               ocasionado por omisso de lanamentos de Receitas ou Despesas de perodos anteriores.
               Segundo o Princpio de Competncia de Exerccios, tais valores no podero ser
               contabilizados como receitas ou despesas do atual perodo-base, motivo pelo qual devero
               ser lanados, positiva ou negativamente, como ajustes de perodos-base anteriores,
               diretamente na conta Lucros ou Prejuzos Acumulados.

Exerccio

Com base nos dados a seguir, elabore a Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados, e determine
seu saldo ao final do perodo:

                                               Contas                               $
                      Saldo anterior de Lucros Acumulados                          85.000,00
                      Ajuste Devedor de Exerccio imediatamente anterior           18.000,00
                      Reverso do Saldo da conta Reservas Estatutrias             89.000,00
                      Correo Monetria do Saldo Inicial de Lucros Ac.           180.000,00
                      Lucro Lquido do Exerccio                                  800.000,00
                      Parcela dos Lucros capitalizada                              40.000,00
                      Parcela dos lucros destinada  formao de Reservas          50.000,00
                      Dividendos creditados aos acionistas                        250.000,00

16.4.1      Distribuio de Lucros ou Dividendos

      Nas sociedades Limitadas, no existem regras legais quanto a distribuio de lucros ou
dividendos. Para as Sociedades Annimas (S/A), existem regras legais previstas na Lei 6.404/76, bem
como outras que podem constar no estatuto da companhia.


         Dividendo obrigatrio: poder ser estatutrio ou legal.

       Os acionistas tm direito de receber como dividendo obrigatrio, em cada perodo, a parcela dos
lucros estabelecida no estatuto, que poder ser uma porcentagem do lucro ou do capital social, ou ainda,
o estatuto fixar outros critrios com preciso e clareza.

16.4.1.1 Estatuto Omisso

      Caso o estatuto seja omisso, o dividendo mnimo obrigatrio corresponder a 50% do Lucro
Lquido Ajustado (conforme abaixo determinado).

         Lucro Lquido do Exerccio


Professores Andr e Biu                                                                             169
                                                                    S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      (-) Prejuzo Acumulado
      (-) Reservas de Lucros constitudas no perodo
                Reserva Legal
                Reserva para Contingncias
                Reserva de Lucros a Realizar
      (+) Reverso de Reservas de Lucros efetuadas no perodo
                        Reserva para Contingncias
                        Reserva de Lucros a Realizar
      (=) Lucro Lquido Ajustado

      Contabilizao

      Lucros ou Prejuzos Acumulados
      a Dividendos a Pagar (PC)

      OBS.:

      1. Quando o estatuto for omisso e a Assemblia deliberar modific-lo para introduzir norma sobre a matria,
         o dividendo obrigatrio no poder ser inferior a 25% do lucro lquido ajustado;

      2. O dividendo no ser obrigatrio no perodo em que os rgos da administrao informarem a AGO ser
         ele incompatvel com a situao financeira da companhia.

      3. As normas estabelecidas para o dividendo mnimo obrigatrio dizem respeito apenas s aes ordinrias;
         no prejudicam, portanto, o direito dos acionistas preferenciais.

Exerccio:

Calcule, de acordo com os dados abaixo, o dividendo mnimo obrigatrio a ser pago no perodo, sabendo
que o estatuto  omisso quanto a sua distribuio.

       Contas                                                                                     $
       Lucro Lquido do perodo-base                                                            900.000
       Prejuzo Acumulado                                                                       100.000
       Valor das Reservas de Lucros (Legal, p/ Contingncias e de Lucros a Realizar)
       constitudas no perodo                                                                  350.000
       Valor de Reverso das Reservas de Lucros(p/ Contingncias e de Lucros a Realizar)        250.000

       Lucro Lquido do perodo-base                                                            900.000
       (-) Prejuzo Acumulado                                                                   100.000
       (-) Reservas de Lucros constitudas                                                      350.000
       (+) Reverso das R. de Lucros                                                            250.000
       (=) Lucro Lquido Ajustado                                                               700.000

       Lucros ou Prejuzos Acumulados
       a Dividendos a Pagar (50% de 700.000,00)                                                350.000




16.4.2 Atualizao Monetria de Dividendos



Professores Andr e Biu                                                                                      170
                                                                         S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      A pessoa jurdica que distribuir, no perodo, lucros ou dividendos declarados no perodo anterior,
pelo seu valor atualizado monetariamente at a data do pagamento ou do crdito, poder deduzir o valor
correspondente como Variao Monetria Passiva.

      Contabilizao:

      1. pela atualizao monetria

         Variao Monetria Passiva
         a Dividendos a Pagar

      2. pelo pagamento

         Dividendos a Pagar
         a Disponvel (Caixa ou Bancos)

      A companhia que receber os lucros ou dividendos mencionados anteriormente dever registrar a
sua correo monetria:

      a. como variao monetria ativa se a participao societria for avaliada pelo mtodo da
         equivalncia patrimonial.

      Contabilizao:

         1. pela atualizao monetria
            Dividendos a Receber
            a Variao Monetria Ativa

         2. pelo recebimento

            Disponvel
            a Dividendos a Receber

      b. como receita de lucros ou dividendos nos demais casos.

         1. pela atualizao monetria

            Dividendos a Receber
            a Receita de Lucros ou Dividendos

         2. pelo recebimento

            Disponvel
            a Dividendos a Receber


16.5 DEMONSTRAO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDO (DMPL)

       A lei no 6.404/76 exige a apresentao da Demonstrao dos Lucros ou Prejuzos Acumulados,
que consiste em mostrar a movimentao desta conta, durante o exerccio. Todavia, essa pea contbil
pode ser substituda pela Demonstrao das Mutaes Patrimoniais que no apenas mostra a
movimentao ocorrida na conta Lucros ou Prejuzos Acumulados mas, tambm, as movimentaes nas
demais contas integrantes do grupo do Patrimnio Lquido: Capital e Reservas.



      As principais operaes registrveis em contas do Patrimnio Lquido so:

Professores Andr e Biu                                                                             171
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
       CONTA                           A CRDITO                                  A DBITO
       Capital          Aumentos por integralizao em:             Retirada de Capital:
                           Dinheiro ou bens
                           Capitalizao de reservas e lucros
                           Incorporao de crditos

       Reservas         Constituio de Reservas                    Capitalizao de Reservas
                            de capital                                   de capital
                            de lucros                                    de lucros
                            de reavaliao de bens                       de reavaliao de bens


  Lucros ou Prejuzos   Lucro Lquido do exerccio                  Prejuzo do Exerccio
     Acumulados         Ajustes Credores de Exerccios Anteriores   Ajustes Devedores de
                        Correo Monetria do Saldo Credor          Exerccios Anteriores
                                                                    Correo Monetria do Saldo Devedor
                                                                    Constituio de Reservas de Lucros
                                                                    Capitalizao de Lucros
                                                                    Distribuio de Lucros
                                                                    Compra das Prprias Aes




Exerccio:

      De acordo com as movimentaes efetuadas nas contas do Patrimnio Lquido a seguir
especificadas, elabore a Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido.

             Conta                           Histrico              Dbito    Crdito     Saldo     D/C
             Capital           Saldo Inicial                                               1.200          C
                               Elevao do Capital:
                               Subsc. em dinheiro                                   80
                               Incorp. em bens                                      20     1.300          C
                               Incorp. de Reservas
                                  de Reservas de Capital                           430
                                  de Reservas de Lucros                             20
                                  de reservas de Reavaliao                       400     2.150          C
                               Incorp. de Lucros                                   150     2.300          C
                               Incorp. De Crditos                                 200     2.500          C
             Reservas          Saldo Inicial                                                 600          C
                de             Capitalizado                             430                  170          C
              Capital          Correo Monetria do Balano                       900     1.070          C
             Reservas          Saldo Inicial                                                 100          C
                De             Capitalizado                              20                   80          C
              Lucros           Correo Monetria do Balano                        50       130          C
                               Reserva Constituda                                  60       190          C
          Reservas             Saldo Inicial                                                 100          C
             De                Capitalizado                             400                1000           C
         Reavaliao           Correo Monetria do Balano                       150       250          C
                               Saldo Inicial                                                 600          C
           Lucros              Capitalizado                             150                  450          C
             ou                Ajustes de Exerccios Anteriores          40         70       480          C
          Prejuzos            Correo Monetria do Balano                       250       730          C
         Acumulados            Lucro Lquido do Exerccio                          700     1.430          C
                               Constituio de Res. de Luc.              60                1.370          C
                               Distribuio de Lucros/Dividendos        150                1.220          C




16.6 DEMONSTRAO DAS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS (DOAR)

Professores Andr e Biu                                                                               172
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
16.6.1 Introduo

      A DOAR demonstra o resultado da movimentao de fundos/recursos, ou seja, as operaes que
provocam variaes no CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO, entendendo-se como tal, a diferena entre o
ATIVO CIRCULANTE e o PASSIVO CIRCULANTE, (CCL = AC - PC).

       A DOAR difere da Demonstrao de Resultado de Exerccio, porque esta ltima demonstra o
resultado econmico do exerccio, constitudo das receitas auferidas e das despesas incorridas,
independentemente do efetivo recebimento ou pagamento.

16.6.2 Objetivo

      Explicar a variao do Capital Circulante Lquido ocorrida de um ano para outro, tentando ajudar-
nos a compreender como e porque a Posio Financeira mudou de um exerccio para outro.

16.6.3 Obrigatoriedade de Elaborao

     A Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR)  obrigatria para todas as
Companhias Abertas (S/A de Capital Aberto) e para as Companhias Fechadas (S/A de Capital Fechado)
com Patrimnio Lquido superior  quantia de 138.400 UFIR na data do balano.

16.6.4 Importncia da DOAR

       fornece dados no constantes das outras demonstraes contbeis;
       relaciona-se com o Balano Patrimonial e com a Demonstrao de Resultados do Exerccio;
       fornece as modificaes na posio financeira da empresa, pelo fluxo de recursos;
       constata os recursos gerados pelas operaes sociais;
       verifica como foram aplicados os recursos obtidos com os novos emprstimos a Longo Prazo;
       constata SE, e COMO, a empresa est MANTENDO, REDUZINDO ou AUMENTANDO o seu
        CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO
       verifica a compatibilidade entre os dividendos propostos e a posio financeira da empresa.

16.6.5 Alguns Conceitos Relacionados  DOAR

      a. Capital Circulante Lquido (CCL) ou Capital de Giro Lquido (CGL),  igual a diferena entre o
         Ativo Circulante e o Passivo Circulante (AC - PC);

      b. Capital Circulante ou Capital de Giro,  igual ao valor do Ativo Circulante (AC);

      c. Capital em Circulao ou Capital em Giro,  o valor total do ativo, ou seja, representa a soma
         dos capitais prprios com os capitais de terceiros.

16.6.6 Descrio das Origens

      Constituem ORIGENS DE RECURSOS as seguintes operaes:

         O LUCRO LQUIDO DO EXERCCIO;
         as Despesas que no representam desembolso financeiro, tais como:
         depreciao, amortizao e exausto
         saldo devedor da Correo Monetria do Balano
         ajuste negativo na Equivalncia Patrimonial dos Investimentos
         etc.
         obteno de emprstimos e financiamentos de Longo Prazo;



       aumento do Capital Social mediante integralizao ou realizao em dinheiro;
       contribuies para Reservas de Capital
Professores Andr e Biu                                                                            173
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                   CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
          alienao de valores e bens integrantes do Ativo Permanente;
          extino de direitos realizveis a Longo Prazo;
          valores do Ativo Realizvel a Longo Prazo transferidos para o Ativo Circulante.

16.6.7 Descrio das Aplicaes

            Constituem APLICAES DE RECURSOS, as operaes:
            prejuzo do exerccio;
            receitas que no representam entrada de recursos financeiros, tais como:
            saldo credor da Correo Monetria de Balano
            ajuste positivo da Equivalncia Patrimonial dos Investimentos
            etc.
            amortizao de emprstimos e financiamentos de Longo Prazo;
            distribuio de lucros ou dividendos;
            aquisio de valores e bens para integrar o Ativo Permanente;
            aquisio de direitos para a realizao a Longo Prazo;
            valores do Passivo Exigvel a Longo Prazo transferidos para o Passivo Circulante;
            diminuio do Capital Social, com pagamento em dinheiro.

16.6.8       COMO VERIFICAR AS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS QUE AFETAM O CCL, E
             QUE DEVEM CONSTAR DA DOAR.

       O CCL s varia com operaes No Circulante x Circulante. Portanto a alterao do No
Circulante  a causa da variao do circulante. Por isso a DOAR evidencia apenas o resultado das
variaes do No Circulante que provocam alteraes no Circulante.

         OBS.:

         a. Devero ser ajustadas ao Lucro do perodo as operaes que afetam este, porm no transitam
            por contas de Ativo Circulante ou Passivo Circulante, ou seja, no causam variao no CCL.
            Em outras palavras, se a operao no causa variao no CCL, o Lucro como origem de
            recursos, conseqentemente, no deve sofrer variao por aquele evento, para fins de
            determinao da DOAR, portanto deve ser ajustado;

         b. Operaes que envolvam (Contas de Resultado) + (Conta de Ativo Circulante ou Passivo
            Circulante) no entram na determinao da DOAR, pois j fazem parte da composio do
            Lucro.

16.6.9       ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS QUE NO AFETAM O CAPITAL CIRCULANTE
             LQUIDO, MAS CONSTAM DA DOAR

     H operaes que representam, simultaneamente, uma ORIGEM e uma APLICAO de recursos.
Embora essas operaes no afetem o Capital Circulante Lquido da empresa, elas devem ser includas
na DOAR. So elas:

            Aquisio de bens do Ativo Permanente para pagamento a longo prazo
            Converso de Emprstimos de longo prazo em capital
            Integralizao de Capital em bens do Ativo Permanente
            Venda de bens do Ativo Permanente recebvel a longo prazo

16.6.10 DETERMINAO DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO

       O capital Circulante Lquido (CCL), antigo Capital de Giro Prprio,  igual  diferena entre o valor
do Ativo Circulante em relao ao Passivo Circulante (AC  PC).




Professores Andr e Biu                                                                                 174
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
    Quando: AC > PC - CCL Positivo ou AC < PC - CCL Negativo

    ORIGENS = FUNDOS/RECURSOS GERADOS

    APLICAES = FUNDOS/RECURSOS APLICADOS

    Quando:

    ORIGENS > APLICAES  Variao Positiva no CCL

    ORIGENS < APLICAES  Variao Negativa no CCL

16.6.11 DEMONSTRAO DAS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS

    1. ORIGENS DE RECURSOS

    1.1 Lucro (prejuzo) lquido do exerccio

          (+)   Encargos de depreciao, amortizao e exausto
          (+)   Proviso para ajustes de ativos no circulantes
          (-)   Reverso de proviso para ajustes de ativos no circulantes
          (+)   ou (-) Variao do grupo resultados de exerccios futuros
          (+)   ou (-) Resultado da correo monetria de balano
          (+)   ou (-) Variao monetria e cambial ativa de ativos no circulantes
          (+)   ou (-) Variao monetria e cambial passiva de passivos no circulantes
          (+)   ou (-) Resultado na equivalncia patrimonial de investimentos
          (+)   ou (-) Prejuzo (lucro) na baixa de elementos do ativo permanente*
          (+)   amortizao de gios de investimentos relevantes
          (-)   amortizao de desgios de investimentos relevantes
          (+)   Proviso para obrigaes de passivos no-circulantes
          (-)   Reverso de proviso para obrigaes de passivos no-circulantes

    1.2   Valor da venda de elementos do ativo permanente**
    1.3   Realizao do capital social
    1.4   Contribuio para reservas de capital
    1.5   Aumento do passivo exigvel a longo prazo
    1.6   Reduo do ativo realizvel a longo prazo
    1.7   Reduo do passivo circulante com aumento do passivo exigvel a longo prazo
    1.8   Dividendos recebidos de investimentos avaliados pela equivalncia patrimonial
    1.9   TOTAL DAS ORIGENS DE RECURSOS

    2. APLICAES DE RECURSOS

    2.1   Dividendos distribudos ou creditados aos a acionistas
    2.2   Aquisio de bens e direitos do ativo permanente
    2.3   Aquisio de bens e direitos do ativo realizvel a longo prazo
    2.4   Reduo do passivo exigvel a longo prazo com aumento do passivo circulante
    2.5   TOTAL DAS APLICAES DE RECURSOS

    3. AUMENTO (REDUO) DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO (1.9 - 2.5)




    4. DEMONSTRAO DA VARIAO DO CAPITAL CIRCULANTE LQUIDO
Professores Andr e Biu                                                                         175
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

                                                 Final           Incio       Variao

      1. Ativo Circulante                        (a)             (b)          (a) - (b)
      2. (-) Passivo Circulante                  (c)             (d)          (c) - (d)
      3. (=) Capital Circulante Lquido          (e)             (f)          (g)

      (*)     Valor lquido contbil do elemento do ativo permanente baixado como ajuste ao lucro
             (prejuzo) lquido do exerccio ou;

      (**) Valor do lucro ou do prejuzo na venda do elemento do ativo permanente como ajuste ao lucro
           (prejuzo) do exerccio e considerar o valor da venda deste mesmo elemento como outras
           origens.

Exerccio:

       Da Cia ABC S/A., dentre outros, colhemos os seguintes informes, relativos ao exerccio de 19X5. A
partir destas informaes, se a variao do Capital Circulante Lquido da empresa no perodo foi positiva
ou negativa.
                                                    Contas                                  $
        01    Compra de mercadorias a curto prazo                                             300
        02    Vendas de mercadorias  vista                                                 5.000
        03    Recebimento de clientes                                                         200
        04    Pagamentos a fornecedores                                                       280
        05    Depsitos bancrios                                                              60
        06    Recebimento de emprstimos anteriormente concedidos aos scios da empresa        30
        07    Emprstimos concedidos a empresa coligada                                        20
        08    Pagamento de despesas administrativas                                            60
        09    Venda de participaes societrias (custo = 60)                                  80
        10    Compra  vista de veculos para o ativo imobilizado                             180
        11    Compra de mveis para o escritrio a prazo (160 dias)                           110
        12    Pagamento de despesas com vendas                                                 88
        13    Compra de mquinas industriais a longo prazo                                    100
        14    Pagamento de emprstimos a curto prazo                                           10
        15    Venda de um veculo a curto prazo (valor contbil = 100)                         90
        16    Emprstimos tomados a curto prazo                                                95
        17    Emprstimos tomados a longo prazo                                                80
        18    Pagamento de emprstimos a longo prazo                                           60
        19    Integralizao do capital social
               em dinheiro                                                                      10
               em mercadorias                                                                   80
               em mveis e utenslios                                                           40
        20    Reverso de reservas para contingncias                                            12
        21    Lucro Lquido do Exerccio                                                        300
        22    Despesas com depreciao e amortizao                                             20
        23    Dividendos distribudos                                                            30




Professores Andr e Biu                                                                               176
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS




001. No se classifica no Ativo:

      a. Depreciao Acumulada

      b. Proviso para o Imposto de Renda

      c. Proviso para Crditos de Liquidao Duvidosa

      d. Proviso para Perdas na Alienao de Investimentos


002. Assinale a alternativa incorreta:

      a. No Balano, as contas do Passivo sero classificadas em ordem decrescente do grau de
         exigibilidade

      b. No Balano, as contas de Ativo sero dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez

      c. No Balano, as contas do Ativo Permanente sero divididas em Investimentos, Imobilizado e
         Diferido

      d. No Balano, as contas que representam direitos que tm por objeto mercadorias e produtos do
         comrcio da empresa, assim como matrias-primas, produtos em fabricao e bens em
         almoxarifado, so avaliadas pelo valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito
         pela tcnica contbil


Professores Andr e Biu                                                                            177
                                                                  S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      e. No Balano, as contas do Ativo Circulante sero divididas em Disponvel, Crditos, Estoques e
         Despesas do Exerccio Seguinte


003. Identifique a afirmativa falsa:

      a. a conta do capital social discriminar o montante subscrito e, por deduo, a parcela ainda no
         realizada

      b. na Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos, a reduo do Ativo Realizvel a
         Longo Prazo  considerada uma aplicao

      c. lanamento de transferncia  aquele que promove a regularizao do saldo de conta
         indevidamente debitada ou creditada sem necessidade de estorno

      d. o valor das Aes em Tesouraria, adquiridas de acionista retirante, ser classificado como
         parcela subtrativa do Patrimnio Lquido

      e. as sociedades por aes devem indicar, nas Notas Explicativas que complementam as
         Demonstraes Financeiras, o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
         avaliaes




      Com base no Balano abaixo, responda s questes nos 004 e 005, relacionadas com o Balano
      Patrimonial:

                                    Cia. Comercial SILPA
                                 Balancete Final em 31.12.X4
                               Contas                                 $            $
      Caixa                                                          100,00
      Bancos c/Movimento                                             900,00
      Duplicatas a Receber (C.P)                                   8.000,00
      Duplicatas Descontadas (C.P)                                            3.000,00 (*)
      Estoque de Mercadorias (C.P)                                 4.000,00
      Despesas Pr-operacionais                                      800,00
      Amortizao Acumulada de Despesas Pr-operacionais                        200,00(*)
      Depreciao Acumulada de Mveis e Utenslios                             800,00 (*)
      Fornecedores (C.P)                                                        2.500,00
      Tributos a Recolher (C.P)                                                 1.300,00
      Encargos Sociais a Recolher (C.P)                                           700,00
      Capital                                                                   3.200,00
      Reserva de Correo Monetria do Capital                                  1.000,00
      Lucros Acumulados                                          _________      2.500,00
      TOTAIS                                                      15.200,00    15.200,00


      (C.P) = Curto Prazo
      (*) = Contas

004. O Ativo Circulante totalizou (em $):

      a. 8.000,00                                 d. 13.000,00
      b. 1.000,00                                 e. 9.000,00
      c. 10.000,00
Professores Andr e Biu                                                                             178
                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS

005. O Ativo Permanente importou (em $):

       a. 2.200,00                                   d. 2.000,00
       b. 1.200,00                                   e. 5.200,00
       c. 1.400,00

                                         Contas                                      $
                Capital Social                                                   450.000,00
                Reserva da Correo Monetria do Capital Social                1.350.000,00
                Reserva de Prmio Recebido na Emisso de Debntures              280.000,00
                Reserva de Produto da Alienao de Partes Beneficirias          300.000,00
                Reserva Estatutria                                              400.000,00
                Reserva para Contingncias                                       120.000,00
                Reserva Legal                                                     90.000,00
                Resultados de Exerccios Futuros                                  10.000,00
006.




       As contas classificadas como Reservas de Capital, entre as acima relacionadas, totalizam (em $):

       a. 1.350.000,00                               d. 1.570.000,00
       b. 1.720.000,00                               e. 1.650.000,00
       c. 1.930.000,00



007. Com a finalidade de elaborao a Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados, do
     Balano de 31.12.X7, o contador da Companhia SDN coletou os seguintes dados referentes ao
     exerccio de 19X7:

                                                  Itens                                       Valores ($)
          Saldo da conta no incio do perodo-base
          (ou saldo anterior de Lucros Acumulados)                                             70.000,00
          Ajuste Devedor do exerccio imediatamente anterior
          (insuficincia da proviso para o imposto de renda)                                  10.000,00
          Reverso do saldo da conta Reservas para Contingncias                               80.000,00
          Lucro Lquido do perodo-base aps a proviso para o imposto de renda               750.000,00
          Parcela dos lucros incorporada ao Capital Social                                     30.000,00
          Transferncia para a Reserva Legal (com respaldo na Lei das Sociedades Annimas)     30.000,00
          Dividendos creditados aos acionistas                                                162.500,00

       Informaes adicionais

       a. A Cia SDN, fundada em 19X4, sempre apresentou resultado positivo (lucro) em suas operaes
       b. Os dividendos so creditados na conta Dividendos a Pagar (Passivo Circulante).

       A Demonstrao de Lucros ou Prejuzos Acumulados (DLPA) apresentou, em funo dos dados
       coletados, ao fim do perodo (31.12.X7), um saldo credor de (em $):

Professores Andr e Biu                                                                                     179
                                                                       S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                 CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
      a. 527.500,00                                 d. 727.500,00
      b. 687.500,00                                 e. 832.500,00
      c. 667.500,00

008. As notas Explicativas que completam as demonstraes financeiras das sociedades annimas,
     devero indicar:

      a.   os investimentos em outras sociedades quando no relevantes
      b.   os principais fornecedores de insumos e/ou mercadorias
      c.   os nus reais constitudos sobre elementos do Passivo e as garantias recebidas de terceiros
      d.   as opes de compra de aes, outorgadas e exercidas no perodo
      e.   a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigaes a curto prazo

009. Na Demonstrao de Resultado do Exerccio (DRE), as despesas financeiras e as participaes
     nos lucros so colocadas, respectivamente:

      a.   antes do lucro operacional e aps a proviso para o importo de renda
      b.   aps os resultados no-operacionais e entre as contas de apurao do lucro no-operacional
      c.   antes do lucro operacional e antes dos resultados no-operacionais
      d.   antes do lucro operacional e entre as contas de resultados operacionais
      e.   antes do lucro operacional e aps os resultados no-operacionais

010. As Demonstraes Contbeis, obrigatrias para as Companhias Abertas, so:

      a. Balano Patrimonial, Demonstrao de Lucros e Perdas e Notas Explicativas
      b. Balano Patrimonial, Demonstrao do Resultado do Exerccio, Demonstrao de Lucros ou
         Prejuzos Acumulados e Notas Explicativas
      c. Balano Patrimonial, Demonstrao do Resultado do Exerccio, Demonstraes de Recursos e
         Notas Explicativas
      d. Balano Patrimonial, Demonstrao do Resultado do Exerccio, Demonstrao das Mutaes
         do Patrimnio Lquido, Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos e Notas
         Explicativas
      e. somente o Balano Patrimonial e Notas Explicativas


011. As despesas que contribuiro para a formao de resultados em mais de um exerccio social, os
     direitos que tm por objeto bens destinados  manuteno das atividades da empresa e o capital a
     realizar classificam-se, no Balano Patrimonial, respectivamente, no:

      a.   Ativo Permanente, Ativo Imobilizado e Ativo Realizvel a Longo Prazo
      b.   Ativo Permanente/Diferido, Ativo Permanente/Imobilizado e Patrimnio Lquido
      c.   Ativo Realizvel a Longo Prazo, Ativo Permanente/Investimentos e Patrimnio Lquido
      d.   Ativo Permanente/Imobilizado, Ativo Realizvel a Longo Prazo e Patrimnio Lquido
      e.   Ativo Realizvel a Longo Prazo, Ativo Permanente/Imobilizado e Patrimnio Lquido

012. Ao elaborar o Balano Patrimonial, em 31 de dezembro do ano 6, a Empresa KAFA Ltda.,
     classificou a conta Ttulos a Pagar no valor de $ 19.000,00 no Exigvel a Longo Prazo, pois ela
     representava uma nota promissria com vencimento para 30 de junho do ano 8 e, ao elaborar o
     Balano Semestral em 30 de junho do ano 7, essa mesma conta seria classificada no:

      a.   Exigvel a Longo Prazo
      b.   Passivo Circulante
      c.   Resulta de Exerccios Futuros
      d.   Patrimnio Lquido/Reservas de Capital
      e.   Disponvel

013. A conta Duplicatas a Pagar:

Professores Andr e Biu                                                                                  180
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                  CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
       a. sempre ser classifica como Passivo Circulante, independentemente dos prazos para
          pagamento

       b. sempre ser classificada como Exigvel a Longo Prazo

       c. pode ser classificada parte no Passivo Circulante e parte em Resultados de Exerccios Futuros

       d. pode ser classificada parte no Passivo Circulante e parte no Exigvel a Longo Prazo,
          dependendo dos prazos de vencimento das duplicatas

       e. ser classificada como redutora do saldo de Duplicatas a Receber

014. De acordo com a Lei no 6.404/76 (Lei das Sociedades por Aes), a classificao correta dos
     grandes grupos do Balano Patrimonial :

       a. Ativo Circulante, Disponvel, Estoques, Ativo Exigvel a Longo Prazo, Ativo Permanente,
          Passivo Circulante, Passivo Exigvel a Longo Prazo e Patrimnio Lquido

       b. Ativo Circulante, Ativo Realizvel a Longo Prazo, Ativo Permanente, Passivo Circulante,
          Passivo Exigvel a Longo Prazo e Patrimnio Lquido

       c. Ativo Circulante, Ativo Realizvel a Longo Prazo, Ativo Permanente, Ativo Imobilizado, Passivo
          Circulante, Passivo Exigvel a Longo Prazo e Patrimnio Lquido

       d. Ativo Circulante, Ativo Realizvel a Longo Prazo, Ativo Permanente, Passivo Circulante,
          Passivo Exigvel a Longo Prazo, Resultado de Exerccios Futuros e Patrimnio Lquido

       e. Ativo Circulante, Ativo Realizvel a Longo Prazo, Despesa do Exerccio Seguinte, Ativo
          Permanente, Passivo Circulante, Passivo Exigvel a Longo Prazo, Resultado de Exerccios
          Futuros e Patrimnio Lquido




015.
                                                   COMERCIAL CLELISA LTDA
                                               BALANO PATRIMONIAL EM 31.12.19X4
                                ATIVO                                                         PASSIVO
               Circulante                                                     Circulante
       Caixa                             20.000,00                 Fornecedores                                     220.000,00
       Bancos Conta Movimento           270.000,00                 ICMS a Recolher                                   40.000,00
       Clientes                         300.000,00                 Encargos Sociais a Recolher                      120.000,00
       Capital a Integralizar           109.000,00                 Proviso para Imposto de Renda                    38.000,00
       Mercadorias (Estoques)           200.000,00                 Proviso para Crd. Lq. Duvid.                    9.000,00
       Seguros a Vencer                   8.000,00      907.000,00 Outros Tributos a Recolher                        23.000,00
       Permanente                                                  Duplicatas Descontadas             100.000,00    550.000,00
       Mveis e Utenslios              110.000,00                 Patrimnio Lquido
       Veculos                           80.000,00                Capital Subscrito                  460.000,00
       Edificaes                      210.000,00                 Reserva da Correo
       Terrenos                           88.000,00                Monetria do Capital               180.000,00
       Depreciao Acumulada            (95.000,00)     393.000,00 Lucros Acumulados                  110.000,00     750.000,00
       TOTAL DO ATIVO                                 1.300.000,00 TOTAL DO PASSIVO                                1.300.000,00

       A demonstrao antecedente (Balano Patrimonial) contm, segundo a melhor tcnica contbil e
       normas pertinentes, imperfeies no que tange  classificao de algumas contas nos Grupos que
       participam da sua composio. Feitas as corrigendas cabveis, os totais do Ativo (soma de todas
       as contas) e do Passivo (soma de todas as contas) passaro de $ 1.300.000,00 para (em $):

       a. $ 1.082.000,00

Professores Andr e Biu                                                                                                     181
                                                                                   S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
     b.   $ 1.191.000,00
     c.   $ 1.200.000,00
     d.   $ 1.200.000,00
     e.   $ 1.177.000,00

016. O Balano Patrimonial de uma empresa estava assim constitudo:

                    Grupos                                                $
                    Ativo Circulante                                      300.000,00
                    Ativo Realizvel a Longo Prazo                        100.000,00
                    Ativo Permanente                                      900.000,00
                    Passivo Circulante (Impostos a Recolher)              200.000,00
                    Passivo Exigvel a Longo Prazo (Financiamentos)       150.000,00
                    Patrimnio Lquido                                    950.000,00




     pode-se, assim, afirmar que (em $):

     a.   o seu capital prprio  de 1.300.000,00
     b.   o capital de terceiros  de 150.000,00
     c.   o conjunto de bens disponveis e direitos realizveis a curto prazo  de 300.000,00
     d.   o capital total  disposio da empresa  de 950.000,00
     e.   o capital  disposio da empresa  de 950.000,00

017. Na Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos:

     a.   a realizao do capital  uma aplicao
     b.   o aumento do ativo diferido  uma origem
     c.   o encargo de depreciao  uma origem
     d.   o aumento do exigvel a longo prazo  uma aplicao
     e.   a contribuio do subscritor que ultrapassar o valor nominal da ao  uma aplicao




018. So origens de recursos, na DOAR:

     a. aumento do exigvel a alongo prazo, do ativo permanente e da reserva de capital

     b. aumento do capital do ativo permanente e aumento do passivo exigvel a longo prazo

     c. lucro lquido do exerccio, reverso de depreciaes e aumento do ativo permanente

     d. aumento do passivo exigvel a longo prazo, aumento do passivo circulante e do ativo realizvel
        a longo prazo

     e. diminuio do ativo realizvel a longo prazo, distribuio de lucros ou dividendos e aumento de
        capital com integralizao em dinheiro



Professores Andr e Biu                                                                            182
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
                CURSO DE CONTABILIDADE GERAL PARA CONCURSOS PBLICOS
019. Dados preliminares:

                           Empresa Companhia PVSN
                            Capital Circulante Lquido em:
                             31.12.X1                               $ 7.000,00
                             31.12.X2                               $ 10.000,00

                            Aplicaes de Recursos no Ano
                             de 19X2 (em 31.12.X2)                  $ 1.000,00




     Os elementos acima permitem concluir que o montante das origens na Demonstrao de Origens e
     Aplicaes de Recursos de 31.12.X2, foi de (em $):

     a.   4.000,00
     b.   2.000,00
     c.   9.000,00
     d.   6.000,00
     e.   5.000,00


020. Nas Demonstraes das Origens e Aplicaes de Recursos da Cia SILPA, em 31.12.X3 e
     31.12.X4, foram colhidos os seguintes elementos:

                     Elementos                                31.12.X3    31.12.X4
                      Capital Circulante Lquido Positivo    3.736,00    8.012,00
                      Passivo Circulante                     2.715,00    2.570,00




     Em decorrncia,  correto afirmar que o aumento do ativo circulante da empresa, de 31.12.X3 para
     31.12.X4, foi de (em $):

     a.   5.442,00
     b.   6.463,00
     c.   4.275,00
     d.   4.131,00
     e.     145,00




Professores Andr e Biu                                                                           183
                                                                     S Tu,  Deus, a nossa fortaleza!
